domingo, 29 de setembro de 2013

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

diário de uma mulher normal, 27 de setembro???

Hoje tenho um problema...
…o dia já vai adiantado, e ainda não decidi o que fazer com o prémio do euromilhões!
Sim, porque eu joguei! – A questão é que, das ideias de uma quase infância, onde ainda nem havia euromilhões, e os jogos eram outros, à mais experiente pessoa que sou hoje, vão algumas diferenças e, se ainda não consigo deixar de ter um espírito abnegado e pensar em tudo o que faria e daria ao(s) próximo(s), também não elaborei planos consistentes para integrar a milionarice na minha vida…
A ver vamos…
…contratar jurista, verificar  oportunidades dentro das áreas que me agradam; contratar massagista a tempo inteiro; fazer a lista de quem mandar, finalmente, à… outra parte, assim que pisarem o risco, de novo…
Se calhar, alinhavo só a coisa e, depois das 8PM vejo melhor.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

diário de uma mulher normal, 16 de setembro


Hummmm... 
Sabem aquela história d' "O Segredo"?
(Na verdade o segredo foi que a tipa descobriu que dizer coisas lógicas amassadinhas com elixir de polimento davam uma fonte de receita brutal...) 
Hoje senti-me no meio do vídeo d'O Segredo! 
Pela manhã, quando, finalmente, pude combinar a visita do técnico para aquela reparação sempre adiada, por falta de tudo (tempo, dinheiro, força)...


 - ele entrou, 
 - carregou no botão,
 - e tudo funcionou, perfeitamente!

Quando abri a caixa do correio...


 - vi um cheque,
 - vi dois cheques,
 - vi três cheques...

Hummmm... que mais irá acontecer?

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

diário de uma mulher normal, 15 de setembro

Já tocava meio-dia, quando ainda agarrava a esfregona, a meio de lides nunca acabadas de dona-de-casa... O suor escorria, como se quisesse impor a prova do esforço!
Afinal, há sempre mais e mais que limpar, quando todos pingam, pisam, sujam e ressujam... - há que saber quando parar!

Já as patinhas almofadadas que contribuem para a sujidade, dormem, serenamente, no seu sítio de eleição. Ora, eu devia seguir o seu exemplo, mas, reaprender a descansar é difícil!

Tentemos, que o corpo pede e a alma também :)

Muitas horas depois... nada de sestas e o fim-de-semana no fim...
A noite? - mas será que o mês dos gatos mudou? Miados externos ativaram a atividade dentro de portas e, safa, será que hoje não durmo?

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

o rasto do progresso

Confesso que nunca gostei do José Cid...
Escreveu canções lindas, é verdade, mas... porque não ficou por aí, em vez de se pôr a esganiçar no palco?
Mas, não venho aqui para fazer críticas musicais, apenas para constatar como as nossas realidades mudam, e de tal forma que nem os >40 notam, por vezes...
A rosa que te dei 
não foi criada no jardim
por isso tinha mais
significado para mim
Ora, ó Zé... Hoje, é exatamente ao contrário: uma rosa criada no jardim tem mais valor, pois, da estufa, vêm ela aos magotes!
E a Enid Blyton... Ó mulhéri, tu hoje não te safavas... Sabes, é que os livros continuam interessantes, mas, se a Zé estiver caída no buraco de uma gruta, a malta pensa logo: porque raio não levou ela o telemóvel!? Ora, agora, fica-me ali, à espera do Tim... (não, não é do tipo dos Xutos...)
Tudo evolui e algumas coisas boas perdem o sentido (falo da Enid e das rosas, porque tu, Zé-dos-cavalos, nunca me convenceste como cantor...).
Há uns dias, pela manhã, ouvi esta constatação (Rádio Comercial): os jovens que são este ano chamados para o serviço militar (ou seja, para o dia da defesa nacional), nunca viveram sem internet!!!!!!
Imaginem... Eles não fazem ideia do que é ter de ir ver no jornal qual o filme que passa no cinema, consultar um tijolo-dicionário, usar uma cabine telefónica... ou o que era um telemóvel, aliás telefone móvel, nos inícios: um tijolo, maior que o dicionário!
E nem sequer que, os telemóveis eram uma coisa com antena e tinham de se colocar num suporte para carregar...

E...
sabem...
Não foi assim há tanto tempo, mesmo!

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

assoprar teias

Quando cheguei a estas teias virtuais, tive de aprender as danças, o movimentar de um fio para o outro, num equilíbrio que me permitisse fazer caminho e tecer caminhos para alguns, também - pois este universo suporta-se no real, serve o real, e é um complemento que nos permite almejar voltar a ser um ser social.
Mas,
sim, há um mas,
é uma ferramenta, e é preciso saber usá-la!
Não sou nativa digital... eu ainda sou do tempo em que os TPC eram feitos à mão e entregues em papel ao professor...; em que "comunicar à distância" era usar o telefone...
Hoje, apesar de uns trogloditas resistentes à tecnologia, é normal usar a net para conversar, ler, procurar informações, cumprir obrigações e efetuar procedimentos administrativos, estudar... - aliás, resistir ao presente é inconcebível! (Os que pensam que é "futuro", enganam-se! É presente, está aqui, faz parte!)
É certo que algumas redes são ténues, pois alguns dão um ar de sua graça por aqui, mas, ainda, não integraram este meio como algo normal - e sedas frágeis fazem desabar teias :)

domingo, 18 de agosto de 2013

proretrocesso

Raios!
Armada em madame, comprei, há uns mesitos, um balde novo cá para os interiores da casa, armadilhado com esfregona, todo pipi, "ingalinho" ao da imagem.
A porcaria custou os olhos da cara (bem, leia-se que foi mais caro do que eu esperava para um artigo do género...) inflacionado por ser dessa marca xpto...
A coisa usava-se bem, mas, quando achei que a esfregona já estava gasta demais, deitei fora e fui acoplar outra (costumo ter sempre uma extra guardada, pois é preciso mudar de vez em quando, n'é?) - ora, aí é que descobri a marosca! Apesar de o balde aparentar normalidade, o torcedor deixou de ser eficaz e o mais que consigo é deixar o chão encharcado!
Pois, os fabricantes da coisa arranjaram maneira de "formatar" o torcedor só para os seus modelos... E, ou vou comprar uma esfregona da marca (debalde, se calhar, pois o dito torcedor já se retorceu todo...), ou mudo de balde...
E isto tudo é só uma amostra de como somos comandados pela produção, e de como acabamos por nos vergar ao seu poder...
Na realidade... só fiquei com vontade de devolver o balde à procedência, devidamente revestido de uma produção caseira e orgânico-escatológica!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Nem armas, nem barões!

Se nunca me senti nacionalista, no que se possa confundir com sentimentos xenófobos;
também só dei valor aos símbolos de cidadania quando a eles fui apresentada, já na juventude... - contudo, também o espírito de emigrante nunca esteve presente e achava normal viver neste meu país semeado à beira-mar.
Mas, conquanto se apregoe que somos éramos país de agricultores, as sementeiras não têm, há muito, quem regue o seu crescimento, quem afaste as ervas daninhas; e transformámos o jardim no raio de um baldio cheio de ervas ruins e calhaus!
Entre a incúria de uns e o desinteresse de outros, a jangada vai-se afundar!
Quando olhamos para alguns outros países e vemos que não cospem nem escarram aos pés do próximo, não fumam ao pé de quem quer respirar, não deitam lixo para o chão - simplesmente porque não têm qualquer lógica fazê-lo! - entendemos que alguma coisa vai mal por cá, e já há muito!
Seremos uma catrefada de maus alunos? Ou, afinal, a culpa é dos "professores"? - Sim, porque é preciso que alguém indique o que está certo e, por este descampado, ninguém assume esse papel.... e é assim que navegamos à deriva...
Sempre achei que esse sentimento de que quem aponta o dedo ao que está errado é "bufo" é o que nos estraga - evoluem os menos capazes, atropelando lógica, regras e levantando-se poeira para ofuscar os olhos de um país...
Temos de aprender a apontar o dedo, porque temos de defender o que é nosso, porque temos de arrancar essas ervas ruins que poluem o nosso solo, porque temos de transformar este imenso Portugal numa nação valente e imortal!

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

mãe

Sempre quiseste ser mãe
intentaste todos os esforços possíveis
lutaste por esse sonho
viste, finalmente, o teu ventre preenchido
isso deu-te a felicidade
a maior alegria de todas

mas o sonho acabou
a ti, não foi permitido tentar, de novo
e aos teus, não foi permitido continuar a ter-te presente


adeus, amiga

domingo, 28 de julho de 2013

a esperança e os girassóis


...libertem as ideias!

Gostaria de conhecer uma palavra mágica para poder provocá-lo...
           Parar.
           Apenas pousar hábitos defeituosos,
          Rever o que temos e somos,
           Abrir os olhos,
           Repensar o que queremos.
Parecemos rídiculos dizendo a frase que se me assoma ao pensamento: Temo pela humanidade! - mas é mesmo isso, estes hábitos ilógicos que criámos não são compatíveis com formas de vida humanas e sociais (o "e", aqui, é uma conjunção conetiva absoluta, só podemos ser humanos se formos sociais).
Ainda que encontre pessoas e ideias manifestas do que "está certo", vejo-as baixarem os braços, de cansaço e pela manifesta falta de líderes [que faz ascender a cargos políticos e decisores produtos abnormais que apenas vivem para a conquista económica e reforço de imagem e interesses daqueles a quem eles, caras-de-cartaz, devem serventia e lambem botas, ainda que alguns se convençam que são importantes...], desistem do que sabem certo, subjugam-se aos hábitos, mas...
...não, nem assim sobrevivem - pelo menos os que sabem o que está certo.
Seria bom que o (até grande) número de pessoas que encontro e manifestam no seu discurso ideias tão positivas ganhassem vontade de as pôr em prática - sinto muitas vezes que as suas mentes ficaram fixadas num qualquer estádio arcaico de desenvolvimento e vivem uma realidade imaginada jamais posta em prática:
  • sim, devemos envolver-nos na sociedade onde estamos integrados... mas, nada!
  • sim, devemos ter um sólido grupo de amigos/relacionamentos sociais... mas, nada!
...
Afinal, parece que conseguiram mesmo manobrar-nos ao ponto de ficarmos só pelas ideias...
Somos idiotas, nada mais!

imagem de Brock Davis em http://www.christinaherrmann.com

quarta-feira, 26 de junho de 2013

voa... voa...


O dia de hoje seguiu um caminho de cansaço extremo, que me tem até privado de libertar a alma neste cantinho...

Papel de parede 'Joaninha Pousando na Flor'

Exausta e com muitos afazeres, caminhei para casa e tive um daqueles pensamentos bons que deixamos que nos abandonem com a adolescência: 

passo por aqui e procuro sempre encontrar uma, sem que as veja; se hoje conseguir, será sinal de que tudo vai correr bem! 

Acabei o percurso e nada de joaninhas...

Ia para casa para dormir, e recuperar um pouco da exaustão e tentar agarrar (sim, a-garrar, com garra) as mil tarefas depois...

O meu gato puxou-me para o jardim... Acabei por dar às flores o que precisavam, num dia quente já refrescando - muita água...

E foi enquanto regava que a vi, a esperança - grande e de asas a abrir, mas que se deixou pegar, para que a pudesse pôr num lugar seguro da água...

Afinal, veio o sinal!

(Só falta dormir...) 

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Onde pôr a força?


eu sei, que mereço muito mais!
sou forte, quando abano é p’ra quebrar
o mundo, não existe já ruiu
as nuvens, teimam em a luz não destapar
a autoestrada foi feita para outros
não me ergo, em pedras e tropeços
como tento, se nem consigo pensar?
não desisto, recomeço em cada dia!
mas a força, já me está a faltar...
o sonho, foge entre as trevas
as lágrimas, secam antes de sair
o caminho, está tapado pelo entulho
a voz... está rouca de tentar
o ruído abafa o pensamento
acredito, mas sou só mais um fantasma
do mundo que nos pisa e enfraquece

Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?
Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?
Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?
Como acreditar, se não encontro mais ninguém?

Quando é o dia?
Quanto esperarei?
Tanto sou e nada tenho
aos olhos de quem vê matéria
tantas são as vezes
que só apetece ficar em casa, parado, ser igual
se tal
fosse possível, afinal
não me dão as asas
os cães mordem e os mirones criticam
o meu sorriso, apaga-se em cada desgosto
Nada é fácil e o amargo tira o gosto
Como acredito, se me sugam a força?
tantas são as derrotas, que se turvam os olhos às vitórias
acabaram os sonhos,
onde estão os braços?

Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?
Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?
Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?
Como acreditar, se não encontro mais ninguém?