eu sei, que mereço muito mais!sou forte, quando abano é p’ra quebraro mundo, não existe já ruiuas nuvens, teimam em a luz não destapara autoestrada foi feita para outrosnão me ergo, em pedras e tropeçoscomo tento, se nem consigo pensar?não desisto, recomeço em cada dia!mas a força, já me está a faltar...o sonho, foge entre as trevasas lágrimas, secam antes de sairo caminho, está tapado pelo entulhoa voz... está rouca de tentaro ruído abafa o pensamentoacredito, mas sou só mais um fantasmado mundo que nos pisa e enfraqueceOnde pôr a força, se ninguém abre um caminho?Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?Como acreditar, se não encontro mais ninguém?Quando é o dia?Quanto esperarei?Tanto sou e nada tenhoaos olhos de quem vê matériatantas são as vezesque só apetece ficar em casa, parado, ser igualse talfosse possível, afinalnão me dão as asasos cães mordem e os mirones criticamo meu sorriso, apaga-se em cada desgostoNada é fácil e o amargo tira o gostoComo acredito, se me sugam a força?tantas são as derrotas, que se turvam os olhos às vitóriasacabaram os sonhos,onde estão os braços?Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?Como acreditar, se não encontro mais ninguém?
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Onde pôr a força?
quinta-feira, 23 de maio de 2013
TU, és mais forte!
Tu mereces muito maisÉs forte, abanas mas não caisMesmo que sintas o mundo a ruirQuando as nuvens passarem vais ver o sol a sorrirA estrada não é perfeitaApenas uma vida, aproveitaSó perdes se não tentaresE não desistas se falharesO que não mata engordaTorna o teu sonho real, acordaLimpa as lágrimas e lutaSegue o teu caminho e escutaA voz dentro de tiAs respostas que procuras, dentro de tiAcredita em ti que tu ésMais forte e tens o mundo a teus pésTu és mais forte e sei que no fim vais vencerSim, acredita num novo amanhecerNão tenhas medo, sai à rua e abraça alguémE vai correr bem, tu vais verUm dia tudo fará sentidoE vais ver que terás o prémio merecidoÉs o que és, não és o que tensA tua essência não se define pelos teus bensÀs vezes as pessoas desiludemMas não fiques em casa parado à espera que mudemMuda tu rapazMuda a tua atitude, vais ver que és capazE nada te pode pararOs cães vão ladrar e a caravana a passarO teu sorriso de vitória no rostoNem tudo é fácil mas assim dá mais gostoQuando acreditas a força nunca se esgotaSó a reconheces a vitória se souberes o que é a derrotaVais ver que no fim acaba tudo bemSai à rua e abraça alguémTu és mais forte e sei que no fim vais vencerSim, acredita num novo amanhecerNão tenhas medo, sai à rua e abraça alguémE vai correr bem, tu vais ver
terça-feira, 21 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
ator-escravo
Entrou pela porta mais distante da carruagem, e vi sorrisos de "Ah, tão lindo!" nas caras de mil nações que seguiam comigo no metro. Mas, eu cá, senti uma mágoa imensa e pensei se o cão era o mesmo.
O rapazinho que eu via nas ruas da cidade onde morava, é agora um jovem homem, o cão, não sei se será o mesmo, é possível, ou será igual...
Lembrei-me de o ver a ser batido, uma e outra vez, quando, exausto, largava da boca o cesto improvisado de garrafa pet cortada e trespassada por uma corda que fazia asa. Hoje, continuava triste, a manter a pose empoleirada e de equilíbrio difícil, em cima do acordeão tocado pelo outrora menino, tão triste como ele, moldado à pedincha, sem aparência de ter sido algo mais do que isso alguma vez: sustento de família que vive à custa do próximo.
Juro que só não lhe perguntei, porque os seus passos se esticaram, correndo de uma plataforma para outra, para tornar, de novo, a entrar numa carruagem igual e tocar acordes iguais, com o cão a fazer posse igual:
alguma vez pensaste em viver de outra maneira?
Só descansei um pouco quando vi o cão no chão, a andar, de caminho sabido entre plataformas - temia que tivesse algo partido, de saber que era batido para obedecer às posses de amolece-corações dos pacóvios que dão a esmola...
Doeu, dói sempre.
Ver um pobre animal ser maltratado,
ver uma potencial pessoa ser um ente sem sentido e sem futuro e sem valor...
domingo, 5 de maio de 2013
ser
Hoje vi uma apresentação/perfil em que alguém dizia
que não costuma ver segundas intenções nas palavras... E pensei logo:
como seria tão fácil viver, se todos agissem e acreditassem, primeiro na
verdade, e só depois duvidassem... (se fosse o caso de haver motivo...)
Já repararam como todos desconfiam de todos?
É, eu sou assim, acredito no que me dizem, pois não vejo motivo para a mentira... Por que raio será necessário mentir?
É certo, pensam já alguns, que não podemos mostrar tudo, mas, será que não era mais fácil viver se começássemos pela verdade?
Quantas confusões se geram pelo medo de mostrar quem somos?
E quantas mais por dizermos algo diferente do que acreditamos, do que é real?
Se alguém me disser “comprei um Ferrari ao meu filho”, eu acredito completamente, a menos que a pessoa, de seguida diga algo como: “estou a brincar, né... comprei só um carrito!”. (*)
Alguns mentem por desejar mostrar ser alguém, supostamente, mais importante, rico, conhecido... outros, para esconder quem são...
À partida, espero sempre a verdade – se deteto mentira nas palavras de alguém... acabou-se o acreditar... e muito difícil será confiar de novo em alguém que engana o próximo.
Existem, claro, níveis diferentes de gabarolice ou de mascaração da vida – não deixei de ser amiga de alguém que tinha tantas divisões na casa que me fazia sentir uma pedinte, até que lá fui e vi que a sala, o quarto e o corredor eram tão polivalentes e que, mesmo com o resto da casa, não chegavam à área do meu pobre casebre! – Algumas pessoas falam de si com uma lata de verniz ao lado, outras, são humildes. (Faço parte deste grupo mas, peco, porventura, pela exagerada simplicidade com que me aprecio e aos meus bens...)
Complicamos a vida, quando ela podia ser simples...
Mas, é certo, muitas vezes me vi olhada com desdém, julgada ignorante, pobre, desimportante – por não me vangloriar do que tenho e sou... Porque os maus hábitos fazem que se olhe o próximo como um produto de teres e haveres, de palavras ditas e quantas vezes vãs...
Não é possível conhecer alguém, apenas? Ouvir o que diz, ver o que faz – saber quem é? Isso, apenas, sem máscaras ou floreados!
Já repararam como todos desconfiam de todos?
É, eu sou assim, acredito no que me dizem, pois não vejo motivo para a mentira... Por que raio será necessário mentir?
É certo, pensam já alguns, que não podemos mostrar tudo, mas, será que não era mais fácil viver se começássemos pela verdade?
Quantas confusões se geram pelo medo de mostrar quem somos?
E quantas mais por dizermos algo diferente do que acreditamos, do que é real?
Se alguém me disser “comprei um Ferrari ao meu filho”, eu acredito completamente, a menos que a pessoa, de seguida diga algo como: “estou a brincar, né... comprei só um carrito!”. (*)
Alguns mentem por desejar mostrar ser alguém, supostamente, mais importante, rico, conhecido... outros, para esconder quem são...
À partida, espero sempre a verdade – se deteto mentira nas palavras de alguém... acabou-se o acreditar... e muito difícil será confiar de novo em alguém que engana o próximo.
Existem, claro, níveis diferentes de gabarolice ou de mascaração da vida – não deixei de ser amiga de alguém que tinha tantas divisões na casa que me fazia sentir uma pedinte, até que lá fui e vi que a sala, o quarto e o corredor eram tão polivalentes e que, mesmo com o resto da casa, não chegavam à área do meu pobre casebre! – Algumas pessoas falam de si com uma lata de verniz ao lado, outras, são humildes. (Faço parte deste grupo mas, peco, porventura, pela exagerada simplicidade com que me aprecio e aos meus bens...)
Complicamos a vida, quando ela podia ser simples...
Mas, é certo, muitas vezes me vi olhada com desdém, julgada ignorante, pobre, desimportante – por não me vangloriar do que tenho e sou... Porque os maus hábitos fazem que se olhe o próximo como um produto de teres e haveres, de palavras ditas e quantas vezes vãs...
Não é possível conhecer alguém, apenas? Ouvir o que diz, ver o que faz – saber quem é? Isso, apenas, sem máscaras ou floreados!
(*...e disse, muitas vezes, em brincadeira, que tinha um Testarossa... mas,
de imediato o mostrava: lindo, à escala, e um maravilhoso porta-chaves...)
sábado, 20 de abril de 2013
poeira
Meninas,
abram os olhos!
Não!
Nem
o amor justifica!
Nada
justifica que vivam à sombra de alguém, que sejam ad eternum bichos de
asas empoeiradas no escuro de uma vida partilhada...
Pecamos
pela proteção que queremos dar a todos, seja isso incrustado em nós,
carregadoras do mundo, nos anos em que iniciamos este percurso, seja porque os
genes parecem querer que o façamos...
Mas...
se essa vida é mesmo partilhada, então, porque não pode o sol dar cor e vida a
nós também?
Amar
é decidir dar corpo ao impulso supremo de união de duas almas, é
sentir paz e realização – nunca pode ser o exercício da profissão de
governanta, secretária, operária de limpeza e recetáculo de esperma.
No
amor, se tens dúvidas, não está certo!
Apostaste
a vida? – repensa – se a vida foi aposta de dois, devem os dois repensar e
reerguer a relação com os alicerces certos e sólidos – se cada um quer
acrescentar a casa para lado diferente... ou alargam o terreno, ou... dividem
em dois lotes!...
Ai,...
os filhos... – os filhos são pessoas! Ou sabem (ou aprendem) a respeitar-te
como pessoa, ou algo está errado! – Eles têm de saber que também precisas de um
pouco de tudo o que lhes dás...
O
amor não se tem... VIVE-SE! É a escolha de viver os sentimentos, é uma escolha
a dois, não se pode amar sozinho, só se pode vivê-lo, a dois. E, então, atingimos
a realização suprema, todas as pedras são leves para afastar do caminho, todos
os medos se volatilizam na luz da felicidade, há paz...
Sacode
as asas!
Deixa
o sol mostrar as cores lindas que as pintam!
Voa!...
terça-feira, 9 de abril de 2013
maus encontros
algumas pessoas parecem viver só para destruir a pureza dos atos dos outros
parecem não conseguir ver nada de bom, de tão sujos que têm os olhos
cada palavra que proferimos, por mais límpida que seja, entra suja no seu ouvir
mal-aventurados
serão os que sujam o mundo
ou os que,
por mais que o tentem limpar,
se vejam mergulhados na energumenidão?
parecem não conseguir ver nada de bom, de tão sujos que têm os olhos
cada palavra que proferimos, por mais límpida que seja, entra suja no seu ouvir
tenho pena dessas pessoas
mas
não consigo
ainda
deixar de me sentir triste por eles
e
em mim
essa tristeza invade todo o meu ser
sofro pelo mundo
morro
um pouco mais
em cada desilusão
dos encontros com seres (des)humanos
mal-aventurados
serão os que sujam o mundo
ou os que,
por mais que o tentem limpar,
se vejam mergulhados na energumenidão?
segunda-feira, 8 de abril de 2013
DesImaginagem
Quando resolvi, finalmente, apostar num bocadinho de ócio – fazer, no meio dos meus dias cheios, algumas coisas que amo – comecei por comprar uma máquina fotográfica...
Não foi “uma
máquina”, foi uma simples máquina digital com alguma capacidade de focagem, que
me permitiu encher pastas de fotos no pc. (Não foi preciso muito para entender
que qualquer passeio breve era insatisfatório, pois a bateria, sem grandes
alterações de focagem, durava apenas para umas 80 fotos, e seguiu-se a compra
de bateria suplementar!)
Havia ideias associadas
ao fotografar: queria fazer um site sobre o meu concelho, que tivesse desde
imagens de tudo e mais aquilo até indicações visuais para acesso aos locais de
maior interesse. Nem era tempo de blogs, estávamos na web 1.0 (e o pc foi a
aquisição da mesma altura) – certo é que só a falta de tempo livre impediu o
concretizar desse espaço virtual a que outros se seguiriam (às fotos da
natureza juntei fotos de bancos de jardim, fotos de janelas, fotos de...)! Agora, penso
duas vezes antes de abrir um espaço virtual, pois acho que tem de haver um
sentido e um uso associado... mas, também, abri este só para libertar a alma e
deixar que pessoas lessem e dessem sentido ao que escrevo com o meu sentir...
Um dia o pc
morreu, e as fotos estão com ele, pousadas num disco guardado, de onde as
tirarei quando houver tempo livre e outras condições associadas à causa.
A máquina, ainda
a mesma, está à minha frente há semanas, a tentar-me sem sucesso, enquanto a
orquídea da varanda resiste, sem que eu tenha eternizado a sua linda flor.
Tempo e vida,
combatem sem razão...
DesImaginagem
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