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domingo, 3 de agosto de 2014

DAHeta

Sempre que  tenho oportunidade, procuro alimentos saudáveis e, muitas vezes, reconhecidos como tendo algum efeito terapêutico, pois detesto tomar medicamentos processados e, havendo alternativa mais saudável para curar uma gripe, facilitar a digestão, ou tratar qualquer maleita, tento encontrá-la e experimentar novos sabores, também.
Confesso que não me lembro se já alguma vez tinha adquirido gengibre au naturel... cheguei a ter daquele em pó/frasquinho, mas não usei para mais que temperar o puré de batata!
Como ontem comprei um belo pedaço, fui procurar dicas de consumo e...
Dieta disto, dieta daquilo, emagrecer trá-lá-lá..................UFFFFFFFFFFFF, parece que não há mais no mundo que o e-ma-gre-cer! E, convenhamos, a vida faz-nos engordar de maus hábitos e maus produtos alimentares, nomeadamente as supostas fontes de proteínas engordadas-à-pressa e nada saudáveis (fora o facto de que comer mamíferos me repugna profundamente!) - e é para fugir ao mau-comer que procuro produtos naturais para introduzir nos meus hábitos, mas, pelos vistos, só é divulgado algo de "novo" das antiguidades naturais-alimentares para se criar mercado da indústria de emagrecimento! E a consequência é, geralmente, um preço absurdo numa qualquer baga ou raiz, que os nossos avós-agricultores deixaram de produzir por falta de mercado ou nunca chegou à nossa terra, por desconhecimento das suas propriedades alimentares e, eventualmente, terapêuticas...
Agora, pagamos demais e levamos com a propaganda-de-dieta!
A consequência secundária desta atitude-comercial é a criação, em paralelo com os gordos-da-civilização-consumista, do grupos dos (geralmente das) magras-que-até-agonia-de-susto!
Safa! Daqui a pouco vou ralar o meu gengibrezinho, porque me apetece e porque até tenho um dó-dói que quero ver se melhora...



domingo, 27 de julho de 2014

ti ti ti ti ti ti ti

Olá, ...
Foi a ti que liguei,
quando estava desesperada por uma voz.
Exausta de muito, sôfrega de companhia.
Liguei, e fui estupidamente benévola em fazê-lo...
Afinal, ligas-me em pranto tantas vezes 
e despedes-me de falas com um depois ligo-te - seja trivialidade ou socorro que me leva a ligar-te...
E prometo, tantas vezes, que vou esquecer quem só me usa como ombro e já deixou de ser amigo-de-conversa-por-conversa e, muito menos, voz-de-ser-humano-que-acompanha... mas, lembro-me das conversas do tempo em que nos conhecemos e recomeçámos vidas de esperança... Do acreditar nas pessoas, do dar sempre uma oportunidade aos amigos...
É estranho... tão estranho que, quando me ligas em pranto, por não teres mais em quem confiar e com quem falar, já nem te oiço com mais que compaixão.
Felicidades...
...e vou continuar a procurar Pessoas...
...elas devem existir...
...eu é que ainda não encontrei o caminho...
Talvez faça um manual de comportamento, para guiar os que querem ser humanos e não sabem o caminho...
...é como a condução... ...não basta ter carro e saber conduzir... ... também há regras de comunidade a seguir, ou chocam a cada manobra... ...também há vias certas...

Manifesto (0)

 
ninguém 
pode dizer 
que não deu por isso...  
             Estão a matar Portugal.
E pergunto eu, 
já meio demente:  
                                                          vamos deixar?

domingo, 13 de abril de 2014

telegrama

Quando eu era pequena, há um molho de anos, as mensagens importantes eram enviadas por telegrama.
Comunicava-se um nascimento, uma morte e pouco mais faziam os cidadãos normais sem grandes recursos financeiros.

A coisa funcionava assim: ia-se aos correios* e escrevia-se a mensagem num impresso – como era pago à palavra, as mensagens eram encurtadas, por vezes até à incompreensão! – ou ditava-se à menina dos correios que, lá dava uns bitaites e, como devem calcular, era a fonte mais bem informada de cada terrinha. No fim de cada frase, escrevia-se ‘stop’, pois não se usava pontuação, como se os tempos do telégrafo se tivessem mantido até final do século XX!

No fundo, para os mais novinhos, podem ter a experiência: experimentem mandar um FAX numa estação de correios – é uma anedota monumental! Até há uns anos, em vez de irmos aos correios, podíamos ir aos CTT-dos-telefones, que eram no mesmo edifício, geralmente, e enfiar uma folha numa telecopiadora (o que chamávamos FAX, o aparelho) e enviar e pagávamos o tempo de chamada usado (quanto mais folhas, mais tempo demorava e mais caro era). Mas…………………… os ‘correios’ entendem que, nem que seja para mandar a fatura da compra do carro ao contabilista (que até temos na pasta e estamos fora de portas e ao lado dos CTT…) temos de preeeeeeeeeeencher um impresso, que é a folha de rosto e tem de ser e, para além de pagar mais (e há um valor mínimo a pagar!!!), AINDA temos de perder tempo a escrever a coisinha!

Ora, pôooooooooooooooo…

 
Isto tudo
para dizer
que,
às vezes,
o mais simples é dizer direto, simples, verdadeiro

amo-te stop
(por exemplo ; ( : ))

 
(*depois passou a poder fazer-se por telefone)

14 de abril - Dia do café!

Quase todos bebemos o cafezinho e relevamos esta coisa o dia do café...
Confesso que ouvi isso hoje e nem sabia (ou lembrava...) que havia um dia dele!

É difícil passar sem ele, apesar de não me encharcar no dito e, confesso, caro Rui, que dou voltas para achar o teu material!

A história dos sanhôres jurnalistas é de que bebemos menos café que a malta do norte - ora, lá está mais frio e bebem mais bebidas quentes e nós, também trouxemos o chá para estas bandas, estamos divididos...

Ora, bebam lá um café!
 (esse aí está muito cheio para mim...)

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

mentes brilhantes

Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,
um grande génio ganha descrédito,
um génio ainda maior ganha desprezo;
um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit

Nunca entendi essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender, sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho é que se pretende, neste país…
Já nos meus tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores, lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente, erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes, pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área, então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois a sociedade somos todos nós.)
Se perder qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los para um outro país, apenas porque sabem pensar?
 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

chá-macho!

...para mim é um chá,
pode ser de camomila

Nem olhei, na pressa da manhã mal-acordada, mas, a ousadia do pedido, num café-macho como aquele, deixou-me pensante. Parecia aqueles filmes em que o cowboy pedia leitinho no saloon...
E (ainda) é verdade: aos homens é vedado o direito a muitas coisas, porque... "não é de homem" - dizem os estereótipos de género - como se ser homem fosse apenas o cliché da bebida "forte", do jornal-da-bola e, quanto muito, mais do que isso, só pudesse a conversa e vida desviar-se para um qualquer rabo ou par de mamas.
Eu cá bebi café, precisava acordar.

imagem de: http://www.glamourmagazine.co.uk

domingo, 2 de fevereiro de 2014

educação, sociedade, civismo

é, titulei este post de acordo com as tags no rodapé... 

...mas poderia também considerar isto um índice
para medir humanidade, capacidades sociais, empatia... 

quando espirro,
se estou no trabalho,
a maioria das vezes, o silêncio continua... 

quando espirro,
se estou em casa,
o meu gato vem, de onde quer que esteja,
e faz-me um miau preocupado,
como se me perguntasse se estou bem. 

I rest my case!