domingo, 28 de julho de 2013
...libertem as ideias!
Gostaria de conhecer uma palavra mágica para poder provocá-lo...
Parar.
Apenas pousar hábitos defeituosos,
Rever o que temos e somos,
Abrir os olhos,
Repensar o que queremos.
Parecemos rídiculos dizendo a frase que se me assoma ao pensamento: Temo pela humanidade! - mas é mesmo isso, estes hábitos ilógicos que criámos não são compatíveis com formas de vida humanas e sociais (o "e", aqui, é uma conjunção conetiva absoluta, só podemos ser humanos se formos sociais).
Ainda que encontre pessoas e ideias manifestas do que "está certo", vejo-as baixarem os braços, de cansaço e pela manifesta falta de líderes [que faz ascender a cargos políticos e decisores produtos abnormais que apenas vivem para a conquista económica e reforço de imagem e interesses daqueles a quem eles, caras-de-cartaz, devem serventia e lambem botas, ainda que alguns se convençam que são importantes...], desistem do que sabem certo, subjugam-se aos hábitos, mas...
...não, nem assim sobrevivem - pelo menos os que sabem o que está certo.
Seria bom que o (até grande) número de pessoas que encontro e manifestam no seu discurso ideias tão positivas ganhassem vontade de as pôr em prática - sinto muitas vezes que as suas mentes ficaram fixadas num qualquer estádio arcaico de desenvolvimento e vivem uma realidade imaginada jamais posta em prática:
- sim, devemos envolver-nos na sociedade onde estamos integrados... mas, nada!
- sim, devemos ter um sólido grupo de amigos/relacionamentos sociais... mas, nada!
...
Afinal, parece que conseguiram mesmo manobrar-nos ao ponto de ficarmos só pelas ideias...
Somos idiotas, nada mais!
imagem de Brock Davis em http://www.christinaherrmann.com
quarta-feira, 26 de junho de 2013
voa... voa...
O dia de hoje seguiu um caminho de cansaço extremo, que me tem até privado de libertar a alma neste cantinho...
Exausta e com muitos afazeres, caminhei para casa e tive um daqueles pensamentos bons que deixamos que nos abandonem com a adolescência:
passo por aqui e procuro sempre encontrar uma, sem que as veja; se hoje conseguir, será sinal de que tudo vai correr bem!
Acabei o percurso e nada de joaninhas...
Ia para casa para dormir, e recuperar um pouco da exaustão e tentar agarrar (sim, a-garrar, com garra) as mil tarefas depois...
O meu gato puxou-me para o jardim... Acabei por dar às flores o que precisavam, num dia quente já refrescando - muita água...
E foi enquanto regava que a vi, a esperança - grande e de asas a abrir, mas que se deixou pegar, para que a pudesse pôr num lugar seguro da água...
Afinal, veio o sinal!
(Só falta dormir...)
quinta-feira, 6 de junho de 2013
Onde pôr a força?
eu sei, que mereço muito mais!sou forte, quando abano é p’ra quebraro mundo, não existe já ruiuas nuvens, teimam em a luz não destapara autoestrada foi feita para outrosnão me ergo, em pedras e tropeçoscomo tento, se nem consigo pensar?não desisto, recomeço em cada dia!mas a força, já me está a faltar...o sonho, foge entre as trevasas lágrimas, secam antes de sairo caminho, está tapado pelo entulhoa voz... está rouca de tentaro ruído abafa o pensamentoacredito, mas sou só mais um fantasmado mundo que nos pisa e enfraqueceOnde pôr a força, se ninguém abre um caminho?Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?Como acreditar, se não encontro mais ninguém?Quando é o dia?Quanto esperarei?Tanto sou e nada tenhoaos olhos de quem vê matériatantas são as vezesque só apetece ficar em casa, parado, ser igualse talfosse possível, afinalnão me dão as asasos cães mordem e os mirones criticamo meu sorriso, apaga-se em cada desgostoNada é fácil e o amargo tira o gostoComo acredito, se me sugam a força?tantas são as derrotas, que se turvam os olhos às vitóriasacabaram os sonhos,onde estão os braços?Onde pôr a força, se ninguém abre um caminho?Como acreditar, se as nuvens teimam em ficar?Onde pôr o medo, nas ruas que temem abraços?Como acreditar, se não encontro mais ninguém?
quinta-feira, 23 de maio de 2013
TU, és mais forte!
Tu mereces muito maisÉs forte, abanas mas não caisMesmo que sintas o mundo a ruirQuando as nuvens passarem vais ver o sol a sorrirA estrada não é perfeitaApenas uma vida, aproveitaSó perdes se não tentaresE não desistas se falharesO que não mata engordaTorna o teu sonho real, acordaLimpa as lágrimas e lutaSegue o teu caminho e escutaA voz dentro de tiAs respostas que procuras, dentro de tiAcredita em ti que tu ésMais forte e tens o mundo a teus pésTu és mais forte e sei que no fim vais vencerSim, acredita num novo amanhecerNão tenhas medo, sai à rua e abraça alguémE vai correr bem, tu vais verUm dia tudo fará sentidoE vais ver que terás o prémio merecidoÉs o que és, não és o que tensA tua essência não se define pelos teus bensÀs vezes as pessoas desiludemMas não fiques em casa parado à espera que mudemMuda tu rapazMuda a tua atitude, vais ver que és capazE nada te pode pararOs cães vão ladrar e a caravana a passarO teu sorriso de vitória no rostoNem tudo é fácil mas assim dá mais gostoQuando acreditas a força nunca se esgotaSó a reconheces a vitória se souberes o que é a derrotaVais ver que no fim acaba tudo bemSai à rua e abraça alguémTu és mais forte e sei que no fim vais vencerSim, acredita num novo amanhecerNão tenhas medo, sai à rua e abraça alguémE vai correr bem, tu vais ver
terça-feira, 21 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
ator-escravo
Entrou pela porta mais distante da carruagem, e vi sorrisos de "Ah, tão lindo!" nas caras de mil nações que seguiam comigo no metro. Mas, eu cá, senti uma mágoa imensa e pensei se o cão era o mesmo.
O rapazinho que eu via nas ruas da cidade onde morava, é agora um jovem homem, o cão, não sei se será o mesmo, é possível, ou será igual...
Lembrei-me de o ver a ser batido, uma e outra vez, quando, exausto, largava da boca o cesto improvisado de garrafa pet cortada e trespassada por uma corda que fazia asa. Hoje, continuava triste, a manter a pose empoleirada e de equilíbrio difícil, em cima do acordeão tocado pelo outrora menino, tão triste como ele, moldado à pedincha, sem aparência de ter sido algo mais do que isso alguma vez: sustento de família que vive à custa do próximo.
Juro que só não lhe perguntei, porque os seus passos se esticaram, correndo de uma plataforma para outra, para tornar, de novo, a entrar numa carruagem igual e tocar acordes iguais, com o cão a fazer posse igual:
alguma vez pensaste em viver de outra maneira?
Só descansei um pouco quando vi o cão no chão, a andar, de caminho sabido entre plataformas - temia que tivesse algo partido, de saber que era batido para obedecer às posses de amolece-corações dos pacóvios que dão a esmola...
Doeu, dói sempre.
Ver um pobre animal ser maltratado,
ver uma potencial pessoa ser um ente sem sentido e sem futuro e sem valor...
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