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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O ruído dos incompetentes

Há uns dias falava com uma amiga que me contava uma versão de uma história que, tristemente, conheço… :  Resolveu aprender mais, está a estudar, e é sistematicamente pressionada a não o fazer. É só mais um de muitos episódios dessa saga nacional.

(Só) Evoluímos enquanto sociedade (humanidade, país, concelho, empresa,…) se cultivarmos o conhecimento, o aperfeiçoamento de cada um de nós – isso é que vai enriquecer o todo. Contudo, neste país parece ser crime querer aprender mais.

Não sei como deixamos que sejam incompetentes a progredir e a arrasar a vida dos que procuram ganhar mais competências!

Não duvido que é a incompetência e insegurança de miseráveis pobres de espírito, sem capacidades sociais e humanas (mas com “esperteza”, que os faz fazer vingar essa última palavra dos Lusíadas*) que provoca estas atitudes.

Mas, em instância final, somos todos que perdemos!
 
As penas para quem quer estudar vão do “mal olhar” o usufruto de dias legalmente concedidos para formação (míseros!) à marcação de reuniões e trabalhos “inadiáveis” em dias que foram previamente marcados para estudo ou provas de avaliação. Tudo isto com atitudes de exclusão e de cerceio da evolução profissional. Muitos deixam de poder executar trabalhos que executavam anteriormente, pois o medo de que possam ser considerados competentes aflige os colegas de trabalho – sendo excluídos exatamente por serem os mais bem preparados para a função!

Na verdade, os mais incompetentes são os chefes/diretores/dirigentes que, devendo impedir o bullying contra qualquer funcionário, ainda se juntam aos bullies. Se fossem competentes, não o fariam!

Uma conhecida dizia-me que os dirigentes escolhiam “burros” para chefias intermédias, para que não pudessem fazer-lhes sombra… É estranho… referia-se a autarcas eleitos e, para além do conceito de político (aquele que trabalha para o bem da polis!), serão eles a mostrar menos obra feita se rodeados de incompetentes… E são eles e outras chefias os culpados pelo perpetuar desta pequenez de espírito.
 
Um apontamento: a amiga lá do primeiro parágrafo, como muitas pessoas que, felizmente, conheço, "estudam" por amor ao conhecimento e não para usar o "canudo" como escada...

 

*bem, já todos devem saber que é INVEJA!

domingo, 15 de janeiro de 2017

suicídio assistido

"faltou às aulas, porque é estúpida!...
foi para o hospital...
tomou sete comprimidos para dormir...
e mais... o que apanhou..."
Ouvir isto a uma jovem adolescente, em conversa de fim do dia com a mãe, que perguntava se a colega que estava a faltar à escola estava melhor (em semana de reunião de pais, em que vão sabendo destes pormenores...) é...

Triste!

As adolescentezinhas não pararam para pensar que a colega precisará de ajuda e que a sua atitude conta, enquanto pessoas que com ela convivem.

Numa situação em que deviam ser solidárias, adotam uma posição de bullies, que nem sequer reconhecem e que contribuirá para agravar os problemas da "suicida".

Assistem.

Criticam achincalhando.

Alguém terá procurado ajudar?

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Como podes ter uma vida feliz?


Quando um livro para maiores de sete anos nos explica as coisas da vida...

O que é a vida? é o nome de um livro maravilhoso de Oscar Brenifier com ilustrações de Jérôme Ruillier, publicado pela Dinalivro e que faz parte da coleção "Filosofia para crianças".

Escolhi esta ilustração pela caricatura que representa para nós, adultos - mas o livro é uma delícia e aconselho a leitura a todos. Para os que têm prendas atrasadas para a quadra natalícia é uma sugestão!

Esta coleção traz interrogações e leva as crianças e jovens* a pensar sobre muitas temáticas fundamentais.

* e não só :D



Não resisto a partilhar mais umas páginas, 

mas deixo a nota de que os livros têm várias perspetivas de cada questão!


domingo, 8 de março de 2015

...o importante vai ficando invísivel aos olhos?

A minha família é como as outras, o lugar onde moro, trabalho, convivo, é como o dos outros - igual ou diferente, a cada pormenor, mas com condicionalismos globais semelhantes... Afinal, vi os mesmos programas televisivos que os outros, tive curriculum escolar igual e tive pais, vizinhos, professores, colegas, amigos que eram uns pensadores de coração outros mais moldados por exemplos de exclusão. 
Sempre achei "normal" a "diferença".
Como todos (?) temo ferir suscetibilidades quando me deparo com algum tipo de deficiência com alguma pessoa com deficiência e não sei se devo oferecer ajuda e qual...
Se me parece que alguém tem dificuldades, opto por lhe dizer, discretamente, que diga se precisar de algo. Se não percebo a forma como fala, digo-lhe exatamente isso: que estou com dificuldade em entendê-la e peço que tenha paciência comigo e tente explicar-me melhor/de novo.
No início dos meus tempos, os "aleijadinhos" ou "maluquinhos" ficavam em casa, escondidos; depois, tiveram direito a "instituições" crescentemente mais educativas, mas vi muito surdo passar por "atrasado mental" (termo usado, sempre, de forma pouco própria e que ficou enraizado no nosso léxico - eu própria o uso como insulto, escapa..., faz parte da língua que aprendi...), muitos e muitos com paralisia cerebral ficarem esquecidos como vegetais...

Este vídeo mostra o resultado de uma vida de coração fechado, de premissas erradas, de atitudes que vão doer nos corações de quem sente e é pessoa...
e...
bem-aventurados os pobres de espírito,
que terão um reino reservado (onde, certamente, as deficiências/diferenças existirão).
Será pobre o espírito que nem vê o mal nos olhos alheios?
Será pobre o espírito que já não vê o importante de cada um de nós?
.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Disney world promove pedofilia


O lado negro 
do maravilhoso mundo Disney?

Todas as manhãs o oiço
e fico chocadíssima!:

viaje até ao Disney World,
"as crianças são grátis"

sim, é esse o mote da publicidade a viagens ao mundo Disney, que passa na rádio (comercial).

:( eduquem-se, por favor!

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Olá, Heloísa :)


 
Sabes, Heloísa, ainda não entendo porque não é absolutamente normal tu teres direito a ser pessoa...
Diferente?
Ora bolas, claro!
Não somos todos diferentes?
 
http://porqueheloisa.blogspot.com.br/


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

mentes brilhantes

Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,
um grande génio ganha descrédito,
um génio ainda maior ganha desprezo;
um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit

Nunca entendi essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender, sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho é que se pretende, neste país…
Já nos meus tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores, lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente, erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes, pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área, então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois a sociedade somos todos nós.)
Se perder qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los para um outro país, apenas porque sabem pensar?
 

domingo, 2 de fevereiro de 2014

educação, sociedade, civismo

é, titulei este post de acordo com as tags no rodapé... 

...mas poderia também considerar isto um índice
para medir humanidade, capacidades sociais, empatia... 

quando espirro,
se estou no trabalho,
a maioria das vezes, o silêncio continua... 

quando espirro,
se estou em casa,
o meu gato vem, de onde quer que esteja,
e faz-me um miau preocupado,
como se me perguntasse se estou bem. 

I rest my case!