'tá mal, logo de início, já não gosto dele!
Então, eu vinha aqui escrever um artigozito, sobre o que me tava mêmo a apetecer fazer... uma malandricezinha à Mr. Bean e, o Chico já foi nomeado!?...
Eu já nunca gramei o último, mesmo quando ele começou a fazer carinhas doces e, este agora, faz-me logo esta desfeita!
Eu vinha propor uma atividade lúdica: alguém entrar de mansinho lá na capela e ir àquela coisa do churrasco e pôr uns pós que dessem fumo vermelho - ia ser uma curte... he he, era a praça a benzer-se que ia ser um regalo!
Escapou-me o timing - até o vaticano já acelera!
grunpft!..............................................................................................................................
quarta-feira, 13 de março de 2013
sábado, 2 de março de 2013
à beira da morte
mil vezes escrevi, mil vezes pensei
medo de ser mim, medo de ser visível aos outros
que se lixe
que se lixe a visibilidade
as vergonhas, a exposição às maldades
aí ao lado pensam uns: é ela!
pensam saber quem sou, enganados por recomendações, certos por palavras
sãs, dedutores sem certezas
os que o sabem também sabem que os excomungaria da minha vista se o
revelassem, que não perdoaria que ao mundo me expusessem...
mas
arriscarei
e outros saibam sem saber
e outros, não saibam, por saber
libertarei a alma que grita
sôfrega de vida
exausta de solidão
à beira da morte por falta de vida!
não quero
não posso
não sobreviverei
um dia mais que seja
sem elixires que me acordem nesta vida
nota: ID censurada à posteriori
sexta-feira, 1 de março de 2013
preciso do teu corpo
hoje preciso de tinãonão preciso de um amigo que me oiçajá não consigo falarjá não tenho forçapreciso de um ser de confiançacom um corpo para me segurar a almaporque tenho de descansarou morromorrosem um colo que me apareafagedeixe dormir sem pensarque me agarre a cabeça com as mãose faça parar as decisões que nela batalhamcomo se eu fosse uns seiscom cento e quarenta e quatro horas de diapara lhes dar soluçãocaminhomas não consigojádar um passosó queropousarpousar a minha alma nas tuas mãosconfiarpor favorpor vidapor serpoder sermorro
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Todos diferentes, mas uns, mais diferentes que outros...
Todos já ouviram - por isto ou por aquilo, porque deu nas notícias da rádio ou tv, porque veio no jornal – falar de direitos dos deficientes, de acessibilidades, de situações em que a ASAE (ou outros fiscais avulsos) sinalizaram alguma coisa que não estava de acordo com a Lei das Acessibilidades...
É,
há uma lei para isso, mas não interessa muito, porque antes de chegar a altura
de se cumprirem as condições de acessibilidade a satisfazer no projecto e na construção de espaços públicos, equipamentos colectivos e edifícios públicos e habitacionais - a assembleia
trata de aprovar novo diploma e dar novo prazo para se pôr tudo legal (outra e
outra vez – traduzindo: nunca se tem MESMO de cumprir, porque está sempre no
prazo de adaptação)...
De
qualquer modo, o que me chateia valentemente, é o facto de um estabelecimento
ou edifício público ter de pôr à porta um dístico para provar que está de
acordo com a lei – ora, de acordo com a lei terá de estar sempre! E o facto de
a própria lei prever o assinalar do estar de acordo com ela é... ESTÚPIDO!
Para
além do mais, os deficientes são tratados como cães! – têm um sinal à porta!
(com o devido respeito pelos cães, que também não deviam ter sinais para coisas
óbvias!)
Ora,
penso eu que, o mais lógico seria os estabelecimentos/edifícios públicos que não cumprem a lei
serem assinalados.
Substituam
o sinal: pelo sinal:
Ou
seja, não tem lógica estar, em mil e um momentos, a lembrar que há diferenças –
ser diferente é normal, e, no caso da deficiência física/motora, o que os
locais têm de ser é adaptados a todos, e não apregoar rampinhas e
elevadorezinhos (que muitas vezes não funcionam!) que, para que todos possam
ser cidadãos, têm de existir à partida! – quer os cidadãos sejam coxos,
amputados, para/tetraplégicos, cegos, loiros, morenos, carecas ou donos de uma
grande gadelha!
Democracia é ter o direito, mas não ter de estar a ser exibido
por isso... não ter de passar por um espetáculo para entrar onde todos entram! Imaginem-se
numa destas situações:
Querer
aceder a um local público, e ter de o fazer por uma porta das traseiras?
Ter
de parar uma fila de acesso para desempacotar o elevador de escada (que está
escondidinho e tapadinho, em vez de funcional), com todos à espera a olhar para vocês?
Gostavam?
Se/Quando
partirem uma perna, vão lembrar-se disso... (Pois, deficiência motora, temporária
ou permanente, pode acontecer a qualquer um...)
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