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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quando a luz promete iluminar-nos

hoje lancei três cartas para saber do meu caminho…
(acho que a febre me dificulta ver além do nevoeiro)

de um projeto pessoal, pedi esclarecimento do mais próximo
saiu o carro:
o triunfo nas minhas mãos e o limpar olhos para bem ver os que me rodeiam – lembrando-me que há quem veja em mim todos os bons valores, vontades e poderes; que os que entre si resfolegam têm de ser controlados a bem de valores maiores; que tenho de controlar a minha vida!

de progresso num objetivo profissional, outro
saiu a roda da fortuna:
lembrando-me de tomar rédeas nos meus projetos!

de um elixir básico de suporte de vida, o terceiro
o SOL mostrou-se em todo o seu esplendor!

Não há sombras, haverá alegrias!

e… como AINDA duvidada,
lancei uma carta a questionar do sucesso do meu projeto pessoal…

e sai o MUNDO! o símbolo máximo do sucesso.
 
 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

eclipse

é nos momentos mais aflitos que testamos oráculos, atentamos a prenúncios e tentamos encontrar resposta iluminada para a escuridão onde nos sentimos afogar…
 
procurei uma resposta e saiu-me a carta perfeita para anunciar a luz
 
a pergunta, ensandwichada entre prozac e xanax, era se havia porta para um caminho e força para o passo – quando nem para rastejar sobrava energia.
 
veio.
 
cumpra-se!
 
quando não há luz ficamos cegos e os tropeços enrolam o tato, dificultando o encontrar dos caminhos.
 
de mãos dadas abrange-se mais terreno. mas…
esse medo contagioso de tocar o próximo deixa sós e cegos cada vez mais de nós.
 
apalpando – sem interruptores, mãos ou velas – busco o destapar do astro-rei, depois de um eclipse demorado demais.
 
e continuo a sorrir, no meio da sandwich e até ao avistar de apoio ao desmaio a que leva o esforço que essa máscara diária exige – é pesada a capa
e o super-herói tem voado baixinho
 
diz-me a carta que tudo vai correr bem, no que perguntei e em tudo o mais
 
respiro
crendo nas sortes e na sua aproximação ao merecimento…
 
cumpra-se!

sábado, 16 de abril de 2016

muro da felicidade

O que é, para ti, ser feliz?
 
Partilha a receita no muro da felicidade!
 
http://padlet.com/wall/qitqefx8hcyz
 
(clica na imagem para escreveres)
(podes participar anonimamente, assinar ou usar o teu perfil no padlet;
cada um poderá editar os seus contributos)

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

agarrem a beleza

meia dúzia de rabiscos
podem ser belos

simplesmente
interessa a assinatura?
é mais belo por isso?
a imagem?
a mensagem?

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

(estava a) ler

Estou a ler
porque gosto de ler,
porque ler é uma aventura,
porque ler é saber mais...
mesmo que o ler seja pouco,
mesmo que o ler seja esporádico,
mesmo que o ler seja interrupto...
mesmo que o ler seja inacabado...
estou a ler
porque gosto,
estou a ler
porque anseio
saber
aprender
conhecer
apreender...
estou a ler
quando posso,
estou a ler
porque quero,
quero sempre - 
espero poder cada vez mais,
espero fazer o tempo
chegar de novo
ao poder ler
sem que o tempo me cobre
a realização do gosto...
Ler é conhecer,
relacionar,
cruzar,
coordenar,
pensar e
poder, depois, 
escrever,
esquematizar,
idealizar,
imaginar, 
chegar,
atingir,
conhecer
...saber...

(...escrito já não sei quando...)
imagem adaptada de: www.swiss-solutions.ro

sábado, 13 de dezembro de 2014

5 ovos

Há umas horas, em conversa com uma colega, comentávamos o exibicionismo de uma "oferta" de bens essenciais feita perto de nós - com pompa e circunstância, exibindo as carências da "beneficiária" e "exigindo" um agradecimento à prole-de-"dadores" em filinha... 

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2871737/What-difference-week-makes-Cop-let-starving-mother-caught-stealing-eggs-just-hug-delivers-two-truckloads-food-feed-family-Christmas.htmlAliás, filinha sorridente que incluía as pessoas que, ao ser informadas que se pensava fazer um avio solidário, responderam violentamente que "não estavam para isso", que "não podiam andar a ajudar toda a gente"...
A ideia foi assim: cada um dava o que pudesse (tentando selecionar bens alimentares, entre todos) para provir o essencial, para ajudar uma colega com dificuldade em dar de comer à família... Confesso, jamais pensei que a ação se transformasse no espetáculo que foi e que só não foi mais aberrante pela simplicidade extrema e personalidade subserviente da colega que, felizmente, parece não ter sentido humilhação...
Lembrei, agora, por ver a notícia do roubo dos cinco ovos e a forma humana como um agente policial a resolveu... (cliquem na foto, para ver mais imagens e vídeo, assim como artigo no dailymail online).
Todos nós, por mais pobres que sejamos, podemos dar meia dúzia de ovos, um pacotinho de massinhas, uma embalagem de bolachas... ou um abraço, a quem precisa! E, um pequeno grupo (colegas de trabalho, vizinhos,...) pode fazer as lágrimas de alguém passarem de sofrimento a alegria e alívio. [com recato, por favor]
Não costumo dar alimentos para grandes IPSS, precisamente pelo "grandes", pela impessoalidade* desses sistemas e por saber que, tal como a colega que procurámos ajudar numa situação de crise, quem precisa não tem ajuda, neste país, sem apresentar primeiro um rol de documentos, que implicam deslocações, gastos, faltas ao precário trabalho que se tenha, para usufruir de... ajuda. É o sistema: precisa? então morra para provar que tem fome - depois ajudamos*.
Isto aplica-se a qualquer "benefício" (quem inventou que se aplicava este termo devia estar bêbado, cof, alcoolizadinho ou sofrer de handicap social idêntico ao das tias que fazem "voluntariado" cego-de-vida-real), seja "subsídio", bolsa-de-estudo ou outras coisas que tais.
(*)Compreendo as necessidades de regulação, o evitar de abusos, mas, há por aí muita gente de mão estendida a usufruir de apoios, gastando depois em luxos descarados como tabaco, canal desportivo, cabeleireiro, (quando não mais escandalosos, ainda)... enquanto outros não têm como provar que precisam e, efetivamente, estão desesperados, sem um ovo para dar aos filhos! Há uma coisa que se chama "bom senso". E a impessoalidade será boa, apenas se evitar humilhações ou que cada pão dado seja cobrado em desprezo... - Contudo... sei quanta arrogância pode estar no trato de uma assistente-socialzinha-que-só-se-borra-de-medo-de-etnias-ameaçadoras e trata "todo" o resto como desperdício humano!...
Quanto ao exibicionismo... poder-se-á dizer que o polícia da foto viu o seu ato publicitado e a situação exibida, mas, acho que (embora preferisse que a senhora não fosse identificada) o que passa a história é que já não estamos no tempo de Dumas, e não se prende alguém por roubar pão para a boca!

Le voleur avait jeté le pain, mais il avait encore le bras ensanglanté.

domingo, 24 de agosto de 2014

O tempo




Se, ainda, não tenho 50,
não creio que a vida acabe tão cedo,
e há, sempre, forma de melhorar a vida a que nos habituámos,
tornando mais a que queremos, mesmo!

domingo, 1 de junho de 2014

always

o maravilhoso mundo em que vivemos


Quem disse que o mundo não é maravilhoso?

São tantos os tesouros que já nem vemos, na correria do dia-a-dia!
custa,
esta coisa de só olharmos as desgraças por aí...
não paramos para olhar as maravilhas que nos rodeiam...
Trago imagens de Steve Axford e o convite de que vão espreitar mais, para deliciar os olhos e acalmar a alma.

São imagens fantásticas! (Neste caso as de cogumelos, mas encontram outras nos links acima.)

quinta-feira, 15 de maio de 2014

batismo de voo


Hoje, aprenderam a voar...
São quatro - lindos, rolicinhos - um mais afoito, os outros mais a medo, vão dando saltinhos e voando um pouco...
...amanhã, não sei se ainda estarão por cá...
E só hoje entendi onde estava o ninho, pois os pais, apesar de me olharem, por vezes a um metro, com comida no bico, não seguiam caminho sem que eu me afastasse!
Ainda trouxeram comida, hoje, mostrando-a como incentivo, de um lugar mais acima.
Os meninos estão crescidos, de penas fofas, que lhes dão quase o tamanho dos pais.
São maravilhosas, as viúvas que me dão essa grandiosa dádiva de fazer ninho no meu cantinho florido!
De penas negras, brilhantes, e caudas vermelhas.
Foi o momento feliz do dia, à chegada a casa, vê-los todos, a saltitar e a voar mais longe...

segunda-feira, 21 de abril de 2014

27


Foi há pouco mais de dois anos e meio que me iniciei nisto dos blogs. Precisava, mesmo, de libertar a alma, nesse dia - à hora de almoço, prometi que ia abrir um blog - e foi o que fiz essa noite!
Neste momento, tenho três blogs - com finalidades diversas e, certamente, visualizados por pessoas diferentes. Acabo de contabilizar cerca de 27 mil visualizações (27 207) - e isso é tão estranho... Ser lida... É verdade que estamos na rede e que os meus outros blogs são mais informativos e específicos, mas, aqui, o objetivo era libertar o meu desejo de escrever, que, no fundo, é uma necessidade intrínseca (que, infelizmente, continuo a praticar de menos), e talvez tenha de encarar essa coisa dos 'leitores' como o alcance de mensagens que espero serem úteis no crescimento de outras almas...
Este pseudo-pseudónimo que uso é o espelho do que transmito (ainda que os gritos que liberto sejam tão diversos e desconexos como prometi, logo no começo) - o que a minha alma precisa dizer, aqui e ali, quando precisa, por já não caber dentro do meu corpo... esse invólucro que me moldam e que ainda não controlo, apesar de múltiplas tentativas... lá chegarei, e chegarei antes de subir a outro corpo, que mais espiritual seja, pois quero viver esta vida, com todos os condicionalismos que nos traga...
Sinto tanta falta de escrever, ainda...
Mais a falta de soltar as palavras-pensamento, sem preocupações de nexo, mais o que outros chamam poesia e é isso, apenas, pensamento. Serão poetas todos os que gostam de palavras-pensamento?
Porque uso este nome e não o que está nos mil documentos que me autorizam a (sobre)viver? 
Não sabem a resposta? 
Alguns conhecem-me de outros mundos e... 
...só quero que quem aqui me leia, leia o que aqui se lê de olhos limpos, sem ideias pré-feitas sobre quem eu possa ser... Assim, lerão a mensagem, em vez de tecerem considerações sobre a pessoa que pensam que sou. Lerão livres das grilhetas que puseram no meu ser. Ler-me-ão como nunca leriam se tivessem as palas do condicionamento que nem sentem e os leva a criticar tudo e todos. 
E depois, então, como já vos disse, lerão a vossa mensagem no que escrevo - porque cada um lê a sua e até eu, que escrevo aqui, leio algo novo de cada vez que me possa aqui chegar a estes pensamentos... alguns mais ligeiros, outros mais do fundo da minh'alma.
Verão muitos "erros", certamente... Quase tudo o que aqui escrevo é escrito direta e imediatamente, sem filtro, sem a inútil e cerceadora preocupação da perfeição...
sejam felizes
alma minha

sábado, 29 de março de 2014

estranha é a vida


estranha é a vida
em que o mais sábio não sabe
o mais lúcido não vê
o mais expedito não alcança…
 
estranha, é certo
por não nos dar
o que temos de conquistar…

estranha é a vida
porque mil vezes ouvimos
o que só no tempo certo
conseguimos entender

certo é o tempo
em que paramos de correr
e escutamos

estranho é correr
tropeçar vezes sem conta
porque andar fez-se segredo
que só eleitos reconquistam

estranha é a vida
quando o caminho é de pedras
e não há artesãos de castelos