terça-feira, 13 de março de 2012

Morfeu


Não sei porque me queres tanto…
- nos últimos dias, semanas, vejo-te desejar-me sofregamente;
mas, não sabes que não posso lançar-me na cama assim, a qualquer hora?


Como seria bom, dar cumprimento aos desejos!
- dentro dos lençóis, em cima da coberta, no sofá – em qualquer lugar…
Oh, como te desejo!


Imagino-me nos teus braços tantas vezes ao longo do dia…
- não chegam as noites, para dar por cumprido o nosso encontro,
são curtas, começam tarde, acabam cedo…


Seriam os dias o realizar desse sôfrego desejo?
Quero-te tanto!...
…e como me fazes falta!

sexta-feira, 2 de março de 2012

...


nem sei que vos diga…

se escrever é uma necessidade tão básica em mim, não escrever é apenas sinónimo de cansaço…

exausta – será a palavra que me define agora; cansada do que tenho de fazer, do que me obrigam a fazer (algumas maldades a que nos sujeitamos, são… necessárias a estabilidades básicas), cansada de abusos alheios, cansada da imensa incapacidade ou indelicadeza demonstrada por tantos…

a frase parecerá banal, mas – preciso de férias!

a definição parecerá estranha, mas, não quero ir de cruzeiro, não quero estender-me a torrar ao sol, não quero mordomias… - quereria alguns dias em que pudesse deixar o meu corpo e alma respeitarem o seu ritmo natural; simplifico: queria dormir quando com sono, comer quando com fome, ler quando querendo ler, olhando o céu quando querendo olhá-lo – e fazer tudo sem horas de relógio, apenas com horas de luz e desejo!

sonhos
impossíveis
quase sempre

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

engulho da humanidade

por mais que se dê a volta ao tacho, é sempre a mesma rodela de chouriço que vem à colher…
conheço mais como eu, pessoas que se preocupam em caminhar para um horizonte feliz; alguns são fortes, criaram pele de paquiderme, resistem às cargas dos destruidores da humanidade, outros vão balançando, mais ou menos atingidos por farpas de pseudosseres desumanos…

quase todos têm de parar, de vez em quando, para respirar, ganhar forças para o que não devia ser uma batalha contra a maré, mas um remar conjunto a bem da humanidade…

e é essa a rodela que a colher de pau traz… o engulho do maior problema da humanidade: a desumanidade de tantos!

Como abrir os olhos a essas coisas que por aí circulam, espalhando ódio, motivados por uma modelagem contínua de más práticas, movidos pela sua insegurança, pelo jugo de poder?...

Alguém sabe?

…ou vamos tentando?

até porque… quem é humano, não o é por escolha, é personalidade mesmo… queremos o bem de todos porque… ser assim é normal… só, já não é habitual!

diário de uma mulher normal, 20 fev

cheguei a custo, entrei sem olhar nada, larguei a mala, deixei cair os sapatos quando me deitei em cima da cama…

ele veio para junto de mim, e tentou tirar-me alguma reação, mas eu não conseguia abrir os olhos, com aquela dor que me tomava os sentidos

miou à minha volta, lambeu-me o rosto, tentando despertar uma ação, miou por alguém que ajudasse, já aflito; acabou por se aninhar junto a mim, entre rosto, mãos e écharpe que nem tirei…
e ficou, junto a mim, até eu ter capacidade de me mexer

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

dá-me, Céu...


Hoje, não me deram rosas

Hoje, não me abraçaram a alma

Hoje, não senti essa realização suprema

Hoje, não fui lucro de comerciante

Hoje, não fui alvo de lembrança da moda

Mas, só a segunda linha me fez falta

(a terceira faz sempre!)



Abraça-me, todos os dias

Dá-me papoilas, lindas, vermelhas, inteiras…

Dá-me a paz, de poder ser eu

Dá-me a força, de que tudo tenho

Céu! Oh Céu! Dá-me o que mereço

Sonho que não esqueço

Sem preço, de montra de loja…

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ética

Ética é teoria…
Pois, não poderia deixar de ser, direi com um sorriso…
Somos bons a teorizar, mas, e a Moral?

Apregoamos ética, mas não cumprimos a prática…
Portugal, como tantas vezes disse, é o melhor país do mundo… no papel…
Teorizamos na perfeição… o cumprir…

…desculpas; ou culpas: todos são culpados, o “eu”, é inocente, um inocente perfeito que se escusa de qualquer participação… - até quando?
Enaltecemos uma democracia desejada, mas, esquecemos que os nossos direitos são deveres, que os nossos deveres são direitos…

E os poucos, os que levantam a voz para bem de todos, são deixados à deriva na bóia que resfolega nas ondas onde os tubarões mordem…
…os idealistas morrem: de morte matada, de morte morrida, de morte vivida!
…os justos, não desistem – por vezes param, exaustos…
…mas, assim que recuperam os sentidos, retomam essa batalha, que sentem, quantas vezes, perdida (por falta de comparência da humanidade)!

Que sejam, de vez, bem aventurados OS QUE PENSAM!

então, eu era


se existisse um deus

então eu era feliz

se essa coisa a que deus chamam

fosse metade da justiça que lhe põem

então eu era feliz

se o deus físico de Einstein fosse

então o tendencial equilíbrio

far-me-ia feliz

se o ser humano fosse justo quanto baste

então eu seria feliz



tenho-me

como fonte singela de vida

névoa

cobre as miragens que surgem sem crédito

dor

da incompreensão

a quem vive de respostas

animal estranho

perdendo o fôlego

sufocando

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Liping Ma

Foram já muitas as vezes, que ouvi mães queixarem-se do atual método de ensino de matemática no 1.º ciclo do ensino básico…
Que “aquilo é esquisito”, que “é tudo ao contrário”, “…essa coisa das contas em pé”!
Embora tente, quando a situação o permite, explicar-lhes a diferença entre decorar e entender, faça analogia com o sistema usado no oriente, com a forma de fazer contas dos que não estudaram… esbarro contra a parede do hábito – essa parede aparentemente intransponível, que cerceia o progresso do país…
Se é melhor, se o nosso cérebro pensa em unidade, dezena, centena… e não em “e vai um”, porque ir contra o “novo” método?
Lembro-me de, já no 12.º ano, perguntar a uma (dita boa) professora de matemática como se chegava às fórmulas que ela tinha escrito no quadro – resposta: são dadas - ??????? Dadas? Caíram do céu? – Em último caso, poderia ter-me dito que também não sabia!
Ora eu, sempre achei estranho fazer exercícios e mais exercícios sem qualquer lógica ou objetivo… - e sempre achei que era, exatamente esse, o problema da matemática: não servir para nada! Nada do que nos ensinaram tinha utilidade e, ao fim de tantos anos de matemática, apenas sei a regra de três simples… que, felizmente, é solução para quase tudo!
Não querendo deixar-vos às escuras, recomendo a leitura deste livro:

sábado, 7 de janeiro de 2012

o Natal é...

Há quanto tempo vos deixo sós…
Pois, até escrevi para o Natal mas, alguns atropelos fizeram este texto, de dia 22, ficar por postar:

Estamos no Natal!

Pois, embora a crise e os discursos de contenção, alguns me vêm lembrando essa época – se não fossem eles, esquecia a compra das prendas! Mas, vou dar poucas, as da praxe, sem tempo de escolha…
Decorações? Há uns dias desci os caixotes, pus a árvore em pé…mas apenas hoje abri as folhas e coloquei umas bolas singelas, vermelhas, como gosto, e três fitinhas prateadas. Acho que nem vou pôr luzes… (acabamos por as não ver…)

O natal é um misto de cansaço e ansiedade das festas com a tristeza da falta delas
Só as pessoas felizes gostam do natal! Os que não estão felizes, choram de tristeza, por passarem mais uma data em que é suposto estarem alegres, sem motivos para tal
Se pudesse, se…, se fizesse o que queria, passava o natal juntando amigos… todos os que passam sós, ou que preferiam fugir a praxe familiar sem sentido, cansativa, absolutamente comestível-até-enjoar… - Se pudesse, andava por aí, a distribuir prendas que colocassem um sorriso no rosto de cada criança triste… (sem ser preciso ser um qualquer natal…)

Há duas prendas importantes que tenho de decidir e espero, ainda, conseguir comprar uma que nunca devia esquecer: para mim. (também não sei o quê!…)
Não sei como arranjar tempo, mas terei de as comprar, as que faltam… e depois, já está quase a acabar, que os dias são de trabalho!

Sejam felizes
Sorriam
Façam os outros felizes

Não esqueçam que as prendas devem ser valiosas! – ou seja, significar mesmo algo, ainda que o embrulho saia mais caro que o conteúdo, este ser importante para quem o vai receber!

Pois, não deu tempo para me comprar a prenda...

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

o que faz falta a uma mulher

Ao longo das épocas, as mulheres adultas a viver sós, sempre foram olhadas de forma desagradável pela sociedade. As solteiras eram procuradas como ajuda, conselheiras, guardiãs de mezinhas e segredos e, se bem se lembram… chamadas de bruxas
…e tinham como objetos identificativos
                                                                     o seu gato,
                                                                     e a vassoura!
…e eram queimadas vivas em fogueiras.

Depois, foram chamadas de “solteironas”, “ficavam para tias”, eram “as mulheres dos gatos” (porque continuaram a ter os bichanos por companhia)…
Até que as coisas mudaram um pouco, porque ficar só (leia-se “não casada”) passou a ser opção, e não “não seleção” pelos machos…
…continuando o progresso (evolução mais percetível nas mulheres, que os homens são mais de estagnar), assumiram ser sexuadas e, embora adotassem sobretudo o uso orgânico, os objetos identificativos poderão ser…
                                                                     o gato,
                                                                     e o vibrador

Pessoalmente, sou intuitiva e boa conselheira, sei algumas mezinhas, sou uma leal guardadora de segredos...                                               ...tenho gato e…
                                                                     uso o aspirador
(que a vassoura levanta muito pó!)…

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

post perecível


Aviso à navegação: logo lá no início, avisei que estava aqui para libertar a alma! – não vos dou tratados, não vos dou arte, não vos dou conhecimento – senão o que flui sempre que somos pessoas…

Alguns assuntos são sérios, muitos merecerão que pensemos sobre eles; mas, sou só eu, como me apetecer ser, em cada momento que aqui seja…

…e sejam felizes*


* a melhor forma, é fazer os outros felizes

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Em qualquer lugar do mundo…


Um grande passo na educação do/no nosso país foi quando surgiu uma entidade que dava conhecimento, de forma compreensível e, indubitavelmente, de forma diferente ao que estávamos habituados: UAb – a Universidade Aberta.
Quantos faziam como eu, descontentes dos manuais de estudo obrigatórios no ensino dito “regular”, indo à biblioteca procurar livros da UAb sobre os temas de interesse; quantos visionavam os programas da UAb na TV, não por obrigação, mas por interesse, porque as “matérias” eram abordadas de forma compreensível e motivadora!
E quantos, dos que hoje querem mais formação, investindo em si e na feliz política de Aprendizagem ao Longo da Vida, não passaram já pelo site da Universidade Aberta, e descobriram um mundo de novas perspetivas e oportunidades?
Aprender é Viver, e podemos fazê-lo em qualquer lugar do mundo, uma vez que a plataforma de aprendizagem Moodle permite o acesso à informação/conhecimento, mas, acima de tudo, uma participação ativa dos “estudantes”, que podem interagir com colegas e professores, participar, num método colaborativo onde, qual “gansos”, a entreajuda é fundamental, enriquecedora – e gratificante, porque vemos todos a avançar, e o mundo, à nossa volta, a ficar mais sábio!
Como diz um colega de voo: “deem o corpo ao desassossego!  - apostem em vós, porque Aprender é Viver!

domingo, 20 de novembro de 2011

volátil

Hoje, é um daqueles dias em que o elixir n.º 2 era bem vindo, mas, atentas as últimas situações em que acreditei tê-lo, e podia usá-lo, e depois vi que havia evaporado, sem que o cheirasse (não foi por eu não ter tempo, acho que foi mesmo por ele ter sido produzido para não existir), habituei-me à ideia de que, elixires, só aqueles que a Perfumes & Cia. me promete com desconto… - Et voilá, j’aime l’Hypnôse; parfois parce que j’aime toujours cette couleur, mais le parfum, c’est l’éssentielle…

Será o cansaço?
Sim, de tanta coisa… De ti, sabes, sinto não a falta*, mas a tremenda loucura da incompreensão do porquê; de (outra) ti, a pena da leveza, dando significâncias erradas na maestria do usufruto de elixires plenos; de (mais outra) ti, a deserção do vínculo de reciprocidade, que me levou a quebrar a preocupação, por não ser merecida; de vocês… hum, apesar da breveza, esperava mais!; do mais próximo, a falta de não ter falta de afirmação…; dos simples, sinto a falta de humanidade…

Mas, sinto, hoje, a necessidade de mundo, num viver que já não há.

…e, *não sinto o que sinto, porque o sentir me foi retirado; vivo e não vivo, contagiada pelo zombismo de que sofres há tanto!


c’est moi…

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Educação em Portugal

Nós, portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso que tente fazer luzir as nossas cores!


Quando iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!

e-escolas? – Era bom, mas não assim.

Imaginem num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles, fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?

Salvo as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas? – Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… - para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!

Antes desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um professor!)

Mas, vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição… ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!

Não adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!

Todos sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR, equacionar, decidir como o estruturar.

Dar bases a todos – sim, tudo certo…

Adequar a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!

(Não me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade cultural? - é normal, habituem-se!)

O aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!

Idade? Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender; depois… há que SER – sempre mais e melhor!

Abram os olhos, pensem grande, pensem certo!

E… aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares, cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e… professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil formas…
 

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

amizadeod*

vislumbrei um amigo há pouco… e ele fugiu entre os bits do seu medo (certo, desta vez já não acredito que seja coincidência…)
Oooops, eu disse “amigo” – esqueci-me, peço perdão! – como uma amiga disse ontem, a seu propósito, e eu, tantas vezes, digo (não só de mim, como a mim): sou amiga de muitos, mas não espero que sejam meus amigos da mesma forma, não ouso pensá-lo…

mas este é especial – Oooops, “era”- senti amizade, e dei-lhe a amizade tamanho XXL, que não dou a qualquer um… - porque ele quis* (depois de merecer); e dei, também, uma atenção especial, num mau momento (estamos cá para os amigos!)…

Um dia (um desses dias), desapareceu!
e a história acabou…

um amigo que nos deixa, é sempre uma perca maior
se morre a carne, fica a memória
se morre a alma, não sabemos com que ficamos


*amizade on demand                                                                       nov, 13

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

><((((º>

Alguns dizem que é um provérbio chinês, outros que um filósofo do princípio da era D.C. o dizia; eu, analfabeta das escrituras como sou, achava que eram palavras de Jesus… talvez levada pela simbologia do peixe, que dizem ser a representação dele mesmo, Jesus, e também um subterfúgio para um desenho da cruz…

Mas porquê o peixe?
Todos se queixam à minha volta, eu própria tenho muito de que me queixar… e…
Porque não nos ajudamos a pescar?
Tudo bem, podemos dar um peixito, mas, não seria bom ensinar a pescar?

As pessoas querem pessoas, as relações com pessoas são necessárias, fundamentais à sobrevivência…
O toque é uma necessidade básica…
(tão básica que descobri o cúmulo da solidão: é quando já não enxotamos as moscas… porque só elas nos tocam!)
Institucionalmente as pessoas são enxovalhadas e, quanto muito, é-lhes atirado o peixe da subsidiodependência…
Socialmente são arremessadas ao precipício do isolamento…

Porque não ajudamos os outros?
Sabem… descobri há muito que isso me faz feliz…
Porque não ensinamos tudo o que sabemos?
É ótimo para o grupo em que estamos inseridos… é ótimo para a evolução do país, da espécie!
e… sabem que também sei, há muito, que a melhor forma de aprender, é ensinar aos outros?
Ensinem a pescar!
(e, se tiverem mesmo de dar o peixe, s.f.f. não o atirem à cara de quem precisa… pousem-no gentilmente nas suas mãos…)

><((((º>  Não dês (só) o peixe… ensina a pescar   <º))))><

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

...como vim aqui parar

Estou aqui há dois meses, dois meses apenas (queria postar, simbolicamente, na data certa, mas as voltas têm sido muitas, nesta coisa da vida… - talvez porque a gota de água que me fez despoletar a necessidade de libertar a alma, pingou de novo, após mais de um mês de seca agreste)...

Naquele dia falei com um amigo, já não sei qual de nós ligou, sei que a chamada estava com tantos problemas como os que ele tinha para completar a confissão de que havia feito uma estupidez contra sua própria natura… Porque ele foi daquelas poucas pessoas a quem eu dei amizade em tamanho maior, absoluta, imensurável - porque ele a quis, para além de a merecer (que não gosto de assustar as pessoas com a absolutalidade com que sou… espero a permissão), porque ele dela precisou, precisa, muitíssimo, absolutamente… - fiquei arrasada pela asneira que hesitava em confessar…

…a chamada caiu, e, poucos passos depois, encontro um recente amigo, com a profissão exata para me dar conselhos naquela hora, sobre a asneira do outro amigo; almoçámos juntos, ajudou-me…

Fiquei após o almoço, a tomar café com outra amiga e conhecidas, estava “piursa” com a vida, e “resfoleguei” que era naquele dia que ia ver como era isso de fazer um blog! Precisava de libertar tudo o que tinha preso, há tanto tempo… - a alma, pelos vistos!

Devo dizer que, embora tenha dado este endereço a alguns, e saber que outros o fizeram, continuo estupefacta com o ultrapassar de mil visitantes nestes dois meses… Tenho aberto a alma; tenho libertado pensamentos, tenho gritado alertas, tenho criticado momentos… Confesso: algumas coisas que me vão na alma ficam para mim… porque alguns de vós sabem quem está atrás das letras, porque o pudor da minha privacidade, que tanto me é importante, me cerceia a vontade de as soltar ao vento…

ainda me sobra muita alma…
sejam felizes, por favor
alma minha

(1050/2 meses ~ 17 por dia… mín=5, máx=43 por dia)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

naquele dia em que morri

naquele dia em que morri
não tive mãos estendidas
e de mim fugiu toda a vontade


eu sei
que a fúria que nos matou
só cai com a força que sós não temos

porquê?
porque estão os caminhos escuros?
não vês o sorriso que o meu rosto devia ter?

limpa a alma desse pó mau
que, há tanto, espalham à tua volta
depois, então,
a força e o sorriso

e, amigo,
não queiras não entender
que prova suprema de amizade
é não te ter dado o que mais temes
…e mais precisas

(porquê?
porque temes tanto?)

246

terça-feira, 1 de novembro de 2011

pausa

Por vezes, desisto das pessoas…
Nem que seja por um bocadinho, vejo-me forçada a fazê-lo…
É isso, ou cair para o lado, de tanta coisa agreste que nos cerca.
Sabem, isto de carregar o mundo às costas
Cansa!

Os feriados e o sexo

Eta! Lá vêm eles!
Depravados!
Não, não vou falar de sexo! Vou falar de género!

Hoje é (foi) feriado e, como sempre, as coisas foram diferentes (na generalidade) para homens e mulheres:

eles… viram um filme de ação com as patas em cima da mesinha da sala, jogaram uma jogatana naquela coisa que compraram com a desculpa que era p’ró puto, ou, na melhor das hipóteses (têm uns neuróniozinhos acima da cintura e) foram comprar aquela revista semanal, para verem na mesa do café (bem, se calhar, foi só o jornal desportivo!);

elas…ficaram contentes por terem mais um dia… puseram a máquina a lavar cedo, apanharam a roupa e o lixo pela casa fora, limparam, estenderam, passaram, adiantaram uns comes…tentaram despachar aquela tarefa familiar no pc, mas, pararam para ver da máquina, do almoço, para passar a camisa a ferro, para…

Estão a ver a diferença?
E será que, quando o fim de semana chegar, elas vão agradecer o feriado, ou de nada valeu?
(tou mêmo a ver os comentários machistas!)

Ai, a minha alma!