domingo, 24 de novembro de 2013
sábado, 23 de novembro de 2013
croissant com torresmos
Algumas coisas boas da vida perdem-se, porque nunca as experimentamos, porque achamos que "não se faz assim"!... - e seguimos o costume... sem sequer questionar...
Podem ser coisas como um não muito necessário código de traje rígido - e ser necessário um ministro com tomates para por lógica na coisa...
Pode ser a forma como abordamos, ou não abordamos, as pessoas que partilham momentos diários connosco - será que nos mordem, se fizermos um sorriso da mesa do café do lado e trocarmos uma palavra sobre seja-lá-o-que-for?
Pode ser um gosto de palato - até hoje, se ponho na mesa uma salada básica, das que habitualmente faço, estando os meus pais na mesa, eles franzem a testa, porque salada é tomate e alface...
Do agir ao degustar, temos de ser um pouco mais audaciosos!
É claro que não vos recomendo comer todas as baguinhas vermelhas que vejam à borda do caminho, mas... já provaram uma baga de goji? (no iogurte, na salada de frutas, triturada no sumo de laranja...)
E, também, não recomendo que metam conversa com todos os que passam por vós, mas, se alguém toma, diariamente, o café na mesa do lado, talvez seja possível conversar um pouco... Quem sabe se não é alguém que interesse conhecer um pouco mais?
Na realidade, por mais que estejamos habituados a correr atrás de nada, desperdiçando o tempo de vida, podemos ser um pouco mais permissivos a novas oportunidades, ao invés de deixar hábitos mal-aprendidos controlarem a nossa vida!
E, se me surgiram exemplos comestíveis, foi porque acabei a minha tarde de sexta a comer croissant com torresmos...
Uma delícia!
domingo, 17 de novembro de 2013
vivinha da silva
- afinal, não morri!
- não, não fui eu, mas, apesar de eu estar mal no dia que me ligaste, é bom saber que querias saber... (se a morta era eu...) - foi um dia para esquecer, quando ligaste, atendi o telemóvel mal abrindo os olhos ("virose" disse o sôtor), desculpa, por isso, as respostas curtas, mas agradeço a tua preocupação :)
É, a amizade é pensarmos nos "nossos" quando algo acontece pela sua zona: acidente, suicídio, tiroteio? - será que o/a nosso/a amigo/a está a salvo?De quem te lembras tu quando ouves uma má notícia?
E porque não telefonas?*
aprisiona alguém nos teus laços de amizade - dit le renard
*ps: já agora, telefona, também, se a notícia for boa!
*ps: já agora, telefona, também, se a notícia for boa!
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
sábado, 9 de novembro de 2013
+1colibri
sim, sim…
claro, ‘teja descansadíssimo…envio-lhe mais logo um é-meil…
(diz a "secretária" ao "cliente", a terminar um des-curso aprimoradíssimo!)
Vergonha!!!
Vergonha
É isso que sinto, quando um país inteiro dá
valor a um sistema de ensino não estatal, considerando-o “melhor” porque
os seus alunos obtém uns imeeeeeensos 10,71 valores!
Mas… com todas as benesses dadas ao negócio do ensino privado, não deveriam
os seus alunos estar mais próximo do objetivo, que são os 20 valores?
Estão numa mísera mediania? Isso é justificado como?
Estão numa mísera mediania? Isso é justificado como?
Para além da roubalheira dos colégiozecos
contratados para “complementar” os estabelecimentos oficiais mais do que
suficientes, os que, efetivamente, são diferenciados pelo método não deveriam
ter qualidade de ensino que mostrasse mais resultados?
Nisto tudo, reserva-se a necessidade de deixar
de olhar só os números, pois, se de sucesso falarmos, ele iria muito além disso…
mas, se é pela quantidade de respostas corretas dadas em provas que nos
medimos, então, algo está muito mal...
...e a diferença, desculpem lá os “seguidores” dos privados, deveria ser percetível e não é.
...e a diferença, desculpem lá os “seguidores” dos privados, deveria ser percetível e não é.
(Imagem RTP)
+1colibri
- Olha lá… tens alguém no EPL*?- …- aquele preto que se andava a meter comigo e com o (…) foi preso… e é preciso arranjar alguém que lhe dê uma carga de porrada…- …- não, o gajo vai aprender!
*Estabelecimento Prisional de Lisboa
(conversa de rua, ao telemóvel)
colibri

Apesar do belo da ave, vou chamar colibri a um conjunto de postagens que passam por mim num relance… - São rabos-de-conversa em trânsito, piadelas ao ouvido em pausas de cada dia… - precisamente porque passam a voar e quando menos espero por elas e mal as apanho de tão rápido que batem as asas…
imagem de: http://www.brainsins.com/es/blog
Quando somos pequeninos...
Quando somos pequeninos,ninguém nos diz como é viver…
Ninguém nos ensina a precaver o sofrimento, as
dores que, mais do que de crescimento, são dores do errado acercando-nos e
corroendo as luzes que teimam em brilhar no nosso pensamento. Aquele sorriso que temos, fruto de cada
descoberta, de cada passo dado num mundo maravilhoso, tropeça na malvivência
alheia e transforma-se num esgar de sofrimento, em cada minuto em que somos
confrontados com a consagração do malfeito.
Se, numa transição para o mundo-dos-grandes,
ainda nos permitem brados de insatisfação, quando lá ficamos, somos açoitados
de cada vez que vemos um arco-íris – sacrilégio, almejar ao belo!
Cada desenho tem de ser casa branca de telhado
vermelho – ainda que não os haja à vista, com chaminé de há dois séculos,
ladeada de árvore de copa redonda e verde
e com uma nuvem de algodão a bordar um céu celeste…
Cada casa tem de ter as mesmas paredes, o mesmo
quadrado, as mesmas janelas…
E, depois, todos vemos e vivemos esse quadro feio, onde já ninguém sorri.
E, depois, todos vemos e vivemos esse quadro feio, onde já ninguém sorri.
Muito menos os que pensam, e podiam salvar o
mundo…
terça-feira, 5 de novembro de 2013
diário de uma mulher normal, 5 de novembro
o dia começou num repente de tarefas a mais...
tarefas sem lucro, afinal, tirando apenas a esperança no cumprir de outrém...
e continuou, continuou com os afazeres, o cansaço, o não-páro, a submissão às urgências-de-"tenho-de-mandar-para-verem-que-sou-chefe", em nada devendo ser urgentes - ou por pura constatação, ou por tardia comunicação...
as quezílias de marias-da-pide e marias-metidas-ao-rato incomodando a vontade de trabalhar e cansando, até à exaustão-mais-que-exausta
afinal, todo o dia foi quasi-totalmente inglório - ou a vã ânsia de trabalhar, produzir, ser, não fossem depostas por essa insã glória do posso-quero-e-mando!
a volta ao ninho foi confusa - pelos afazeres se passou, pelos vislumbres aos de sangue, pelos tropeções de cansaço e os sustos de amigos em perigo...
quase no fim
perde-se a ponte
e
no fim da lista de contatos
um cursor de dúvida saltita
o dia foi...
mau
será sempre assim,
quando os elixires fundamentais evaporam e não são repostos
tarefas sem lucro, afinal, tirando apenas a esperança no cumprir de outrém...
e continuou, continuou com os afazeres, o cansaço, o não-páro, a submissão às urgências-de-"tenho-de-mandar-para-verem-que-sou-chefe", em nada devendo ser urgentes - ou por pura constatação, ou por tardia comunicação...
as quezílias de marias-da-pide e marias-metidas-ao-rato incomodando a vontade de trabalhar e cansando, até à exaustão-mais-que-exausta
afinal, todo o dia foi quasi-totalmente inglório - ou a vã ânsia de trabalhar, produzir, ser, não fossem depostas por essa insã glória do posso-quero-e-mando!
a volta ao ninho foi confusa - pelos afazeres se passou, pelos vislumbres aos de sangue, pelos tropeções de cansaço e os sustos de amigos em perigo...
quase no fim
perde-se a ponte
e
no fim da lista de contatos
um cursor de dúvida saltita
o dia foi...
mau
será sempre assim,
quando os elixires fundamentais evaporam e não são repostos
quarta-feira, 30 de outubro de 2013
...je ne suis pas apprivoisé...
Há uns anos atrás, parecia-me impensável que alguém não tivesse lido o capítulo XXI… (fora os mais velhos que eu e excluídos do sistema escolar*, claro) – Hoje não sei… Até eu, já nem sei quando o li pela última vez…
Já devo
ter falado aqui do principezinho, não?
Mas
resolvi trazer o livro, e tal como foi escrito - não em Português, pois podia
correr o risco de me aparecer uma daquelas edições que transformaram a sua
palavra mais importante em aberrações como “prender-me a ti” – se, até eu,
depois de procurar durante anos, acabei por encontrar uma tradução que, se não
peca por não “cativar”, peca por incapacidade de transmissão do sentido sentido
das frases!
Cliquem
na imagem, e leiam Saint-Exupéry…
- Qu’est-ce que signifie «apprivoiser»?- C’est une chose trop oubliée, dit le renard. Ça signifie «créer des liens...»
*ou outro
substituto educativo mais eficaz que esse…
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