sexta-feira, 18 de maio de 2012

luz


Acredito
Oh céus, acredito
que a força da fé em nós próprios
é motor de grandes feitos
de conquistas, caminhos, alegrias;


Acredito
Oh Terra, enrugada, seca, molhada
que haverá forma de os despertar
de os pôr conscientes, também
a acreditar;


Sonho
com colírio pra cada olhar
com arco-íris belo, límpido
com olhares de olhos abertos
certos, despertos…


Sou,
certamente,
marginal - de sonhos, anseios -
sem capacidade viral,
para vos dar todas as cores do espetro!

domingo, 6 de maio de 2012

pousam as mentes

Quando vejo o mundo parado
dói-me a alma pelo seu silêncio
sinto-me pária em terra de loucos
sobrevivente sem porto de abrigo

Pousam as mentes na inação
no consumismo do hábito feito
esquecem que é delas também a função
de ser vivente, pensante: pessoa

Não posso crer nas aparências
sei, há mais vida neste planeta
mas, muitos dias, repouso a minha
exausta, rouca, e já pouco crente…

sábado, 28 de abril de 2012

ser pessoa

Nasceste
para ser pessoa;
mas, aprendeste
a esconder o rosto...
Julgaste,
toda a vida,
ser normal
o hábito herdado
do uso obrigatório
desse véu total
que te cobre,
que te esconde;
que esqueçeste
como é seres tu.
A sombra,
que sempre projetaste,
tapa, até dos teus olhos,
aquilo que és...

Liberta-te!
Sorri,
porque queres!
Fala,
aquilo que pensas.
Desteme,
o olhar e a censura,
e vive
por isso nasceste...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Licenciados II


Ao longo da minha vida, fui conhecendo inúmeras pessoas que, tendo um curso superior, se revelavam absolutamente impreparadas para a vida, sendo a sua visível lacuna de formação, muitas vezes, em aspetos fundamentais para o desempenho da função para a qual, supostamente, tiveram formação superior.

Confesso que só há curtos dias consciencializei, efetivamente, que a culpa não era deles!

Não, não foi o Marinho Pinto que me abriu os olhos… - conheci, sim, muitos docentes do ensino superior, e pude avaliar as suas (in)capacidades e, acima de tudo verificar como a forma de avaliar alunos é… incompleta, inconsistente, inválida, muitas vezes - e pelo facilitismo a que esses docentes se permitem, para que o tempo que perdem a exercer a sua profissão não incomode a sua vidinha…

No nosso país tudo falha pela falta de capacidade de levar em frente as grandes ideias que temos; legislamos, e, depois, com aquele complexo do tempo da outra senhora, não fiscalizamos o cumprimento, porque verificar se se cumpre a lei é feio, é ser pidesco, etc.

No professorado, vive-se entre a chaga da perda de estatuto de intocável (o desrespeito indevido de alguns por uma profissão tão importante), e a chaga da infelicidade da sua manutenção, à custa de incautos alunos (e pais, se falamos do EBS) que não sabem exigir o cumprimento dos seus direitos!

Quando um aluno torna visível uma falha – automaticamente é abusado pelo espírito maligno do professor que defende a sua posição de alto de pedestal, com a arrogância dos incompetentes! – penalizando, desmotivando, marcando para a vida,…

Ora eu, não entrei para a faculdade com 17 anos… (mas nessa idade já tinha raciocínio q.b.!), e surpreende-me, mais do que a incapacidade de alguns professores, o facto de outros, que poderiam ser bons profissionais do ensino, serem umas maria-vai-com-as-outras, e deixarem de fazer bem, perpetuando e agravando a incompetência da classe! – Para esses o meu pedido: cumpram!

Não posso esquecer que as palavras que um dia uma (efetivamente) professora me disse: que eu poderia fazer o curso que quisesse… – sabe, estou infeliz por saber que sim…Por um lado, perdi anos, e já poderia fazer [quase]todos os que me agradavam e me deixaram indecisa; por outro… o saber que os posso fazer sem grande esforço… deixa-me… insatisfeita.

Licenciados I


A organização social atual está estruturalmente desregulada!

Nós, seres sociais, fomos aprimorando as estruturas sociais – sendo, na atualidade, os organismos estatais e as autarquias locais entidades institucionais que, talvez longe de aprimoradas, são máquinas pesadas, onde, na grande maioria dos casos, um funcionário não sabe informar sequer o que se faz na sala ao lado – são desreguladas por terem poeira do tempo nas engrenagens, por falta de chefias competentes que os rentabilizem.

Agora, em plena crise financeira, as autarquias – ou seja, aquelas entidades que deveriam trabalhar na prossecução do bem-estar das populações, são um verdadeiro risco para estas, pois, há falta de fundos e, então, todas aquelas licenças que são tantas vezes ridículas, pelo trabalho que dão, sem qualquer benefício, são exigidas e, se algum cidadão incauto não sabe de cor que tudo é regulamentado e passível de licenciamento – lá incorre em coimas, por vezes muito para lá do que lhe seria possível pagar – sendo que (cereja no topo do bolo), na atualidade, contribuindo para a crise, as autarquias procuram resolver a sua própria crise de financiamento com uma verdadeira caça à coima…

E você, está licenciado?

sábado, 7 de abril de 2012

diário de uma mulher normal, 7 abr

acordei, era dia e o relógio marcava 7 horas; fiquei confusa: da “noite” ou da manhã?
gelada, lembrei que me ia levantar, depois de tentar dormir uma sesta sem sucesso, que deixei no pc o Toy Story 2 começado há não muito e pensava em como fazer açorda de gambas só-p’ra-um…
…o hino da rtp rodava de seguida, a imagem já tinha fugido, e eis que se ouve aquele programa horrível do fim de tarde – é isso, aquele relógio estava em AM/PM, e é de tarde! Não sei quantos minutos dormi, mas foi profundamente, tanto que o meu coração ressalta, ao voltar ao ritmo de acordar… e o que menos me apetece é comer, quanto mais pensar em açorda e camarão!
liguei o aquecedor e sentei-me no pc, a procurar meridiano que me desse ritmo, e calmia ao ritmo ressaltado…´
na dois, que consigo por vezes ver no pc, a Laurinda traz o Paulo Lameiro, que ajudou no ritmo, mas o frio… (deverá ter de ser a chá… ou açorda!)

quarta-feira, 4 de abril de 2012

ombro

Não sei quantas vezes foquei a amizade, mas, é algo tão importante, que devemos tê-la presente… de preferência, praticando…
Os meus amigos, desaparecem por períodos mais ou menos longos e, na volta, sentem necessidade de se justificar – é a vida, são os problemas… Eu, que acho que os problemas fazem parte da vida, e que a amizade inclui tudo isso, arranco a carraça da orelha, porque de nada me adianta ficar com ela, mas, fica lá o mal, e, fica também essa contínua necessidade de fingir que estou bem, sempre bem, pois, se lhes dou ombro e alma quando precisam, não me vejo, no estado meu atual perante a amizade, a chorar-lhes no ombro. Quando até falo de um qualquer problema que viva, faço-o com a ligeireza necessária ao não despertar de piedadezinhas (que entre amigos não deveriam ter lugar!).
Hoje, acabei um trabalho importante com lágrimas nos olhos; com um daqueles problemas que nos deixam sem saber como é o amanhã, e, ainda assim, embora no horizonte não se vejam luzes, embora no firmamento não haja estrelas, embora na alma não haja objetivos – fi-lo! Para quê? Ainda não achei um porquê no alucinante ritmo do desviver…

...elogio ao amor, e à amizade também ;)...

terça-feira, 3 de abril de 2012

da galinha e do coelho?

Páscoa

Não sou religiosa, ou, direi melhor, não sigo qualquer dessas práticas ligadas a deuses grandiosos; prefiro considerar os seres humanos, as almas e seu poder, como um valor grandioso… Mas, nestas épocas que são, sobretudo, momentos de família e momentos a aproveitar para um exercício de introspeção, renovo a esperança de que, à minha volta, as pessoas, efetivamente pensem!

A maioria das pessoas, ainda que com lapso de autoestima, consideram-se boas, boa gente… mas, quando toca a analisar o próximo, quase todos se esquecem de lhes reconhecer as qualidades – ora eu, sempre funcionei ao contrário: sempre desculpei todas as más atitudes, sempre encontrei um justificativo para más palavras, sempre achei que, noutras circunstâncias, aquela pessoa, que está, naquele momento a ser vil e odiosa, o está a ser por um qualquer acaso que passará, e dará espaço à verdadeira boa pessoa que está dentro dela, e que merece um sorriso também…

MAS, aprendi, nas agruras da vida, que muitos se esquecem de quem são – e passam a ser execráveis a tempo inteiro; aprendi, que numa constante necessidade de proteção dos seus valores materiais e ocultação de incapacidade de realização, até os menos-maus entraram há muito no ciclo sem saída de ódio e desumanidade…

Por isso tudo, venho, nesta época que é de páscoa, de suposta paz, de família, pedir-vos um favor: nem que o façam por uns minutos apenas, pensem – pelos que vos rodeiam (que merecem), por vós (para que não se esqueçam de quem são), pela humanidade (sim, a Humanidade, essa coisa que parecerá tão cliché, mas) que somos todos nós, e MERECEMOS UMA OPORTUNIDADE!
alma minha

quinta-feira, 22 de março de 2012

Dura

  Dura


Dura, tão dura
a vida, que dura, perdura,
que bom que ela dura
ainda que dura
macia seria
suave a correr
darias por ela
mereceria viver?


É dura, e dura,
só dura de sal
tempero do ameno
que vale o sentir…
É dura?
que seja!
só assim é bom
que dure, perdure,
com sonhos a conquistar…


E dura
e é dura
é vida
é lutar!
Pura!

quarta-feira, 21 de março de 2012

As armas, e os barões

As boas almas, nada têm que as assinale: não têm símbolo, título, auréola… Verdade seja dita, que, aos olhos do povo, as boas qualidades humanas passam ocultas; afinal, parecemos viver apenas envoltos nessa última palavra d’os Lusíadas… - e cegos a verdades e qualidades!

Da escola ao trabalho vivemos essa exacerbada competição, que tudo estraga: não há companheirismo, entreajuda; amizade é um jogo de risco; amor é lotaria… - tudo isto num enrolar de erros que nos fazem a vida impossível e infeliz!

Não há muito, ouvi de uma boca improvável (um economista!) que competição faz vencedores e vencidos, enquanto colaboração conduz à excelência! Sempre foi para mim incompreensível esse viver de costas voltadas… se ninguém lucra, qual é o sentido? – E julgo que ninguém lucra porque, mesmo aqueles que se sentirão vitoriosos, acabam por morrer na praia da solidão…

A desconfiança, fruto dessa competição, faz com que nada arrisquemos, com a dúvida que nos persegue… mas, aí, lembro-me de ter lido algures esse conselho de que devemos confiar – se a confiança não for merecida, sofremos, mas, só aí… e não afastamos todas as outras hipóteses de finais felizes!

E, afinal… não somos um animal (profundamente, e necessariamente) social?

Crê!

Os Media em Portugal


Vivo neste país à beira mar mal plantado, e, confesso, não consumia muita televisão… Era mais o acompanhamento das lides caseiras, e, quando a alma ou o corpo exigiam à falta de tempo, uma série do 2.º canal, um dos bons documentários; mais certo, só mesmo um serviço noticioso… - mas… estou seriamente tentada a considerar a falta de televisão como elemento importante na incapacidade de me situar na semana de que tenho sofrido!

E isto para introduzir essa catástrofe nacional: em tempo de grande crise económica, todos os portugueses que quiseram continuar a ver televisão (e ainda não estavam no magote dos que não passam sem a sporttv, e por isso já tinham cabo) foram forçados a um gasto extra para isso!

Ora eu, que já tava tão fraca de tempo… não fui por aí; mas, aparte a manobra de má fé, que, ao invés de preparar uma transição para nova tecnologia, preparou uns quantos amigos para disponibilizarem os serviços adequados de adaptação aos pacóvios dos portugueses, sinto, sobretudo, que não devo pagar esse tributo! – Quanto aos “amigos”, enchem o bolso; e, atrás deles vão alguns empresários liberais que tiveram olho para a coisa… porque isto é o aparelhosinho, o cabinho axialzinho que já tava sequinho, a antena que, coitadinha, de bacalhau passou a chifre de veado (p’r’aí!), o amplificadorzito… e, tantas vezes, tudo isso só encheu bolsos porque, no fim, lá se foi ao cabo, que outra solução não dava!

Ora, país bom para enriquecer!

terça-feira, 13 de março de 2012

Morfeu


Não sei porque me queres tanto…
- nos últimos dias, semanas, vejo-te desejar-me sofregamente;
mas, não sabes que não posso lançar-me na cama assim, a qualquer hora?


Como seria bom, dar cumprimento aos desejos!
- dentro dos lençóis, em cima da coberta, no sofá – em qualquer lugar…
Oh, como te desejo!


Imagino-me nos teus braços tantas vezes ao longo do dia…
- não chegam as noites, para dar por cumprido o nosso encontro,
são curtas, começam tarde, acabam cedo…


Seriam os dias o realizar desse sôfrego desejo?
Quero-te tanto!...
…e como me fazes falta!

sexta-feira, 2 de março de 2012

...


nem sei que vos diga…

se escrever é uma necessidade tão básica em mim, não escrever é apenas sinónimo de cansaço…

exausta – será a palavra que me define agora; cansada do que tenho de fazer, do que me obrigam a fazer (algumas maldades a que nos sujeitamos, são… necessárias a estabilidades básicas), cansada de abusos alheios, cansada da imensa incapacidade ou indelicadeza demonstrada por tantos…

a frase parecerá banal, mas – preciso de férias!

a definição parecerá estranha, mas, não quero ir de cruzeiro, não quero estender-me a torrar ao sol, não quero mordomias… - quereria alguns dias em que pudesse deixar o meu corpo e alma respeitarem o seu ritmo natural; simplifico: queria dormir quando com sono, comer quando com fome, ler quando querendo ler, olhando o céu quando querendo olhá-lo – e fazer tudo sem horas de relógio, apenas com horas de luz e desejo!

sonhos
impossíveis
quase sempre

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

engulho da humanidade

por mais que se dê a volta ao tacho, é sempre a mesma rodela de chouriço que vem à colher…
conheço mais como eu, pessoas que se preocupam em caminhar para um horizonte feliz; alguns são fortes, criaram pele de paquiderme, resistem às cargas dos destruidores da humanidade, outros vão balançando, mais ou menos atingidos por farpas de pseudosseres desumanos…

quase todos têm de parar, de vez em quando, para respirar, ganhar forças para o que não devia ser uma batalha contra a maré, mas um remar conjunto a bem da humanidade…

e é essa a rodela que a colher de pau traz… o engulho do maior problema da humanidade: a desumanidade de tantos!

Como abrir os olhos a essas coisas que por aí circulam, espalhando ódio, motivados por uma modelagem contínua de más práticas, movidos pela sua insegurança, pelo jugo de poder?...

Alguém sabe?

…ou vamos tentando?

até porque… quem é humano, não o é por escolha, é personalidade mesmo… queremos o bem de todos porque… ser assim é normal… só, já não é habitual!

diário de uma mulher normal, 20 fev

cheguei a custo, entrei sem olhar nada, larguei a mala, deixei cair os sapatos quando me deitei em cima da cama…

ele veio para junto de mim, e tentou tirar-me alguma reação, mas eu não conseguia abrir os olhos, com aquela dor que me tomava os sentidos

miou à minha volta, lambeu-me o rosto, tentando despertar uma ação, miou por alguém que ajudasse, já aflito; acabou por se aninhar junto a mim, entre rosto, mãos e écharpe que nem tirei…
e ficou, junto a mim, até eu ter capacidade de me mexer

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

dá-me, Céu...


Hoje, não me deram rosas

Hoje, não me abraçaram a alma

Hoje, não senti essa realização suprema

Hoje, não fui lucro de comerciante

Hoje, não fui alvo de lembrança da moda

Mas, só a segunda linha me fez falta

(a terceira faz sempre!)



Abraça-me, todos os dias

Dá-me papoilas, lindas, vermelhas, inteiras…

Dá-me a paz, de poder ser eu

Dá-me a força, de que tudo tenho

Céu! Oh Céu! Dá-me o que mereço

Sonho que não esqueço

Sem preço, de montra de loja…

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ética

Ética é teoria…
Pois, não poderia deixar de ser, direi com um sorriso…
Somos bons a teorizar, mas, e a Moral?

Apregoamos ética, mas não cumprimos a prática…
Portugal, como tantas vezes disse, é o melhor país do mundo… no papel…
Teorizamos na perfeição… o cumprir…

…desculpas; ou culpas: todos são culpados, o “eu”, é inocente, um inocente perfeito que se escusa de qualquer participação… - até quando?
Enaltecemos uma democracia desejada, mas, esquecemos que os nossos direitos são deveres, que os nossos deveres são direitos…

E os poucos, os que levantam a voz para bem de todos, são deixados à deriva na bóia que resfolega nas ondas onde os tubarões mordem…
…os idealistas morrem: de morte matada, de morte morrida, de morte vivida!
…os justos, não desistem – por vezes param, exaustos…
…mas, assim que recuperam os sentidos, retomam essa batalha, que sentem, quantas vezes, perdida (por falta de comparência da humanidade)!

Que sejam, de vez, bem aventurados OS QUE PENSAM!

então, eu era


se existisse um deus

então eu era feliz

se essa coisa a que deus chamam

fosse metade da justiça que lhe põem

então eu era feliz

se o deus físico de Einstein fosse

então o tendencial equilíbrio

far-me-ia feliz

se o ser humano fosse justo quanto baste

então eu seria feliz



tenho-me

como fonte singela de vida

névoa

cobre as miragens que surgem sem crédito

dor

da incompreensão

a quem vive de respostas

animal estranho

perdendo o fôlego

sufocando

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Liping Ma

Foram já muitas as vezes, que ouvi mães queixarem-se do atual método de ensino de matemática no 1.º ciclo do ensino básico…
Que “aquilo é esquisito”, que “é tudo ao contrário”, “…essa coisa das contas em pé”!
Embora tente, quando a situação o permite, explicar-lhes a diferença entre decorar e entender, faça analogia com o sistema usado no oriente, com a forma de fazer contas dos que não estudaram… esbarro contra a parede do hábito – essa parede aparentemente intransponível, que cerceia o progresso do país…
Se é melhor, se o nosso cérebro pensa em unidade, dezena, centena… e não em “e vai um”, porque ir contra o “novo” método?
Lembro-me de, já no 12.º ano, perguntar a uma (dita boa) professora de matemática como se chegava às fórmulas que ela tinha escrito no quadro – resposta: são dadas - ??????? Dadas? Caíram do céu? – Em último caso, poderia ter-me dito que também não sabia!
Ora eu, sempre achei estranho fazer exercícios e mais exercícios sem qualquer lógica ou objetivo… - e sempre achei que era, exatamente esse, o problema da matemática: não servir para nada! Nada do que nos ensinaram tinha utilidade e, ao fim de tantos anos de matemática, apenas sei a regra de três simples… que, felizmente, é solução para quase tudo!
Não querendo deixar-vos às escuras, recomendo a leitura deste livro:

sábado, 7 de janeiro de 2012

o Natal é...

Há quanto tempo vos deixo sós…
Pois, até escrevi para o Natal mas, alguns atropelos fizeram este texto, de dia 22, ficar por postar:

Estamos no Natal!

Pois, embora a crise e os discursos de contenção, alguns me vêm lembrando essa época – se não fossem eles, esquecia a compra das prendas! Mas, vou dar poucas, as da praxe, sem tempo de escolha…
Decorações? Há uns dias desci os caixotes, pus a árvore em pé…mas apenas hoje abri as folhas e coloquei umas bolas singelas, vermelhas, como gosto, e três fitinhas prateadas. Acho que nem vou pôr luzes… (acabamos por as não ver…)

O natal é um misto de cansaço e ansiedade das festas com a tristeza da falta delas
Só as pessoas felizes gostam do natal! Os que não estão felizes, choram de tristeza, por passarem mais uma data em que é suposto estarem alegres, sem motivos para tal
Se pudesse, se…, se fizesse o que queria, passava o natal juntando amigos… todos os que passam sós, ou que preferiam fugir a praxe familiar sem sentido, cansativa, absolutamente comestível-até-enjoar… - Se pudesse, andava por aí, a distribuir prendas que colocassem um sorriso no rosto de cada criança triste… (sem ser preciso ser um qualquer natal…)

Há duas prendas importantes que tenho de decidir e espero, ainda, conseguir comprar uma que nunca devia esquecer: para mim. (também não sei o quê!…)
Não sei como arranjar tempo, mas terei de as comprar, as que faltam… e depois, já está quase a acabar, que os dias são de trabalho!

Sejam felizes
Sorriam
Façam os outros felizes

Não esqueçam que as prendas devem ser valiosas! – ou seja, significar mesmo algo, ainda que o embrulho saia mais caro que o conteúdo, este ser importante para quem o vai receber!

Pois, não deu tempo para me comprar a prenda...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

o que faz falta a uma mulher

Ao longo das épocas, as mulheres adultas a viver sós, sempre foram olhadas de forma desagradável pela sociedade. As solteiras eram procuradas como ajuda, conselheiras, guardiãs de mezinhas e segredos e, se bem se lembram… chamadas de bruxas
…e tinham como objetos identificativos
                                                                     o seu gato,
                                                                     e a vassoura!
…e eram queimadas vivas em fogueiras.

Depois, foram chamadas de “solteironas”, “ficavam para tias”, eram “as mulheres dos gatos” (porque continuaram a ter os bichanos por companhia)…
Até que as coisas mudaram um pouco, porque ficar só (leia-se “não casada”) passou a ser opção, e não “não seleção” pelos machos…
…continuando o progresso (evolução mais percetível nas mulheres, que os homens são mais de estagnar), assumiram ser sexuadas e, embora adotassem sobretudo o uso orgânico, os objetos identificativos poderão ser…
                                                                     o gato,
                                                                     e o vibrador

Pessoalmente, sou intuitiva e boa conselheira, sei algumas mezinhas, sou uma leal guardadora de segredos...                                               ...tenho gato e…
                                                                     uso o aspirador
(que a vassoura levanta muito pó!)…

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

post perecível


Aviso à navegação: logo lá no início, avisei que estava aqui para libertar a alma! – não vos dou tratados, não vos dou arte, não vos dou conhecimento – senão o que flui sempre que somos pessoas…

Alguns assuntos são sérios, muitos merecerão que pensemos sobre eles; mas, sou só eu, como me apetecer ser, em cada momento que aqui seja…

…e sejam felizes*


* a melhor forma, é fazer os outros felizes