domingo, 13 de abril de 2014

diário de uma mulher normal, 13 de abril


acordei sem saber bem onde – a noite trouxe-me tarde à cama

ouvia objetos a cair e cedo percebi que era a estratégia secundária do meu gato: quando não me levanto ao som do despertador e não lhe abro a porta do wc de imediato, sobe para a minha secretária e vai atirando o que pode ao chão!
aguentei enquanto pude, até que o ‘roçar’ me alertou: era a nova caixa de óculos a ganhar novos efeitos estéticos!
entre grito e safanão-de-longe lá fugiu, mas, o aprendiz-de-despertador subiu também para a secretária e, ao contrário do primeiro, ainda não liga às minhas ordens… resultado: tive, mesmo, de me levantar… 
 
num dia de refeições petiscadas entre investigação e produção de texto, também a amizade profunda dos meus gatos, por mim e pelos petiscos, foi complicada: acham que devem estar em cima dos livros, ou seja, entre os meus olhos e os livros ou anotações ou, se estou no pc, optam por atravessá-lo em andamento e provocam funções de teclado que desconheço e me deixam à beira do ataque de nervos…

…está tudo sossegado: um dorme aos pés da cama, outro junto à janela mais quente…

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trinta e sete cêntimos de caca*

Não que a “obrigação” me prenda, mas, acho simpático telefonar aos familiares que fazem anos… mas, ligar e, ainda que a chamada não se prolongue, ao fim de um minutozeco já me estar a repetir, e o aniversariante também, em frases da treta… é triste!
E, então, penso nesse hábito social da simpatia… mas, porque raio me dá para ser simpática para com quem nunca passa da conversa de circunstância comigo?
bardamerda, já dizia uma familiar muito querida, a quem não posso telefonar e não sei se me ‘ouve’ no plano em que está destas vidas…
» gastemos a energia no que / em quem importa!
» ignoremos os laços de sangue – não podem ser mandativos!
» demos oportunidade aos que se cruzam connosco e, verdadeiramente, queiram ser nossos interlocutores nesta vida!
* a mísera duração de um telefonema para alguém que não vejo há muito…

14 de abril - Dia do café!

Quase todos bebemos o cafezinho e relevamos esta coisa o dia do café...
Confesso que ouvi isso hoje e nem sabia (ou lembrava...) que havia um dia dele!

É difícil passar sem ele, apesar de não me encharcar no dito e, confesso, caro Rui, que dou voltas para achar o teu material!

A história dos sanhôres jurnalistas é de que bebemos menos café que a malta do norte - ora, lá está mais frio e bebem mais bebidas quentes e nós, também trouxemos o chá para estas bandas, estamos divididos...

Ora, bebam lá um café!
 (esse aí está muito cheio para mim...)

sábado, 5 de abril de 2014

sábado, 29 de março de 2014

estranha é a vida


estranha é a vida
em que o mais sábio não sabe
o mais lúcido não vê
o mais expedito não alcança…
 
estranha, é certo
por não nos dar
o que temos de conquistar…

estranha é a vida
porque mil vezes ouvimos
o que só no tempo certo
conseguimos entender

certo é o tempo
em que paramos de correr
e escutamos

estranho é correr
tropeçar vezes sem conta
porque andar fez-se segredo
que só eleitos reconquistam

estranha é a vida
quando o caminho é de pedras
e não há artesãos de castelos