domingo, 23 de setembro de 2012

Onde fica Maratona?



Vejo todos correr,
cansar-se
fugir...
como se a vida fosse para esquecer, apenas;
vejo-os lembrar-se, por vezes,
que a vida existe;
esquecer-se, nas redes,
que têm de a viver;
enleados nas redes,
não respiram,
não sorriem,
não se dão,
não são!

Move-te um pedaço de cada vez,
desenleia-te
solta-te,
sê!

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Alfarrecas

-Descobri algo muito importante!-

  • 1 - uma nova espécie animal, jamais registada, sendo a sua mais espetacular caraterística as capacidades trepadoras. Trepa da água até bem alto - ora, como exemplo, imaginem o tejo em maré baixa, e a altura até aos passadiços! Foi avistada por uma adolescente, ontem, no passadiço do Parque das Nações, em Lisboa (entre o oceanário e a zona mais a norte) e eu estava lá! 
  • 2 - que os adolescentes portugueses são uns ignorantes, apesar da obrigatoriedade de estudo por 12 aninhos!  - Não só não sabem como se chama um animal vulgar em Portugal, aquático e que apenas tem forma e a sustenta nesse ambiente, como acham que o bicharoco trepa e espreita entre as tábuas, para ver quem passa...


Ora, 
só uma das descobertas anteriormente divulgadas é válida, digam lá qual acham que é...



...existem mesmo Alfarrecas...
ou
...a Educação em Portugal é... - nada do que devia ser!


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Neste momento, suspeito de uma cabala...
É que, quando procurei uma imagem com a palavra alforreca, achei este animal (um pouco mais estranho que uma alforreca, a meu ver, mas isto sou só eu a opinar - e eu até acho as alforrecas lindas!):

domingo, 2 de setembro de 2012

palavras



amo as palavras
são sentires
são caminhos

ideias largadas
se umas felizes
outras espinhos

são comunicação?
imaginará quem lê
aquilo que respiro?

Maria(s) - Uma força que se escoa…


Porque é uma força de trabalho, pensei começar chamando-lhe “working girl” mas, como não é só a língua portuguesa que é traiçoeira…

Começou a trabalhar cedo demais e horas demais - sempre a conheci expedita, eficiente, pronta para trabalhar e, ainda, concedendo um sorriso aos que com ela lidavam nas suas funções. Era de tradição familiar não seguir estudos, nem mesmo os habituais numa classe média-baixa, depois obrigatórios, mas ela era a que mais trabalhava, sem parar – nos empregos que a não-escolarização lhe permitia.
De alguns casamentos sobram cicatrizes e filhos, de outros mais cicatrizes de desrespeito e desprezo.
Quando a crise da moda também lhe chegou, já o casamento estava a sofrer, mas aconteceu o inexplicável: ser-lhe cobrado o estatuto de desempregada, logo a ela, que tanto havia trabalhado desde sempre! – o “vai mas é trabalhar”, o “não fazes nada todo o dia” (!???), o ridículo combate a essa força que ganhou para ir estudar de novo (achei que não só por ela, mas também um exemplo para o filho, já levado na tradição familiar) – mantido, ainda, quando a estúpida decisão governamental a obrigou a fazer formações para manter o subsídio de desemprego – ora, o seu companheiro achava aquilo um desperdício! (Medo que ela possa “ser mais do que ele”?)
Sorriu quando me disse que tinha já o diploma do secundário, estava feliz, mas, rapidamente, o canto dos seus olhos humedeceu, quando me confessou que nada melhorara com o companheiro e não podia, ainda, fugir do sofrimento das recriminações que se juntaram, desde o desemprego, às comparações depreciativas com as belas e eficientes 'colegas' pelo companheiro…

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Maria(s) - Um cabide, por favor…



O acordar demasiado cedo confirmava o extremo cansaço psicológico… - já não dormia qb, o que iria agravar o cansaço físico.

O turbilhão de decisões molestava o equilíbrio necessário – tudo era demais, sem uma sombra que ajudasse a respirar; mas o mundo não parava, não há vigilante da noite que permita pousar o corpo nesse cabide do Mia… - só podia tentar, como tentava desde sempre

Os amigos estavam fora, mais fora que o costume, talvez de férias dos seus problemas e, por isso, sem necessitarem da sua ajuda; sabia que voltariam, quando precisassem dos seus préstimos… 

Reviu mentalmente os seus pendentes, sentindo a massa atrás da testa edemaciar a cada microssegundo. Embora certa da necessidade de encontrar o botão de off, só lembrava aquele almoço de família, que lhe ia tirar mais forças…

Voltou a pensar na incompreensível ausência dos que a sabiam num ponto tão frágil… Mas, era só a confirmação de quem eles eram, nada mais. Nada mais do que a confirmação da decadência do fator humanidade; contudo, era estranho procurarem ajuda e ombro mas não terem sequer ouvidos ou mãos… - mutações genéticas, certamente!

Maria(s) - exaustas...


Maria(s)

Não me digam que as mulheres têm vida fácil, que o mundo já mudou e temos direito a ser pessoas, a descansar quando o corpo ou mente pedem, a ser felizes sem a carga extra de tudo o que nos põem a pesar nos ombros[1]...

Não me digam que não tentam saltar-nos para cima por dá cá aquela palha, como se existíssemos só para cumprir os desejos e pulsões, tão pouco dominadas pelos cérebros masculinos pouco evoluídos[2]...

Como sirvo de ombro a muitos, e muitas vidas vi e ouvi, tenho as minhas psicotipas de estimação, as minhas Maria(s) que sofrem e sorriem, que batalham e vão sobrevivendo… as lágrimas de sangue, de suor, de felicidade merecida… - e persisto nesse arcaísmo da escrita, do comunicar, do sentir -do pensar- como se tivesse o direito de ser humana… - vou libertar algumas histórias e memórias…

Das Maria(s) descobri a caraterística mais comum: exaustas – é um adjetivo quase unânime! E, se nos mantêm exaustas, como pode o mundo avançar?

...Não me digam que há seres humanos preocupados*, porque tentei encontrá-los e todos acabaram por me desiludir… até os que pareciam ser pessoas – e de gente, estou exausta![3]temos de saber quando desistir de ser colírio em olhos alheios...


[1] …a mudança foi os homens já não terem de provir o sustento, mas poderem continuar a encostar-se no sofá e as mulheres terem acumulado o sustentar financeiramente a todos os outros sustentares…
[2] notem que não disse “pouco evoluídos cérebros masculinos”, mas que limitei aos “cérebros masculinos pouco evoluídos” (aqueles que nem isso vão atingir)!
[3] Ora, também eu sou Maria, de nome e género (que se digo, como coloquialmente, “sexo”- lá vêm os tresloucados ao meu blog!)…

*e ps - se os há, acusem-se

domingo, 19 de agosto de 2012

to be or not...

to be, or not to be - there is the question

Há vezes que já não sei quem ser, no pesar de necessidades humanas, de quem quase não pode sê-lo (humano) neste ritmo  a que a "vida" nos obriga!
Onde está a terceira vaga? (acho que me falta coragem para ela, mas isto de horário marcado para tudo, e perfeitamente díspar do horário natural, é de tirar a pouca saúde que o (mau) ambiente de país "civilizado" nos proporciona!)
Será que estamos mesmo preparados para um sistema de trabalho mais humano, que nos permita viver e fazer do trabalho parte integrante da vida e não "aquela obrigação" que nos estraga a hipótese de viver? 
Mas, voltando ao primeiro parágrafo: quem devo ser eu? Já não falo de dar à sociedade aquilo para que sou boa e tenho vocação, porque tenho de seguir outra via profissional, enquanto tanta gente faz estragos nesse trabalho que eu queria ter..., falo de ser  quem para os outros de cada um dos "quadros" em que me enquadro. Que adjectivos vou copiar, como me comportar, se todas essas figuras que compartilham espaço comigo também não sabem quem ser, e o que querem? Será tão difícil ter objectivos-"objectivos"?
Preso por ter cão, preso por não ter... - Revejo mil cenas em que, se um tempo, espaço,... não está bem, o outro também não está - então, como adivinhar em que momento os outros querem o quê?
Nunca! - porque eles não sabem o que querem... - apenas impor a sua pseudosuperioridade social, de enquadramento profissional ou coisa que se lhe pareça. 
Agradar a gregos e a troianos - e a gregos e troianos todos os dias - não me parece ser possível! Apenas aceitar, "encaixar" e "dar a volta" a cada uma das mudanças de humor dos "pseudosuperiores".
Ah! mas não conseguirei nunca dar demasiado as partes traseiras! (Não é ofensiva a expressão, mas apenas para o Desmond Morris entender.) Fingir uma submissão para acalmar, sossegar os "está-tudo-mal-sempre" que nos aparecem, com ares de "sabe-tudo-que-manda", e tentar arranjar um "quadro" que, por mais pequeno que seja, tenha a cena ideal para me fazer feliz o suficiente para não morrer porque os outros quadros também me reclamam.

alma minha
(24/03/1993)

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Ficar com ele preso no zipper - a vingança!

É que não tenho dúvida! Os tampões higiénicos são desenhados por homens! - Safa, mas aqueles tipos não veem que não têm equipamento qb para proceder à devida avaliação de produto? Ando há meses com esta encravada! Pois, o problema é o encravada...
Ora já só havia uma marca decente do produto higiénico-utilitário em causa, e agora não é que foram imitar os outros!? - inventar um aplicadorzinho coloridozinho (pois, eu queria verdes, mas só achei imagem do amarelo, e não me apeteceu tirar fotos...), deslizávelzinho, bonitinho... e que morde, como os das outras marcas (qu'és dezêr, a outra, que produto que é produto, não há mais!!!! - ou vocês pensam que nós andamos aí a enfiar qualquer coisa?) - é a vingança dos homens: como nós não tínhamos pendureza para entalar no fecho, reduziram a gama de tampões aos que mordem!
A noiva (*)
Ah! Não podem ver-nos bem... 
Então desde que a Joana fez o candeeiro... Invejosos do sucesso feminino...
E não me falem dos que são sem - afinal é higiénico ou é o quê?... Teríamos de andar com uma parafernália de extras para conferir a higienização devida (nada prático - sim, porque nós temos vida, não andamos só a passear a parte de nós que nenhum dispensa!)
Aaaah, tásse! - Mas protestando!
E disse!

(*candeeiro de tampõeshigiénicos/Joana Vasconcelos)

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma palavra para os anormais:


Olá
Hoje, quero falar dos anormais!

Certamente, todos já viram pessoas todas tortas, pessoas que coxeiam tremendamente, que têm braços tortos, que têm os olhos divergentes, que têm orelhas incompletas, que não têm pés, ou mãos, ou pernas, ou braços, até que, em lugar do nariz têm um buraco, que têm os olhos longe um do outro, que não têm olhos… pois, e já pensaram como é bom para a torta, coxa, sem membro andar?; para a de olhos divergentes ver?; para qualquer uma delas ser consciente, pensar, viver, SER FELIZ – ou vocês não pensam, e fazem parte do monte de energúmeros incapazes anormais que não aceitam as diferenças?

É, a tradição de fechar em casa os “diferentes da norma” foi passando, mas a visão que se tem e faz de cada ser humano com diferença não passa!
E, haja um qualquer deficit, serão sempre as diferenças “visíveis” que provocam a exclusão por incompreensão.

Vá lá… PENSE, e não seja "anormal"!!!!!!

Alguém que é coxo, cego ou seja lá o que for, é alguém que não pode levar etiquetas de quem o não conhece – como dizia a uma amiga com deficiência motora (porque, também ela, pela sua juventude, se apresentava como “deficiente”): deficiência não é identidade – faz parte de quem a tem, mas não é a sua principal caraterística!

Porque o normal é Ser* humano! [*verbo]

piú Allegría



Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
I see a spark of life shining
Alegria
I hear a young minstrel sing
Alegria
Beautiful roaring scream
Of joy and sorrow,
So extreme
There is a love in me raging
Alegria
A joyous,
Magical feeling

Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
Como la luz de la vida
Alegria
Como un payaso que grita
Alegria
Del estupendo grito
De la tristeza loca
Serena
Como la rabia de amar
Alegria
Como un asalto de felicidad

Del estupendo grito
De la tristeza loca
Serena
Como la rabia de amar
Alegria
Como un asalto de felicidad

There is a love in me raging
Alegria
A joyous,
Magical feeling