quinta-feira, 23 de maio de 2013

TU, és mais forte!


Tu mereces muito mais
És forte, abanas mas não cais
Mesmo que sintas o mundo a ruir
Quando as nuvens passarem vais ver o sol a sorrir
A estrada não é perfeita
Apenas uma vida, aproveita
Só perdes se não tentares
E não desistas se falhares
O que não mata engorda
Torna o teu sonho real, acorda
Limpa as lágrimas e luta
Segue o teu caminho e escuta
A voz dentro de ti
As respostas que procuras, dentro de ti
Acredita em ti que tu és
Mais forte e tens o mundo a teus pés

Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer
Sim, acredita num novo amanhecer
Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém
E vai correr bem, tu vais ver

Um dia tudo fará sentido
E vais ver que terás o prémio merecido
És o que és, não és o que tens
A tua essência não se define pelos teus bens
Às vezes as pessoas desiludem
Mas não fiques em casa parado à espera que mudem
Muda tu rapaz
Muda a tua atitude, vais ver que és capaz
E nada te pode parar
Os cães vão ladrar e a caravana a passar
O teu sorriso de vitória no rosto
Nem tudo é fácil mas assim dá mais gosto
Quando acreditas a força nunca se esgota
Só a reconheces a vitória se souberes o que é a derrota
Vais ver que no fim acaba tudo bem
Sai à rua e abraça alguém

Tu és mais forte e sei que no fim vais vencer
Sim, acredita num novo amanhecer
Não tenhas medo, sai à rua e abraça alguém
E vai correr bem, tu vais ver

sábado, 18 de maio de 2013

ator-escravo


Entrou pela porta mais distante da carruagem, e vi sorrisos de "Ah, tão lindo!" nas caras de mil nações que seguiam comigo no metro. Mas, eu cá, senti uma mágoa imensa e pensei se o cão era o mesmo.
O rapazinho que eu via nas ruas da cidade onde morava, é agora um jovem homem, o cão, não sei se será o mesmo, é possível, ou será igual...
Lembrei-me de o ver a ser batido, uma e outra vez, quando, exausto, largava da boca o cesto improvisado de garrafa pet cortada e trespassada por uma corda que fazia asa. Hoje, continuava triste, a manter a pose empoleirada e de equilíbrio difícil, em cima do acordeão tocado pelo outrora menino, tão triste como ele, moldado à pedincha, sem aparência de ter sido algo mais do que isso alguma vez: sustento de família que vive à custa do próximo. 
Juro que só não lhe perguntei, porque os seus passos se esticaram, correndo de uma plataforma para outra, para tornar, de novo, a entrar numa carruagem igual e tocar acordes iguais, com o cão a fazer posse igual:  
alguma vez pensaste em viver de outra maneira?
Só descansei um pouco quando vi o cão no chão, a andar, de caminho sabido entre plataformas - temia que tivesse algo partido, de saber que era batido para obedecer às posses de amolece-corações dos pacóvios que dão a esmola...
Doeu, dói sempre.
Ver um pobre animal ser maltratado,
ver uma potencial pessoa ser um ente sem sentido e sem futuro e sem valor...


domingo, 5 de maio de 2013

ser

Hoje vi uma apresentação/perfil em que alguém dizia que não costuma ver segundas intenções nas palavras... E pensei logo: como seria tão fácil viver, se todos agissem e acreditassem, primeiro na verdade, e só depois duvidassem... (se fosse o caso de haver motivo...)
Já repararam como todos desconfiam de todos?
É, eu sou assim, acredito no que me dizem, pois não vejo motivo para a mentira... Por que raio será necessário mentir?
É certo, pensam já alguns, que não podemos mostrar tudo, mas, será que não era mais fácil viver se começássemos pela verdade?
Quantas confusões se geram pelo medo de mostrar quem somos?
E quantas mais por dizermos algo diferente do que acreditamos, do que é real?
Se alguém me disser “comprei um Ferrari ao meu filho”, eu acredito completamente, a menos que a pessoa, de seguida diga algo como: “estou a brincar, né... comprei só um carrito!”. (*)
Alguns mentem por desejar mostrar ser alguém, supostamente, mais importante, rico, conhecido... outros, para esconder quem são...
À partida, espero sempre a verdade – se deteto mentira nas palavras de alguém... acabou-se o acreditar... e muito difícil será confiar de novo em alguém que engana o próximo.
Existem, claro, níveis diferentes de gabarolice ou de mascaração da vida – não deixei de ser amiga de alguém que tinha tantas divisões na casa que me fazia sentir uma pedinte, até que lá fui e vi que a sala, o quarto e o corredor eram tão polivalentes e que, mesmo com o resto da casa, não chegavam à área do meu pobre casebre! – Algumas pessoas falam de si com uma lata de verniz ao lado, outras, são humildes. (Faço parte deste grupo mas, peco, porventura, pela exagerada simplicidade com que me aprecio e aos meus bens...)
Complicamos a vida, quando ela podia ser simples...
Mas, é certo, muitas vezes me vi olhada com desdém, julgada ignorante, pobre, desimportante – por não me vangloriar do que tenho e sou... Porque os maus hábitos fazem que se olhe o próximo como um produto de teres e haveres, de palavras ditas e quantas vezes vãs...
Não é possível conhecer alguém, apenas? Ouvir o que diz, ver o que faz – saber quem é? Isso, apenas, sem máscaras ou floreados!

(*...e disse, muitas vezes, em brincadeira, que tinha um Testarossa... mas,
de imediato o mostrava: lindo, à escala, e um maravilhoso porta-chaves...)

sábado, 20 de abril de 2013

poeira

Meninas, abram os olhos! 
Não!
Nem o amor justifica!
Nada justifica que vivam à sombra de alguém, que sejam ad eternum bichos de asas empoeiradas no escuro de uma vida partilhada...
Pecamos pela proteção que queremos dar a todos, seja isso incrustado em nós, carregadoras do mundo, nos anos em que iniciamos este percurso, seja porque os genes parecem querer que o façamos...
Mas... se essa vida é mesmo partilhada, então, porque não pode o sol dar cor e vida a nós também?
Amar é decidir dar corpo ao impulso supremo de união de duas almas, é sentir paz e realização – nunca pode ser o exercício da profissão de governanta, secretária, operária de limpeza e recetáculo de esperma.
No amor, se tens dúvidas, não está certo!
Apostaste a vida? – repensa se a vida foi aposta de dois, devem os dois repensar e reerguer a relação com os alicerces certos e sólidos – se cada um quer acrescentar a casa para lado diferente... ou alargam o terreno, ou... dividem em dois lotes!...
Ai,... os filhos... – os filhos são pessoas! Ou sabem (ou aprendem) a respeitar-te como pessoa, ou algo está errado! – Eles têm de saber que também precisas de um pouco de tudo o que lhes dás...
O amor não se tem... VIVE-SE! É a escolha de viver os sentimentos, é uma escolha a dois, não se pode amar sozinho, só se pode vivê-lo, a dois. E, então, atingimos a realização suprema, todas as pedras são leves para afastar do caminho, todos os medos se volatilizam na luz da felicidade, há paz...
Sacode as asas!
Deixa o sol mostrar as cores lindas que as pintam!
Voa!...

terça-feira, 9 de abril de 2013

maus encontros

algumas pessoas parecem viver só para destruir a pureza dos atos dos outros
parecem não conseguir ver nada de bom, de tão sujos que têm os olhos
cada palavra que proferimos, por mais límpida que seja, entra suja no seu ouvir

tenho pena dessas pessoas
mas
não consigo
ainda
deixar de me sentir triste por eles
e
em mim
essa tristeza invade todo o meu ser

sofro pelo mundo
morro
um pouco mais
em cada desilusão
dos encontros com seres (des)humanos


mal-aventurados
serão os que sujam o mundo
ou os que, 
por mais que o tentem limpar,
se vejam mergulhados na energumenidão?

segunda-feira, 8 de abril de 2013

DesImaginagem


Quando resolvi, finalmente, apostar num bocadinho de ócio – fazer, no meio dos meus dias cheios, algumas coisas que amo – comecei por comprar uma máquina fotográfica...
Não foi “uma máquina”, foi uma simples máquina digital com alguma capacidade de focagem, que me permitiu encher pastas de fotos no pc. (Não foi preciso muito para entender que qualquer passeio breve era insatisfatório, pois a bateria, sem grandes alterações de focagem, durava apenas para umas 80 fotos, e seguiu-se a compra de bateria suplementar!)
Havia ideias associadas ao fotografar: queria fazer um site sobre o meu concelho, que tivesse desde imagens de tudo e mais aquilo até indicações visuais para acesso aos locais de maior interesse. Nem era tempo de blogs, estávamos na web 1.0 (e o pc foi a aquisição da mesma altura) – certo é que só a falta de tempo livre impediu o concretizar desse espaço virtual a que outros se seguiriam (às fotos da natureza juntei fotos de bancos de jardim, fotos de janelas, fotos de...)! Agora, penso duas vezes antes de abrir um espaço virtual, pois acho que tem de haver um sentido e um uso associado... mas, também, abri este só para libertar a alma e deixar que pessoas lessem e dessem sentido ao que escrevo com o meu sentir...
Um dia o pc morreu, e as fotos estão com ele, pousadas num disco guardado, de onde as tirarei quando houver tempo livre e outras condições associadas à causa.
A máquina, ainda a mesma, está à minha frente há semanas, a tentar-me sem sucesso, enquanto a orquídea da varanda resiste, sem que eu tenha eternizado a sua linda flor.
Tempo e vida, combatem sem razão... 

DesImaginagem

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Em busca da Maria perdida!



Era ali, no Beato, que se via a cara da Maria. Um orgulho, conhecida de todos e símbolo da nossa sociedade!
Porque Nacional é bom, não me venham cá com as histórias de que foi um padeiro inglês que a lançou na vida!!!
E lamento, dói-me o coração de cada vez que levo a Maria à boca...
...mordisco-a e... aaaaaaaaaaaaaaaaai, aquilo lá é a nossa Maria!
#!!@?&!X«!#!!! Cuetara e cia, sucedâneos sem o sabor da nossa Maria – essa sim, era boa! Supostamente, a Nacional existe lá para o norte... mas o país de mais abaixo não dá por isso!
E, por isso, faço um apelo: se alguém souber de uma marca de Maria que seja Maria, divulgue! 
EU QUERO BOLACHA MARIA...
Se não temos cuidado, ainda os espanhóis lhe dão o efeito do costume: o efeito penso higiénico – botam-lhe um formato “anatómico” e fazem publicidade com meninas igual à da evax (já fazem para tanto artigo... – bolachas, carros – publicidade em tudo igual à dos pensos higiénicos...)!
ps: a Triunfo não me convenceu...