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terça-feira, 22 de agosto de 2017

eclipse

é nos momentos mais aflitos que testamos oráculos, atentamos a prenúncios e tentamos encontrar resposta iluminada para a escuridão onde nos sentimos afogar…
 
procurei uma resposta e saiu-me a carta perfeita para anunciar a luz
 
a pergunta, ensandwichada entre prozac e xanax, era se havia porta para um caminho e força para o passo – quando nem para rastejar sobrava energia.
 
veio.
 
cumpra-se!
 
quando não há luz ficamos cegos e os tropeços enrolam o tato, dificultando o encontrar dos caminhos.
 
de mãos dadas abrange-se mais terreno. mas…
esse medo contagioso de tocar o próximo deixa sós e cegos cada vez mais de nós.
 
apalpando – sem interruptores, mãos ou velas – busco o destapar do astro-rei, depois de um eclipse demorado demais.
 
e continuo a sorrir, no meio da sandwich e até ao avistar de apoio ao desmaio a que leva o esforço que essa máscara diária exige – é pesada a capa
e o super-herói tem voado baixinho
 
diz-me a carta que tudo vai correr bem, no que perguntei e em tudo o mais
 
respiro
crendo nas sortes e na sua aproximação ao merecimento…
 
cumpra-se!

domingo, 26 de outubro de 2014

afinal, merece a pena?




afinal, merece a pena? 
ouvi promessas, de uma era de aquário, de um caminho para a luz…
ouvi versões, de um deus antropomórfico de vestes brancas e barba longa (feito à nossa imagem e não nós à dele!), de uma reencarnação sucessiva, dizem uns por mérito, mas, a maioria, para aperfeiçoamento e subida a um céu ou corpo diferente em modos e melhor de comportamentos…
afinal, as versões são distâncias de verdade inreconhecida…

mas, afinal, então, para que serve esta ou outra vida?

não aceito,
não aceito que seja só um meio e não seja para viver,
não aceito que seja para sofrer, arrecadando créditos para um paraíso futuro,
que viemos para aprender, aperfeiçoar… mas…
e viver!?
eu não mereço não viver!
como podemos resignar-nos a um jogo de dor por conta de felicidade futura?

estas revoltas filosóficas para chegar à questão:
merece a pena?
As coisas estão mal,
o país está mal, o planeta está mal, a família, a cidade, tudo parece estar a correr mal neste plano mais ou menos divino...
...e, à minha volta, vejo alguns falar de como poder correr melhor, de causas de soluções, de união, de dar a mão e…
 ...depois, quando surgem os caminhos sem fim, as respostas de quem não quer lutar, ajudar, construir [porque já o fizeram esquecer, se é que alguma vez lembrou, o que é viver...] e, até, de quem não tem humildade para aceitar uma singela mão quando cai…
…desistem?
como vai ser, se todos vão desistindo?
o que resta a quem reste?

afinal, vale a pena?
digam lá, porque estou a perder a paciência!

                        


ps: e quero viver, mesmo que esta seja só uma das vidas e este só um dos corpos que envergarei! 

domingo, 27 de julho de 2014

ti ti ti ti ti ti ti

Olá, ...
Foi a ti que liguei,
quando estava desesperada por uma voz.
Exausta de muito, sôfrega de companhia.
Liguei, e fui estupidamente benévola em fazê-lo...
Afinal, ligas-me em pranto tantas vezes 
e despedes-me de falas com um depois ligo-te - seja trivialidade ou socorro que me leva a ligar-te...
E prometo, tantas vezes, que vou esquecer quem só me usa como ombro e já deixou de ser amigo-de-conversa-por-conversa e, muito menos, voz-de-ser-humano-que-acompanha... mas, lembro-me das conversas do tempo em que nos conhecemos e recomeçámos vidas de esperança... Do acreditar nas pessoas, do dar sempre uma oportunidade aos amigos...
É estranho... tão estranho que, quando me ligas em pranto, por não teres mais em quem confiar e com quem falar, já nem te oiço com mais que compaixão.
Felicidades...
...e vou continuar a procurar Pessoas...
...elas devem existir...
...eu é que ainda não encontrei o caminho...
Talvez faça um manual de comportamento, para guiar os que querem ser humanos e não sabem o caminho...
...é como a condução... ...não basta ter carro e saber conduzir... ... também há regras de comunidade a seguir, ou chocam a cada manobra... ...também há vias certas...

sexta-feira, 25 de abril de 2014

9000

esta coisa dos números redondos...
tentei, há uns dias, "apanhar" o 8888 - porque a sensação de infinito era sublime! mas, não consegui e, hoje, chego aqui e... dou com o 9000...

segunda-feira, 21 de abril de 2014

27


Foi há pouco mais de dois anos e meio que me iniciei nisto dos blogs. Precisava, mesmo, de libertar a alma, nesse dia - à hora de almoço, prometi que ia abrir um blog - e foi o que fiz essa noite!
Neste momento, tenho três blogs - com finalidades diversas e, certamente, visualizados por pessoas diferentes. Acabo de contabilizar cerca de 27 mil visualizações (27 207) - e isso é tão estranho... Ser lida... É verdade que estamos na rede e que os meus outros blogs são mais informativos e específicos, mas, aqui, o objetivo era libertar o meu desejo de escrever, que, no fundo, é uma necessidade intrínseca (que, infelizmente, continuo a praticar de menos), e talvez tenha de encarar essa coisa dos 'leitores' como o alcance de mensagens que espero serem úteis no crescimento de outras almas...
Este pseudo-pseudónimo que uso é o espelho do que transmito (ainda que os gritos que liberto sejam tão diversos e desconexos como prometi, logo no começo) - o que a minha alma precisa dizer, aqui e ali, quando precisa, por já não caber dentro do meu corpo... esse invólucro que me moldam e que ainda não controlo, apesar de múltiplas tentativas... lá chegarei, e chegarei antes de subir a outro corpo, que mais espiritual seja, pois quero viver esta vida, com todos os condicionalismos que nos traga...
Sinto tanta falta de escrever, ainda...
Mais a falta de soltar as palavras-pensamento, sem preocupações de nexo, mais o que outros chamam poesia e é isso, apenas, pensamento. Serão poetas todos os que gostam de palavras-pensamento?
Porque uso este nome e não o que está nos mil documentos que me autorizam a (sobre)viver? 
Não sabem a resposta? 
Alguns conhecem-me de outros mundos e... 
...só quero que quem aqui me leia, leia o que aqui se lê de olhos limpos, sem ideias pré-feitas sobre quem eu possa ser... Assim, lerão a mensagem, em vez de tecerem considerações sobre a pessoa que pensam que sou. Lerão livres das grilhetas que puseram no meu ser. Ler-me-ão como nunca leriam se tivessem as palas do condicionamento que nem sentem e os leva a criticar tudo e todos. 
E depois, então, como já vos disse, lerão a vossa mensagem no que escrevo - porque cada um lê a sua e até eu, que escrevo aqui, leio algo novo de cada vez que me possa aqui chegar a estes pensamentos... alguns mais ligeiros, outros mais do fundo da minh'alma.
Verão muitos "erros", certamente... Quase tudo o que aqui escrevo é escrito direta e imediatamente, sem filtro, sem a inútil e cerceadora preocupação da perfeição...
sejam felizes
alma minha

domingo, 9 de março de 2014

Eros ou Agape?



Não sei.
Revejo os amares que escrevi há um tempo atrás e, reafirmo ou reformulo? – Sim, há a força do sentir, mas, o sentir pode enganar-se?
Diria que sim, diria que não.
Os gregos achavam que Eros é fútil ou efémero demais, mas intenso e Agape implica escolha e compromisso, mas não tem paixão…
Essa paixão não pode ser, também, o toque de almas certas? Ou tem de ser só o reflexo de patologias descritas pelos teóricos dos erros de amar?*
Li, finalmente, um desses livros com um título que me fazia fugir a mil pés e que etiqueta* os erros de amar das mulheres… É simplista, simplista demais, digo já sem chegar a meio… É certo que o nosso percurso de vida afeta o comportamento, é ele que o molda, mas… para além dos erros que cometemos, sujeitando-nos a relações (amorosas ou não) pouco saudáveis, nada mais existe?
Afinal, fomos moldados em formas talhadas, apertadas, erradas e, depois, se nos soltamos das formas, podemos ficar qual chinesinha sem pés que apoiem o andar… Mas, há quem se solte, cresça e seja pessoa, que ser só gente cansa! Há quem seja mais do que dele fizeram e se construa…
Depois, o destino… - chamamos-lhe isso… - nada mais existe que a Física da atração de corpos e a Química da atração de sentidos? Ou estamos destinados? Há pares pré-feitos, relações sublimes e perfeitas? – É que se não há, mais vale tirarmos todos o cavalinho da chuva e implantar muito Erotismo no Agape que escolhemos!

Eros e Agape!

*a autora do livro que menciono “Especializou-se no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso” – isso diz tudo…