domingo, 9 de novembro de 2014

7 000 000 000

Yann Arthus-Bertrand fascinou-me com Home, e só ontem descobri que tinha passado por Portugal e que 7 mil milhões de outros estava aí...


de 8 de novembro de 2014 a 8 de fevereiro de 2015
no Museu da Eletricidade, em Lisboa…



VÁ!

afinal, a burra sou eu?

Na minha cabeça martela a inconsistência do que me rodeia...
essa questão que pus há dias:  afinal, merece a pena?
Por mais que tentemos contribuir para a evolução desta espécie social, o retardamento já é tanto que sufoca quem tenta abrir caminhos à luz...
Depois, há essa espécie de cobardia infame dos que desfiam filosofias que nem cumprem nem repetem em defesa dos que o ousam, em sua defesa - sim, deixam que passem por loucos os que as cumprem ou as revelam para lá dos umbigos sujos e fedorentos de quem só berra ideias em espaços fechados, de quem critica mas nada faz, nada contribui, nada assina - porque o dito só é dito entre paredes seguras-de-represálias... e o pai-Salazar é que sabe...
Gritam, coitados, porque não se safam sem ajuda, mas, depois, encolhem o rabinho e esperam que lhes caia no colo o fruto do trabalho de quem deixam a suar ao sol sem uma palavra darem em ajuda do seu esforço... - é um desafiar a "seres o pau-de-obra que resolve o meu probleminha" seguido de um desprezo atroz por quem os ajuda...
 
É, às vezes não chega a consciência tranquila...
...sente-se a falta do tempero de humanidade!
 
...e rio-me, quando releio as palavras que não serão inteligíveis, até pelos parcos leitores deste espaço, e me sinto qual sindicalista ferrenho de bandeira desfiada...
afinal, é só um desabafo por mais uma puxadela de tapete!

domingo, 26 de outubro de 2014

afinal, merece a pena?




afinal, merece a pena? 
ouvi promessas, de uma era de aquário, de um caminho para a luz…
ouvi versões, de um deus antropomórfico de vestes brancas e barba longa (feito à nossa imagem e não nós à dele!), de uma reencarnação sucessiva, dizem uns por mérito, mas, a maioria, para aperfeiçoamento e subida a um céu ou corpo diferente em modos e melhor de comportamentos…
afinal, as versões são distâncias de verdade inreconhecida…

mas, afinal, então, para que serve esta ou outra vida?

não aceito,
não aceito que seja só um meio e não seja para viver,
não aceito que seja para sofrer, arrecadando créditos para um paraíso futuro,
que viemos para aprender, aperfeiçoar… mas…
e viver!?
eu não mereço não viver!
como podemos resignar-nos a um jogo de dor por conta de felicidade futura?

estas revoltas filosóficas para chegar à questão:
merece a pena?
As coisas estão mal,
o país está mal, o planeta está mal, a família, a cidade, tudo parece estar a correr mal neste plano mais ou menos divino...
...e, à minha volta, vejo alguns falar de como poder correr melhor, de causas de soluções, de união, de dar a mão e…
 ...depois, quando surgem os caminhos sem fim, as respostas de quem não quer lutar, ajudar, construir [porque já o fizeram esquecer, se é que alguma vez lembrou, o que é viver...] e, até, de quem não tem humildade para aceitar uma singela mão quando cai…
…desistem?
como vai ser, se todos vão desistindo?
o que resta a quem reste?

afinal, vale a pena?
digam lá, porque estou a perder a paciência!

                        


ps: e quero viver, mesmo que esta seja só uma das vidas e este só um dos corpos que envergarei!