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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

um dia, outro dia,...

passam os dias e raros são os pensamentos se concretizam...
não os desejos, não, os pensamentos, o que a lógica (e o coração) nos diz(em) ser caminho certo...
as pedras acumulam-se, porque não há tempo para lhes dar forma de castelo! (casa, covil, ninho,...)
não sobra tempo para pensar e damos por nós a não cumprir o ser
não somos quem somos, não estamos nós e acabamos por nunca o conseguir ser
Depois, a esperança vai-se esgotando...
 
faltam... despertadores
pessoas de bem que abracem a vida e despertem quem os rodeia!

segunda-feira, 16 de abril de 2018

zero

zero interação
zero envolvimento
zero crescimento
zero evolução
zero humanidade
...


 
=> porquê?

domingo, 16 de abril de 2017

?

Acordei com a informação:
"Coreia do norte lançou um míssil..."
"o míssil explodiu poucos segundos depois do lançamento..."
"Trump..."
De tudo aquilo percebi que as crianças grandes que brincam às guerras tinham dado um passo que podia não ser reversível. ...
Levantei-me e fui pensando como é ridículo ocuparmos o tempo com coisas tão mesquinhas e que, num momento só, podemos ter de passar a dar importância à vida, ao sobreviver - não como essa corrida para cumprir metas que nada nos dizem e nos prendem até morrermos, mas em corrida para as necessidades básicas que agora cumprimos mecanicamente (que descuramos outras - como viver, em vez de existir nessa corrida)...
Em dia dedicado à paz e à família, pela maioria das pessoas, a guerra podia ter explodido...
Liguei a TV e procurei um canal de notícias.
Não entendi. Não entendi porque falavam de trivialidades...
Depois lá veio a frase "a Coreia do Norte já tinha feito vários lançamentos e este só prova que continuam a fazer testes... a investir no nuclear..."
.
OK
é grave
Contudo, gostaria de saber se é reversível essa nojenta via de uma profissão - que já foi válida, importante, e que tinha profissionais cultos (que não davam notícias erradas por ignorância) - que apenas faz parangonas enganosas para chamar cliques e leitores ou telespetadores, sem dar qualquer valor à vida, à humanidade, à verdade.
Pensem.
Pensem todos, mas todos os que espalham a palavra têm obrigação de, ainda mais, PENSAR e contribuir para manter a humanidade em bom caminho.
Porquê dar voz e letra apenas a terrores, escrever terrores caçando letras até chegar a eles, mesmo que as letras soltas possam construir palavras belas, momentos serenos, vida...?...
Informem,
informem mais
- mas enquadrem, sejam honestos, sejam cultos e não vis caçadores de seguidores...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

desAlmada

Sinto-me desalmada.
O tempo corre e não ouço a minha alma, tal é o ruído.
Queria poder pensar. Estou cansada. O tempo esvai-se num cumprir de ridicularias impostas por incapazes. Fico exaurida.
Depois, não sei viver sem pessoas e elas já não se encontram em lugar algum... Só chocam. De trombas. Envenenadas de inveja. Incendiárias de raivas. Explodidoras  de alicerces de mundo. Odiando arquitetos de vida, porque sim. Num mar de nãos em que escolhem viver.
E, agora, digo eu NÃO, não queria existir assim. ...MAS..., confino-me à inutilidade imposta, perdendo o mundo o que nele construiria, se me fosse permitido viver.
...
Vale a pena?

 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O ruído dos incompetentes

Há uns dias falava com uma amiga que me contava uma versão de uma história que, tristemente, conheço… :  Resolveu aprender mais, está a estudar, e é sistematicamente pressionada a não o fazer. É só mais um de muitos episódios dessa saga nacional.

(Só) Evoluímos enquanto sociedade (humanidade, país, concelho, empresa,…) se cultivarmos o conhecimento, o aperfeiçoamento de cada um de nós – isso é que vai enriquecer o todo. Contudo, neste país parece ser crime querer aprender mais.

Não sei como deixamos que sejam incompetentes a progredir e a arrasar a vida dos que procuram ganhar mais competências!

Não duvido que é a incompetência e insegurança de miseráveis pobres de espírito, sem capacidades sociais e humanas (mas com “esperteza”, que os faz fazer vingar essa última palavra dos Lusíadas*) que provoca estas atitudes.

Mas, em instância final, somos todos que perdemos!
 
As penas para quem quer estudar vão do “mal olhar” o usufruto de dias legalmente concedidos para formação (míseros!) à marcação de reuniões e trabalhos “inadiáveis” em dias que foram previamente marcados para estudo ou provas de avaliação. Tudo isto com atitudes de exclusão e de cerceio da evolução profissional. Muitos deixam de poder executar trabalhos que executavam anteriormente, pois o medo de que possam ser considerados competentes aflige os colegas de trabalho – sendo excluídos exatamente por serem os mais bem preparados para a função!

Na verdade, os mais incompetentes são os chefes/diretores/dirigentes que, devendo impedir o bullying contra qualquer funcionário, ainda se juntam aos bullies. Se fossem competentes, não o fariam!

Uma conhecida dizia-me que os dirigentes escolhiam “burros” para chefias intermédias, para que não pudessem fazer-lhes sombra… É estranho… referia-se a autarcas eleitos e, para além do conceito de político (aquele que trabalha para o bem da polis!), serão eles a mostrar menos obra feita se rodeados de incompetentes… E são eles e outras chefias os culpados pelo perpetuar desta pequenez de espírito.
 
Um apontamento: a amiga lá do primeiro parágrafo, como muitas pessoas que, felizmente, conheço, "estudam" por amor ao conhecimento e não para usar o "canudo" como escada...

 

*bem, já todos devem saber que é INVEJA!

domingo, 29 de janeiro de 2017

lágrimas


as lágrimas que me caem
não são de tristeza
é cansaço que me dói 

as dores que hoje sinto
são, com certeza,
de um incumprir que corrói 

alma presa sem fiança
alegrias sem festejo 

sorrisos curtos, sem esperança
no cumprir de um desejo

 
 

domingo, 15 de janeiro de 2017

suicídio assistido

"faltou às aulas, porque é estúpida!...
foi para o hospital...
tomou sete comprimidos para dormir...
e mais... o que apanhou..."
Ouvir isto a uma jovem adolescente, em conversa de fim do dia com a mãe, que perguntava se a colega que estava a faltar à escola estava melhor (em semana de reunião de pais, em que vão sabendo destes pormenores...) é...

Triste!

As adolescentezinhas não pararam para pensar que a colega precisará de ajuda e que a sua atitude conta, enquanto pessoas que com ela convivem.

Numa situação em que deviam ser solidárias, adotam uma posição de bullies, que nem sequer reconhecem e que contribuirá para agravar os problemas da "suicida".

Assistem.

Criticam achincalhando.

Alguém terá procurado ajudar?

quarta-feira, 13 de abril de 2016

máscara


Se pudesse, chorava
mas são proibidas, as lágrimas…
Se pudesse, gritava
para dar voz às, presas, mágoas… 

Mas, neste mundo, não posso
ser pessoa é proibido.
Põe-se uma máscara de bicho
vive-se a vida escondido… 

Olho os olhos que espreitam
procuro uma luz lá no fundo…
mas almas não se vislumbram
nem por um breve segundo…

terça-feira, 5 de abril de 2016

perdidos

perdidos
estamos todos
perdidos
no meio
de um enleio
no fundo
de poço liso
 
perdidos
 
dá as mãos
encontra
outras mãos
gestos sãos
usa os calos
escava socalcos
sobe o poço

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13...

...e os gatos pretos.


 
O tema é triste...
Haver almas perturbadas que sacrificam animais indefesos para obterem supostas benesses...

Achei correta a decisão de muitas associações de proteção de animais, que pululava pela net na última sexta-feira, 13 de que me lembro: 
  • fechar adoções de gatos pretos nas semanas anteriores a estas sextas-feiras; 
  • desencorajar particulares a fazê-lo (dar gatos pretos para adoção).
É com espanto que este fevereiro (e com nova sexta-feira, 13 a espreitar, em março) vejo campanhas exatamente no sentido contrário:

ai, ai, os gatinhos pretos são lindos, não quer levar um para casa?
NÃO GOSTEI!

Não gostei porque parece estar esquecida a chacina de gatos pretos, a necessidade de serem protegidos - tudo bem, façam campanha - para pretos, brancos, malhados... MAS não especificamente para pretos nestas datas, por favor!
legenda da foto: humpf - diz o MEU gato preto...

domingo, 9 de novembro de 2014

afinal, a burra sou eu?

Na minha cabeça martela a inconsistência do que me rodeia...
essa questão que pus há dias:  afinal, merece a pena?
Por mais que tentemos contribuir para a evolução desta espécie social, o retardamento já é tanto que sufoca quem tenta abrir caminhos à luz...
Depois, há essa espécie de cobardia infame dos que desfiam filosofias que nem cumprem nem repetem em defesa dos que o ousam, em sua defesa - sim, deixam que passem por loucos os que as cumprem ou as revelam para lá dos umbigos sujos e fedorentos de quem só berra ideias em espaços fechados, de quem critica mas nada faz, nada contribui, nada assina - porque o dito só é dito entre paredes seguras-de-represálias... e o pai-Salazar é que sabe...
Gritam, coitados, porque não se safam sem ajuda, mas, depois, encolhem o rabinho e esperam que lhes caia no colo o fruto do trabalho de quem deixam a suar ao sol sem uma palavra darem em ajuda do seu esforço... - é um desafiar a "seres o pau-de-obra que resolve o meu probleminha" seguido de um desprezo atroz por quem os ajuda...
 
É, às vezes não chega a consciência tranquila...
...sente-se a falta do tempero de humanidade!
 
...e rio-me, quando releio as palavras que não serão inteligíveis, até pelos parcos leitores deste espaço, e me sinto qual sindicalista ferrenho de bandeira desfiada...
afinal, é só um desabafo por mais uma puxadela de tapete!