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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

HIV+


! já parou para pensar?

“eles” têm “sida”

70.000 portugueses estão infetados

35.000 não sabem

Ora, expliquem-me lá (como se eu fosse muitooooo burra): porque é que é melhor os que são portadores de uma doença (qualquer que ela seja) esconderem que a têm, ainda que haja uma situação de possível contágio? (e não sejam estúpidos! aprendam como é possível e como é (im)provável, também… OK?)

Não é mais fácil poder falar abertamente e evitar o contágio?

Porque fogem deles como da lepra? (já agora, estou a usar a expressão idiomática, pois a lepra não se pega “por dá cá aquela palha”…)

Não é civilizado dizer: olha, não dou beijos porque estou com uma tremenda gripe?…

Então, porque não se pode dizer: tudo bem, queres ajudar porque caí e me cortei, mas tens de pôr luvas primeiro?… ou outras simplicidades que tais?

É, somos nós que dificultamos a coisa, pois, se quem é portador pudesse dizê-lo sem ser carimbado na testa, era um passo tremendo para diminuir contágios…
…como na gripe…
1.º de dezembro - dia mundial de luta contra a SIDA

sábado, 23 de novembro de 2013

croissant com torresmos

Algumas coisas boas da vida perdem-se, porque nunca as experimentamos, porque achamos que "não se faz assim"!... - e seguimos o costume... sem sequer questionar...
Podem ser coisas como um não muito necessário código de traje rígido - e ser necessário um ministro com tomates para por lógica na coisa...
Pode ser a forma como abordamos, ou não abordamos, as pessoas que partilham momentos diários connosco - será que nos mordem, se fizermos um sorriso da mesa do café do lado e trocarmos uma palavra sobre seja-lá-o-que-for?
Pode ser um gosto de palato - até hoje, se ponho na mesa uma salada básica, das que habitualmente faço, estando os meus pais na mesa, eles franzem a testa, porque salada é tomate e alface...
Do agir ao degustar, temos de ser um pouco mais audaciosos!
É claro que não vos recomendo comer todas as baguinhas vermelhas que vejam à borda do caminho, mas... já provaram uma baga de goji? (no iogurte, na salada de frutas, triturada no sumo de laranja...)
E, também, não recomendo que metam conversa com todos os que passam por vós, mas, se alguém toma, diariamente, o café na mesa do lado, talvez seja possível conversar um pouco... Quem sabe se não é alguém que interesse conhecer um pouco mais?
Na realidade, por mais que estejamos habituados a correr atrás de nada, desperdiçando o tempo de vida, podemos ser um pouco mais permissivos a novas oportunidades, ao invés de deixar hábitos mal-aprendidos controlarem a nossa vida!
E, se me surgiram exemplos comestíveis, foi porque acabei a minha tarde de sexta a comer croissant com torresmos...
Uma delícia!

sábado, 9 de novembro de 2013

Vergonha!!!

Vergonha

É isso que sinto, quando um país inteiro dá valor a um sistema de ensino não estatal, considerando-o “melhor” porque os seus alunos obtém uns imeeeeeensos 10,71 valores!
Mas… com todas as benesses dadas ao negócio do ensino privado, não deveriam os seus alunos estar mais próximo do objetivo, que são os 20 valores
Estão numa mísera mediania? Isso é justificado como?
Para além da roubalheira dos colégiozecos contratados para “complementar” os estabelecimentos oficiais mais do que suficientes, os que, efetivamente, são diferenciados pelo método não deveriam ter qualidade de ensino que mostrasse mais resultados?
Nisto tudo, reserva-se a necessidade de deixar de olhar só os números, pois, se de sucesso falarmos, ele iria muito além disso… mas, se é pela quantidade de respostas corretas dadas em provas que nos medimos, então, algo está muito mal...
...e a diferença, desculpem lá os “seguidores” dos privados, deveria ser percetível e não é.
(Imagem RTP)

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

todas as mães são coragem



Acho estranho... ouvir os pré-conceitos a propósito deste ou daquele “deficiente”… Sempre achei. E sei que fui criada nesta sociedade e, também eu, direi coisas e farei coisas que, pensando bem, são impróprias – os preconceitos são isso e são-nos incrustados desde cedo… - mas tento educar-me.
Muitos não entendem que, afinal, somos todos diferentes, que deficiências há muitas, e bem graves são essas de não se ter respeito pelo próximo, não se saber estender a mão numa qualquer situação
- de um segurar a porta a um qualquer cidadão, ainda que tenha o cérebro como eles gostam, se mexa como eles gostam e se vista como eles gostam…
(e só porque é um ser humano como eles!)
- ao perguntar a alguém que veja mal, se mova com dificuldade… se precisa de algo 
(e só porque é um ser humano como eles!)…
Usam a mão para apontar…
Foram mal-educados e, ainda que tenham cérebro funcional, não o usam para pensar e decidir o que está certo (para se educarem) e, por isso, apontam e não aceitam, afastam-se de qualquer um que não siga exatamente a norma, essa norma vendida em revistas e novelas, que produz gente igual e de plástico, com muito pouco interesse, a moda onde não há gordas, não há coxos, não há cadeirantes, não há cegos, surdos… - e só existe algo, quando se cai no meio do filme

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Carta de uma mãe a um amigo:
Falo-te na pele de mãe, mas garanto-te que, antes de o ser, já encarava essa coisa de deficiência como apenas uma diferença, uma caraterística a que, sim, temos de dar apoio, muitas vezes, mas que não deve ser exclusiva [do verbo excluir], deve sim a sociedade planear-se contando com todos. E mãe, mãe de alguém que tem uma dessas particularidades que muitos apontam a dedo. Por isso, quero revelar um pouco do que é ser mãe…


Ser mãe, é ter de proteger os filhos da maldade, do gozo perverso e vil até dos colegas de escola que são incitados por pais que nunca souberam o que é viver em sociedade; até de professores que nunca mereceram esse nome - que devia ser uma honra e uma carreira merecedora de especial louvor na sociedade - e são, por vezes, tão ignorantes que complicam o que é fácil e cerceiam o desenvolver dos nossos filhos;
Ser mãe, é ser gorda, esquelética, desgrenhada, desdentada, de saúde arrombada e descanso e convívio inexistentes, pois tem-se que o ser sempre… e não há tempo para cuidar da saúde, e muito menos da aparência; […e os pais, poucos sabem o que é ser pai, o que é ser responsável pelos filhos – há os que debandam por cobardia, e os que debandam por divórcio (acaba a magia, ou acaba a coragem), pois há desgaste acrescido, e… quase sempre esquecem que “o problema” (é triste, mas só o veem assim) é de ambos, o filho é de ambos…; bem-hajam os que são homens, integrais, humanos, responsáveis];
Ser mãe, é ser agredida em reuniões de pais; é ser violentada em guichets, em salas de espera… - porque é violento, desumano, que se ache que prioridade, horário reduzido ou adaptado, subsídios de apoio são “privilégios”… e somos agredidas, violentadas, em mil e mais um dos lugares a que vamos… e ninguém, para além de não ajudar a segurar a porta, que seja, entende que estamos exaustas por ser tudo e algo mais para esse filho que precisa… que essa coisa chamada “estado”, e que devíamos ser todos nós, uma sociedade saudável e feliz, não dá os apoios necessários – nem há a “auxiliar” para a sala de aula, nem há consultas eficazes que não façam perder um dia inteiro para que o nosso filho seja visto 4 minutos por um médico que apenas… que não faz nada que justifique, na maior parte das vezes, o sofrimento que é ir, num corrupio de transportes públicos, com tudo o necessário às costas, à consulta…; et cetera…
Ser mãe, é ver o nosso filho crescer num quarto de vidro 
pequeno para o seu corpo e mente, 
e definhar quando chega às paredes…
Partam essas paredes, por favor…
Eles não sabem, nem sonham, 
quantas almas lindas e ideias gloriosas 
se escondem por detrás dessa “deficiência” 
……………………………………