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segunda-feira, 21 de abril de 2014

27


Foi há pouco mais de dois anos e meio que me iniciei nisto dos blogs. Precisava, mesmo, de libertar a alma, nesse dia - à hora de almoço, prometi que ia abrir um blog - e foi o que fiz essa noite!
Neste momento, tenho três blogs - com finalidades diversas e, certamente, visualizados por pessoas diferentes. Acabo de contabilizar cerca de 27 mil visualizações (27 207) - e isso é tão estranho... Ser lida... É verdade que estamos na rede e que os meus outros blogs são mais informativos e específicos, mas, aqui, o objetivo era libertar o meu desejo de escrever, que, no fundo, é uma necessidade intrínseca (que, infelizmente, continuo a praticar de menos), e talvez tenha de encarar essa coisa dos 'leitores' como o alcance de mensagens que espero serem úteis no crescimento de outras almas...
Este pseudo-pseudónimo que uso é o espelho do que transmito (ainda que os gritos que liberto sejam tão diversos e desconexos como prometi, logo no começo) - o que a minha alma precisa dizer, aqui e ali, quando precisa, por já não caber dentro do meu corpo... esse invólucro que me moldam e que ainda não controlo, apesar de múltiplas tentativas... lá chegarei, e chegarei antes de subir a outro corpo, que mais espiritual seja, pois quero viver esta vida, com todos os condicionalismos que nos traga...
Sinto tanta falta de escrever, ainda...
Mais a falta de soltar as palavras-pensamento, sem preocupações de nexo, mais o que outros chamam poesia e é isso, apenas, pensamento. Serão poetas todos os que gostam de palavras-pensamento?
Porque uso este nome e não o que está nos mil documentos que me autorizam a (sobre)viver? 
Não sabem a resposta? 
Alguns conhecem-me de outros mundos e... 
...só quero que quem aqui me leia, leia o que aqui se lê de olhos limpos, sem ideias pré-feitas sobre quem eu possa ser... Assim, lerão a mensagem, em vez de tecerem considerações sobre a pessoa que pensam que sou. Lerão livres das grilhetas que puseram no meu ser. Ler-me-ão como nunca leriam se tivessem as palas do condicionamento que nem sentem e os leva a criticar tudo e todos. 
E depois, então, como já vos disse, lerão a vossa mensagem no que escrevo - porque cada um lê a sua e até eu, que escrevo aqui, leio algo novo de cada vez que me possa aqui chegar a estes pensamentos... alguns mais ligeiros, outros mais do fundo da minh'alma.
Verão muitos "erros", certamente... Quase tudo o que aqui escrevo é escrito direta e imediatamente, sem filtro, sem a inútil e cerceadora preocupação da perfeição...
sejam felizes
alma minha

domingo, 13 de abril de 2014

37


trinta e sete cêntimos de caca*

Não que a “obrigação” me prenda, mas, acho simpático telefonar aos familiares que fazem anos… mas, ligar e, ainda que a chamada não se prolongue, ao fim de um minutozeco já me estar a repetir, e o aniversariante também, em frases da treta… é triste!
E, então, penso nesse hábito social da simpatia… mas, porque raio me dá para ser simpática para com quem nunca passa da conversa de circunstância comigo?
bardamerda, já dizia uma familiar muito querida, a quem não posso telefonar e não sei se me ‘ouve’ no plano em que está destas vidas…
» gastemos a energia no que / em quem importa!
» ignoremos os laços de sangue – não podem ser mandativos!
» demos oportunidade aos que se cruzam connosco e, verdadeiramente, queiram ser nossos interlocutores nesta vida!
* a mísera duração de um telefonema para alguém que não vejo há muito…

sábado, 5 de abril de 2014

sábado, 29 de março de 2014

estranha é a vida


estranha é a vida
em que o mais sábio não sabe
o mais lúcido não vê
o mais expedito não alcança…
 
estranha, é certo
por não nos dar
o que temos de conquistar…

estranha é a vida
porque mil vezes ouvimos
o que só no tempo certo
conseguimos entender

certo é o tempo
em que paramos de correr
e escutamos

estranho é correr
tropeçar vezes sem conta
porque andar fez-se segredo
que só eleitos reconquistam

estranha é a vida
quando o caminho é de pedras
e não há artesãos de castelos

domingo, 9 de março de 2014

Eros ou Agape?



Não sei.
Revejo os amares que escrevi há um tempo atrás e, reafirmo ou reformulo? – Sim, há a força do sentir, mas, o sentir pode enganar-se?
Diria que sim, diria que não.
Os gregos achavam que Eros é fútil ou efémero demais, mas intenso e Agape implica escolha e compromisso, mas não tem paixão…
Essa paixão não pode ser, também, o toque de almas certas? Ou tem de ser só o reflexo de patologias descritas pelos teóricos dos erros de amar?*
Li, finalmente, um desses livros com um título que me fazia fugir a mil pés e que etiqueta* os erros de amar das mulheres… É simplista, simplista demais, digo já sem chegar a meio… É certo que o nosso percurso de vida afeta o comportamento, é ele que o molda, mas… para além dos erros que cometemos, sujeitando-nos a relações (amorosas ou não) pouco saudáveis, nada mais existe?
Afinal, fomos moldados em formas talhadas, apertadas, erradas e, depois, se nos soltamos das formas, podemos ficar qual chinesinha sem pés que apoiem o andar… Mas, há quem se solte, cresça e seja pessoa, que ser só gente cansa! Há quem seja mais do que dele fizeram e se construa…
Depois, o destino… - chamamos-lhe isso… - nada mais existe que a Física da atração de corpos e a Química da atração de sentidos? Ou estamos destinados? Há pares pré-feitos, relações sublimes e perfeitas? – É que se não há, mais vale tirarmos todos o cavalinho da chuva e implantar muito Erotismo no Agape que escolhemos!

Eros e Agape!

*a autora do livro que menciono “Especializou-se no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso” – isso diz tudo…