terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

um livro, um autor - ...viajar...

http://www.artelogy.com/store/anabela-simoes-ferreira-tracos-de-momentos-e-viagens

Traços de Momentos e Viagens...

       dá-nos o olhar da Anabela Simões Ferreira de lugares, pessoas, e também a irreverência e humor que são marca dessa enorme mulher.

No fundo, se tivesse que defini-la, começava por mãe, com o sentido – que os da minha terra, numas línguas que uns dizem ‘pobres’, dão a esse nome, pondo-lhe uma riqueza imensa – de quem ampara…


Pego em mim, no que sou e viajo. Dentro de mim apanhando o comboio da minha imaginação, ou por esse mundo fora, que me convida a não ser, um ser quieto.

Os seus olhos, como a sua palavra, são perspicazes, no traçar desses quadros de momentos mágicos, presos no tempo – estações desse comboio imparável…

Pode ver tudo no(s) blog(s): 
(clique no livro para saber como comprar)

sábado, 8 de fevereiro de 2014

a luz no fundo do túnel
















ainda que os dias acordem cedo demais,
sofridos de dores,
herança dessas absurdas vidas que nos vão obrigando a ter,
por vezes,
há um sorriso a atravessá-los,
ou, até, lágrimas de felicidade a correrem pelo rosto,
até que os olhos ardam...

chá-macho!

...para mim é um chá,
pode ser de camomila

Nem olhei, na pressa da manhã mal-acordada, mas, a ousadia do pedido, num café-macho como aquele, deixou-me pensante. Parecia aqueles filmes em que o cowboy pedia leitinho no saloon...
E (ainda) é verdade: aos homens é vedado o direito a muitas coisas, porque... "não é de homem" - dizem os estereótipos de género - como se ser homem fosse apenas o cliché da bebida "forte", do jornal-da-bola e, quanto muito, mais do que isso, só pudesse a conversa e vida desviar-se para um qualquer rabo ou par de mamas.
Eu cá bebi café, precisava acordar.

imagem de: http://www.glamourmagazine.co.uk

domingo, 2 de fevereiro de 2014

educação, sociedade, civismo

é, titulei este post de acordo com as tags no rodapé... 

...mas poderia também considerar isto um índice
para medir humanidade, capacidades sociais, empatia... 

quando espirro,
se estou no trabalho,
a maioria das vezes, o silêncio continua... 

quando espirro,
se estou em casa,
o meu gato vem, de onde quer que esteja,
e faz-me um miau preocupado,
como se me perguntasse se estou bem. 

I rest my case!
 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

close encounter of the third kind*


(*ou mais uma justificação, de bandeja, para os meus amigos me atribuírem insanidade)

Quando eu tinha cinco anos, a vida era bem diferente e sem preocupações… podia brincar livremente no bairro, e não se esperava que um carro me passasse por cima ou que um violador ou um vendedor de crianças me agarrasse a cada esquina.
Ali andava eu, a passear com o meu triciclo, completamente despreocupada, como se é nessa idade, e algo me chamou à atenção – penso que um ruído… – e olhei para o lado e apanhei um susto monumental! Debaixo de uma enorme árvore estava um “bicho” que nunca tinha visto e era enooooorme! “Desmontei” e agarrei o meu rodinhas, atirei-o por cima do portão da frente e corri para o portão lateral da casa, que eu sabia estar aberto.
Tentaram acalmar-me dizendo que vi este ou aquele animal, mas, nunca percebi o que era e só muitos anos mais tarde tentei racionalizar a questão. Das “medidas” que desenhava na terra batida, depois do acontecido, calculei que tivesse uns dois metros de altura e sempre me lembrei do aspeto cartooniano que tinha e da expressão preocupada que lhe li na face, como se não quisesse, de todo, assustar-me…
Seria possível haver um planeta onde os habitantes são brancos e têm uma barriga vermelha oval desenhada e orelhinhas pequenas espetadas? 

sms


ps...........sms