sábado, 4 de agosto de 2012

Uma palavra para os anormais:


Olá
Hoje, quero falar dos anormais!

Certamente, todos já viram pessoas todas tortas, pessoas que coxeiam tremendamente, que têm braços tortos, que têm os olhos divergentes, que têm orelhas incompletas, que não têm pés, ou mãos, ou pernas, ou braços, até que, em lugar do nariz têm um buraco, que têm os olhos longe um do outro, que não têm olhos… pois, e já pensaram como é bom para a torta, coxa, sem membro andar?; para a de olhos divergentes ver?; para qualquer uma delas ser consciente, pensar, viver, SER FELIZ – ou vocês não pensam, e fazem parte do monte de energúmeros incapazes anormais que não aceitam as diferenças?

É, a tradição de fechar em casa os “diferentes da norma” foi passando, mas a visão que se tem e faz de cada ser humano com diferença não passa!
E, haja um qualquer deficit, serão sempre as diferenças “visíveis” que provocam a exclusão por incompreensão.

Vá lá… PENSE, e não seja "anormal"!!!!!!

Alguém que é coxo, cego ou seja lá o que for, é alguém que não pode levar etiquetas de quem o não conhece – como dizia a uma amiga com deficiência motora (porque, também ela, pela sua juventude, se apresentava como “deficiente”): deficiência não é identidade – faz parte de quem a tem, mas não é a sua principal caraterística!

Porque o normal é Ser* humano! [*verbo]

piú Allegría



Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
I see a spark of life shining
Alegria
I hear a young minstrel sing
Alegria
Beautiful roaring scream
Of joy and sorrow,
So extreme
There is a love in me raging
Alegria
A joyous,
Magical feeling

Alegria
Come un lampo di vita
Alegria
Come un pazzo gridare
Alegria
Del delittuoso grido
Bella ruggente pena,
Seren
Come la rabbia di amar
Alegria
Come un assalto di gioia

Alegria
Como la luz de la vida
Alegria
Como un payaso que grita
Alegria
Del estupendo grito
De la tristeza loca
Serena
Como la rabia de amar
Alegria
Como un asalto de felicidad

Del estupendo grito
De la tristeza loca
Serena
Como la rabia de amar
Alegria
Como un asalto de felicidad

There is a love in me raging
Alegria
A joyous,
Magical feeling


sábado, 28 de julho de 2012

posso ser menos pessoa?

Não sei
e não sabe ninguém
porque me prendo
na vontade de ser certa
eu
humana
correta

Não sei
porque não sou também
porque não me vendo
ao hábito tão perto
vosso
gente
incorreta

Só sei
que assim nasci
cresci, existi
e não consigo querer
que é certo crer
que não estou certa

E sei
que a maré é forte
e segue outro rumo
mas tento
segurar os náufragos
enquanto não afogo

o Outro


Alguns, não sabem o mal que causam, com críticas que refletem o seu justo sentir, fundeado, quantas vezes, no desconhecimento do outro. Vós criticais, eu critico! – Tento compreender, encontrar motivo para cada atitude… será que sentem este meu cuidado? – penso que não, pelo cuidado que não vejo…
Quantas vezes engolimos em seco as críticas que não sonham quem somos?
Quantas vezes, até com amigos, desistimos de explicar motivos e sentires, e lamentamos a abertura que tivemos?
Na primeira pessoa direi que, muitas vezes, só reconheço o desconhecimento de mim e o desprezo pelos meus quês quando somos mais que dois e as gralhas e metralhas revelam que falei demais. (Quando somos mais que dois, desistimos de ser amigos?)
Mas sou eu, mais sentida ou menos preocupada, sou eu.
(Quanto mais maiúsculo é o A de amigos, mais sentidos ficamos!)


segunda-feira, 23 de julho de 2012

A mobília da entrada.

Hoje, substituí uma colega num posto de atendimento/receção e 100% das pessoas que passaram (funcionários, dada a hora) me disseram "Boa tarde" e/ou fizeram um sorriso! - Isto é absolutamente espetacular!*
Já me aconteceu, em situações anteriores, e até por períodos de dias ou semanas, ocupar "receções", e constatei que quem passa ignora, a maior parte das vezes - pura e simplesmente -   o colega que está nessa posição...
Os rececionistas são tratados como mobília, como parte do equipamento fixo, e sem pingo de respeito.
Discutindo este assunto com as colegas que desempenham habitual e continuadamente a função, constatei ser a realidade dos seus dia-a-dias.
Ora, oferecesse-me perguntar: Os filhos da puta** não veem os colegas? - distração é algo casual, quando deixa de ser pontual, é má educação pura e crua!
Euzinha, que sempre achei que a imagem de uma entidade ou empresa está, exatamente, nas mãos de quem atende o público, dou a importância merecida a quem desempenha essa função (e não foi por os substituir que abri os olhos - a minha postura não mudou, pude foi constatar que a postura da maioria é aberrante!).
E se algo mais lamento, é a falta de capacidade dos decisores para prestarem a devida atenção a estes postos de trabalho (dando formação adequada a quem os ocupa, para melhorarem o seu desempenho, por exemplo, ao invés de deixar nas suas mãos, mais ou menos hábeis, a autoformação).
Ora, pense bem... - como tratou o/a rececionista/telefonista/porteiro da última vez que passou por ele(a)?
Vá lá, abra os olhos! (Nem que tenha de ser pelo egoísmo da importância - real - destes funcionários.***)

alma minha
 
* Pareço o meu amigo M :)... 
**...com o devido respeito às suas mãezinhas, entenda-se este epíteto no seu uso coloquial.
*** Agora conhecidos (os funcionários) por "colaboradores" (como se o nome que lhes é dado mudasse a postura de quem o verbaliza/escreve!!!).

sábado, 7 de julho de 2012


Sólidas de fluidas, caem no rosto
ondas e levas de profundo desgosto
luzem, deslizam
incompreendidas
dores de alma
abafos, sufocos
obscuras a cada umbigo perfeito 





Soa em silêncio
o seu desenho
rosto perfeito
rito de vida
ilha feliz
segura na máscara
onde vai morando

pena de nós


dói-me cada dia
a inexplicável incerteza
do pedaço que arrancaste da minha alma
quando fugiste da vida

penso, por vezes,
se parará de doer algum dia
se aceitarei
que não sejas quem parecias ser

pensamos conhecer almas
que parecem ser miraculosamente boas
no deserto de humanidade
dói mais
quando são essas as que traem a fé

há muito perdemos o ponto de retorno
penso eu, que perdi essa fé
roubada por ti
no teu momento mau
que me privou do crer

sonharei, cada dia
que haja quem me devolva essa fé
que desfaça o nó cego
que ataste, com força maior
na minha alma

gostava de desejar que o teu dia fosse feliz…

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Humanos? ou nem por isso?


Em cada dia que o sobreviver me deixa abrir os olhos, entendo a maldade que norteia muitos. E, depois, lembro o conselho de três importantes, que não segui: lê Sun Tzu!

Não sou estratega, sou só honesta; e, assim, descubro só acidentalmente alguns planos malévolos dessas almas más… - Ser “inteligente” NÃO BASTA! Há que saber lutar proativamente contra os “espertos” sem qualquer humanidade…

Como a verdade não é caminho, muitas vezes, para o entendimento de todos, a estratégia sê-lo-ia – reagir no momento dá aos incapazes certezas erradas e aos espertos felizes conquistas imerecidas.

Ainda vou a tempo de aprender*



*como tu, Carlos - a falta de símbolo gráfico de terminus de frase é intencional

sábado, 16 de junho de 2012

lágrima


Cada estrada que se abre
no seco do meu rosto
segue as marcas de uma dor
o peso de um desgosto 

Cada sopro que me custa
na batalha do viver
é uma força que se gasta
um não sei porquê sofrer 

Se amo o mundo, amo a vida
se pratico um ser de humano
porque me secam elixires
porque os tomam por engano?

segunda-feira, 11 de junho de 2012

alma

Diz-me uma amiga que abro demasiado a alma… 

Refugio-me aqui dessas luzes que me cegam, de dizeres e invejas, tentando dar vazão ao meu ser, que está preso num mundo enfermo; tão enfermo que raros são os que não estão contagiados…
Mas, por descuido ou confiança, deixei que alguns soubessem de quem é a alma que lhes chegaria diferente, talvez, se não sabendo que corpo a carrega.
A exaustão dos dias ultrapassa o ponto em que o voo da alma é possível, e esta pousa, demais; enferma de setas venenosas e batalhas sem nexo…  

Pousa, alma
pousa e descansa
respira, transpira o veneno
inspira a beleza
de um mundo
com sombras escuras
sopra essas nuvens e vê o verde
e vê o azul
e vê tantas almas
cansadas, vergadas, esquecidas
mas lindas
precisando ver além dessas sombras
para sorrirem
também
contigo
e juntas, as almas
farão o verde, o azul,
trespassar o véu escuro
inspira, respira
vive
crê
sê feliz
TU

domingo, 10 de junho de 2012

Os pés na parede

Quando me pousou o documento em cima da secretária – uma vez mais, como os fracos sempre fazem – a minutos do final do horário de trabalho, dizendo com o higiénico “por favor”, para assinar e devolver…


…respirei calmamente (afinal era o meu primeiro dia, depois de férias tiradas para descansar das más companhias do trabalho!), olhei para aquilo vagamente, e fui ter com ela, pedindo, educadamente (também eu sou muito “limpinha”), que me desse uns minutos.

Três quartos de hora depois, eu havia dito tudo quanto estava encravado da garganta ao reto, na consciência perfeita de que nada havia mais a perder, e sentia-me bem leve! (só quatro meses depois, descobri que, afinal, a sala de reuniões tinha paredes bem mais finas do que julgava, e os colegas sabiam fazer silêncio, quando queriam… - ou seja - fiquei mais leve ainda…)

À distância, posso acrescentar que o pior defeito será o esquecimento… Ainda que as pseudopessoas reajam às verdades ouvidas do outro lado da mesa, da porta, da parede… rapidamente esquecem, e voltam aos maus hábitos assumidos como normalidade.

Mas relembro a ideia-chave daquele livro de Desmond Morris (que cometi o erro de emprestar! – e perdi!): os primatas dão o rabo para obter Paz, rebaixam-se, por terem medo (generalizem sabiamente, sem esquecer que ele se refere aos primatas em geral; não engulam a ideia como escatologicamente* é costume) … Ora, mostrar medo não é o melhor nesta selva em que vivemos, mesmo quando são os outros que supõem o medo na indiferença do nosso cansaço – o respeito parece surgir só quando damos voz aos direitos que sempre tivemos!

Tentem ser pessoas, por favor,
com alma

*e este escatológico é mesmo de rabo e fezes, e não de tempos perdidos ou confins de mundo

sexta-feira, 8 de junho de 2012

julgamentos apressados

Uma das coisas que sempre me doeu, desde que me lembro de ser eu, é que outrem me julgue mal - isto, no sentido real, que julguem que sou algo que não sou, guardando no seu imaginário uma imagem que em nada corresponde a mim.
Fraqueza? Claro; contudo, não tenho a benesse de pertencer aos bem-aventurados que não têm consciência dos seus quês e porquês - conheço os meus "defeitos" (que prefiro chamar às caraterísticas de cada um isso mesmo: caraterísticas pessoais, e não necessariamente defeitos - ainda que possam ser desagradáveis ou limitadoras), sei, quase sempre, o que fazer para ser melhor pessoa, e sei o que não quero mudar em mim (...e o que é difícil mudar).

Certo é que temos de saber quando desistir de ser colírio em olhos alheios...

Algo que mil vezes vivi, foi a generalização de ditos populares - como se todos fôssemos espelho dos erros de cada um - ser justo e ser visto como "puxando a brasa à sua sardinha" cansa... Ainda assim, desculpo o facilitismo das análises via chavão pelo cansaço geral do povo, justificando o seu pouco esforço para a compreensão do que(m) o rodeia.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

dei a volta à alma...


Hoje dei a volta à alma…

Estava asséptica; por opção, eu sei… mas, para clean, estava um pouco demais; então, dou-vos um pouco mais d’(a minha) alma, esperando que não achem o visual demasiado rococó J.

Desculpem qualquer coisinha, que não vos tenho dado gritos de alma – não por falta de vontade, mas porque outros fatores se atravessaram no caminho!

Paz a todos, que o dia é dela.

com alma