domingo, 24 de agosto de 2014

O tempo




Se, ainda, não tenho 50,
não creio que a vida acabe tão cedo,
e há, sempre, forma de melhorar a vida a que nos habituámos,
tornando mais a que queremos, mesmo!

sábado, 23 de agosto de 2014

faz à mão, filha, faz à mão!

 ...ou: empresas que nos lixam a vida!


Incapaz de sobreviver sem sumo de laranja (ao qual misturo aditivos sortidos), decidi-me (finalmente!) a tentar reparar a espremedora de citrinos...

Ainda que achando que algo devia estar moído na peça que encaixa ao motor, queria verificar a eventualidade de ser apenas algo desencaixado, que desse para reposicionar...

Ora, lá fui buscar a base mecânica do dito equipamento e, ao efetuar o procedimento-base de ferramentália, descubro (#!"/&%$#=?#!|//%$###!!!!!!!!!!!!!!) que os sacanas botaram um daqueles parafusos personalizados impossíveis de desatarrachar sem uma chave-de-XPTO!

E, com mais uma prova de que o mundo proíbe a sustentabilidade, lá terei de ir comprar uma nova espremedora de citrinos!


trabalho abandonado, por incompatibilidade de hardware! :(

terça-feira, 19 de agosto de 2014

TouchScream


Oiço gritos no silêncio
que ecoa
neste mundo ensurdecedor

Oiço gritos aflitivos
atrás de sorrisos feitos-perfeitos
em rostos prestes a desabar

Vejo sombras
temores de noites perdidas
de tão profunda ser a dor

Vejo esquecimento
no des-hábito instituído
de não lembrar

Vejo medo
nunca reconhecido
em todos e cada um

Vejo fácil
o caminho que fazem difícil
e não levará a lugar algum




domingo, 3 de agosto de 2014

DAHeta

Sempre que  tenho oportunidade, procuro alimentos saudáveis e, muitas vezes, reconhecidos como tendo algum efeito terapêutico, pois detesto tomar medicamentos processados e, havendo alternativa mais saudável para curar uma gripe, facilitar a digestão, ou tratar qualquer maleita, tento encontrá-la e experimentar novos sabores, também.
Confesso que não me lembro se já alguma vez tinha adquirido gengibre au naturel... cheguei a ter daquele em pó/frasquinho, mas não usei para mais que temperar o puré de batata!
Como ontem comprei um belo pedaço, fui procurar dicas de consumo e...
Dieta disto, dieta daquilo, emagrecer trá-lá-lá..................UFFFFFFFFFFFF, parece que não há mais no mundo que o e-ma-gre-cer! E, convenhamos, a vida faz-nos engordar de maus hábitos e maus produtos alimentares, nomeadamente as supostas fontes de proteínas engordadas-à-pressa e nada saudáveis (fora o facto de que comer mamíferos me repugna profundamente!) - e é para fugir ao mau-comer que procuro produtos naturais para introduzir nos meus hábitos, mas, pelos vistos, só é divulgado algo de "novo" das antiguidades naturais-alimentares para se criar mercado da indústria de emagrecimento! E a consequência é, geralmente, um preço absurdo numa qualquer baga ou raiz, que os nossos avós-agricultores deixaram de produzir por falta de mercado ou nunca chegou à nossa terra, por desconhecimento das suas propriedades alimentares e, eventualmente, terapêuticas...
Agora, pagamos demais e levamos com a propaganda-de-dieta!
A consequência secundária desta atitude-comercial é a criação, em paralelo com os gordos-da-civilização-consumista, do grupos dos (geralmente das) magras-que-até-agonia-de-susto!
Safa! Daqui a pouco vou ralar o meu gengibrezinho, porque me apetece e porque até tenho um dó-dói que quero ver se melhora...



domingo, 27 de julho de 2014

ti ti ti ti ti ti ti

Olá, ...
Foi a ti que liguei,
quando estava desesperada por uma voz.
Exausta de muito, sôfrega de companhia.
Liguei, e fui estupidamente benévola em fazê-lo...
Afinal, ligas-me em pranto tantas vezes 
e despedes-me de falas com um depois ligo-te - seja trivialidade ou socorro que me leva a ligar-te...
E prometo, tantas vezes, que vou esquecer quem só me usa como ombro e já deixou de ser amigo-de-conversa-por-conversa e, muito menos, voz-de-ser-humano-que-acompanha... mas, lembro-me das conversas do tempo em que nos conhecemos e recomeçámos vidas de esperança... Do acreditar nas pessoas, do dar sempre uma oportunidade aos amigos...
É estranho... tão estranho que, quando me ligas em pranto, por não teres mais em quem confiar e com quem falar, já nem te oiço com mais que compaixão.
Felicidades...
...e vou continuar a procurar Pessoas...
...elas devem existir...
...eu é que ainda não encontrei o caminho...
Talvez faça um manual de comportamento, para guiar os que querem ser humanos e não sabem o caminho...
...é como a condução... ...não basta ter carro e saber conduzir... ... também há regras de comunidade a seguir, ou chocam a cada manobra... ...também há vias certas...

Manifesto (0)

 
ninguém 
pode dizer 
que não deu por isso...  
             Estão a matar Portugal.
E pergunto eu, 
já meio demente:  
                                                          vamos deixar?

pedaço de mim

amo-te
amo-te demais
amo-te de menos
demais, porque mais que tudo
de menos, porque mais ainda te amarei

estou cá
estarei sempre cá

o teu sorriso faz-me sorrir
a tua tristeza trespassa o meu coração

amo-te
sempre te amei
sempre te amarei

sábado, 14 de junho de 2014

pérolas das redes - pedido de gato



 


Olá estou interessada em adotar um gato 
mas de preferência já estrelizado.....



...bem, não confundam, esta é só uma das frases/coisas estranhas com que me deparo na rede, neste caso no face - não ando à procura de gatos estrelizados , estrelados, ou seja lá qual for a particularidade "esquisita", já tenho, daqueles com quatro patas e rabo comprido...

domingo, 1 de junho de 2014

always

o maravilhoso mundo em que vivemos


Quem disse que o mundo não é maravilhoso?

São tantos os tesouros que já nem vemos, na correria do dia-a-dia!
custa,
esta coisa de só olharmos as desgraças por aí...
não paramos para olhar as maravilhas que nos rodeiam...
Trago imagens de Steve Axford e o convite de que vão espreitar mais, para deliciar os olhos e acalmar a alma.

São imagens fantásticas! (Neste caso as de cogumelos, mas encontram outras nos links acima.)

quinta-feira, 29 de maio de 2014

suicide note


...

repensou a coerência que a afastara sempre do suicídio: 
ainda que nunca tivessem havido épocas de felicidade, acusar-se-ia de má pessoa se não desse ao mundo tudo e que tinha para dar! 
? mas:
afinal, até dádivas sem preço-posto eram mal-vindas, num mundo cada vez menos normal, onde já todos os humanos parecem caminhar para uma desumanidade incomportável com a sobrevivência…
toda a utilidade não utilizada é desperdício, afinal
porque não?
era cobardia? não! era, apenas, o desistir de uma luta sem fim e sem companheiros de batalha – inútil, desgastante… era o não conseguir mais respirar, sequer, de tanto aperto no peito…
lembrou os seus pressupostos de vida: a partilha, a amizade, o amor…
? mas: em que lugar isso tem importância? e para quem se, até os que apregoam humanidade são como crentes que repetem ladainhas junto ao altar e ignoram ou sentem, até, repulsa dos que gritam por pão na escada do templo?
e depois… todo esse mundo-de-obrigação que a espanca em cada dia, pelos abusos dos que querem ser importantes e esconder a sua pouca sabedoria, todas as humilhações vis dos que vivem qual brincadeirinha de adolescente com as amigas, humilhando, planeando enganos e fraudes-de-culpar-o-santo e, saindo fortes e vitoriosos, quando ao santo resta desmaiar ao fim de cada dia de trabalho?
...