as coisas já existem
só queremos fazê-las do nosso jeito
salvem-me a almaque o corpo fogeguardem as ideiasque os meus olhos estão alémseco de dar tantochoro de não tersofro de não serquem nasci para viverquero os meus momentosquero mãos amigas,que me tirem as pedras do caminhonão tenho como apanhar maisé muito, o peso das que carregoe o castelo……vejo-o ruir de cada vez que tento erguê-lo
Aspeei consulta porque acho que aquele atendimento à pressa, seja no público, seja, muitas vezes, no consultório onde pagamos bem caro, é tudo menos uma parte do que devia ser o relacionamento médico-cliente.
é claro, pela triste ideia de vender detergente da loiça com uma noiva a sair para a boda (jamais perdoarei essa cena, um dos piores exemplos de publicidade de que me lembro!) e, agora, lá espreita um homem à porta da cozinha, ou segura a embalagem como se tivesse descoberto a pólvora. Em caso de dúvida, põem os miúdos a fazer o papel - as senhoras, aparecem com o seu melhor ar de executivas... Mas, aventais, foram-se!
Meu Amor,escrevo-te porque me apetece libertar a alma. Não sei se já te disse que te aceitaria tudo, ainda que loucura fosse a razão… Quando amamos, aceitamos essas razões…Aceitaria até que não me amasses, e continuaria a ser a tua melhor amiga (no silêncio da injustiça da vida).Meu Amigo,nunca usei a tua amizade como precisava – estavas tão necessitado da minha, que a dei até à exaustão; até nos dias em que tinha dores físicas ou de alma tão fortes, que precisava de um amigo como do ar que respiro… (mais!)Mas não, embora fosses a primeira pessoa a quem confiaria o que à minha sombra não confio, não usei, não pratiquei esse outro sentido da amizade – de aí para aqui… Só deixei fluir toda a amizade que me enche o coração para ti… Estavas tu com mazelas, dei-te a força que não tinha e inventei, na minha eterna missão de ajuda ao próximo… Como podia pôr-te nos ombros pesos ou partilhas (sequer)?Não deste por ser egoísta, pois não? …não faz mal, foi minha a decisão de te não pesar…Ainda não entendo porque a amizade tropeçou na única pergunta que te fiz – é estranho que não sentisses que podias contar-me esse segredo maior que atormenta a tua vida… Afinal, confessaste-o a quem não merecia, e sofres até hoje, e sempre, por isso não é?Como é perder a melhor amiga do mundo?Do fundo da escuridão de uma solidão sem fim,o abraço do colo que não tense eu nunca te poderei dars