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domingo, 3 de fevereiro de 2013

falta de atenção... à vida

Confesso, tenho alguma dificuldade em entender as pessoas que dizem que têm e-mail, "sim, senhor!", mas que só o vão espreitar às vezes (geralmente, na melhor das hipóteses, lá para o final da semana: sexta à noite ou sábado de manhã) - ainda assim, escrevem-no nos formulários de emprego, de lojas, de empresas... como se isso os fosse ajudar...
Escusado será dizer que, se alguém se candidata a um emprego e demora mais de 24h a responder a um e-mail de uma empresa sem um atestado médico comprovativo de que estava em morte cerebral, não será selecionado!
Depois, temos outra classe: aqueles que sabem muito e vão todos os dias ao facebook - contam a vidinha toda, e são até criminosos, falando de assuntos privados alheios, pois não fazem a mínima ideia de como aquilo funciona!
As redes sociais têm níveis de privacidade! Têm de ter noção de quem está na plateia, ou pelo menos, tem bilhete, antes de falarem p'rá geral!... - Homessa! A primeira coisa que se faz, antes de postar numa rede social, é ver isso - quem tem acesso à conversa!
À custa destes "experts-de-meia-tigela" muita confusão se arranja! - queremos manter a nossa privacidade e, se um dos nossos amigos (sem aspas: um amigo ou um conhecido, e não só um "amigo-de-face") tem a capacidade de compreensão das redes sociais em nível tão abaixo do básico, pode ir a uma conversa pública expor dados pessoais que jamais divulgaríamos!... ('tás melhorzinha? >> então, a tua filha isto, a tua mãe aquilo?>> O teu patrão não sei quê...) ainda que nem percebam que o estão a fazer...
Aos primeiros, tenho de lembrar que tecnologia está aí, e não vai desaparecer... era bom marcarem um encontro com ela...
Aos segundos, só posso dizer que só é cirurgião quem sabe fazer cirurgias - não pratiquem atividades que desconhecem, sobretudo porque estão a atentar contra a vida do pximo - e nem têm a ideia de quão estúpidos estão a ser!... 
Aos normais, resta saber o significado de delete e de bloquear, e a sorte de ir a tempo...

domingo, 18 de novembro de 2012

os trabalhos de grupo



Não sei como é para vós mas, lembro-me dos tempos de escola na infância/juventude, em que nos davam trabalhos para fazer em grupo… - a dificuldade é que ninguém prepara(va) os alunos para isso!
Delors e os seus pilares da Educação clarificaram algumas ideias (afinal, isso da “União Europeia” serve para alguma coisa!) – mas, na prática, no nosso jardim à beira-mar plantado não se formam cidadãos com espírito colaborativo e capacidade de diálogo e respeito para com o próximo.
O meu último trabalho de grupo foi assim (licenciatura):
  • alguém teve a ideia de formar o grupo antes do prazo (+?)
  • feitos os convites e aceites (+), “alguém” atabalhoou a apresentação, esquecendo-se de quem tinha convidado (-)!!!
  • propostos e escolhidos momentos e lugares/meios (+), “alguém” quem me chagava todos os dias num deles, de repente, afinal, não sabia usar o meio (-)
  • como é costume “alguém” começou a dar ordens, sem pedir sequer opinião dos restantes elementos do grupo (---------)
  • “puxadas as rédeas” à carroça, arrumaram-se “os bois” que iam atrás e seguiu o cortejo (…)
  • perdido um ror de tempo a afinar agulhas (-) (mas, afinal, também é para aprendermos coisas  que trabalhamos em grupo(+)!) viram-se resultados (+)
  • contudo, ao longo dos momentos de trabalho, alguns davam desculpas como (-)  precisarem de fazer coisas e terem vida – como se os outros fossem extraterrestres!
Aquela coisa chata que acaba por acontecer, que é os que “até têm umas luzes” do funcionamento da coisa (“de espírito colaborativo e capacidade de diálogo e respeito para com o próximo”) tentarem dar um alicerce ao trabalho [se forem como eu, tentando manter-se na sombra], muitas vezes cai em saco roto, e o carro à frente dos bois com autoritarismo é bem melhor aceite, ainda que a direção esteja errada…

os trabalhos de grupo…
…às vezes, são o cabo dos trabalhos!

sábado, 4 de agosto de 2012

Uma palavra para os anormais:


Olá
Hoje, quero falar dos anormais!

Certamente, todos já viram pessoas todas tortas, pessoas que coxeiam tremendamente, que têm braços tortos, que têm os olhos divergentes, que têm orelhas incompletas, que não têm pés, ou mãos, ou pernas, ou braços, até que, em lugar do nariz têm um buraco, que têm os olhos longe um do outro, que não têm olhos… pois, e já pensaram como é bom para a torta, coxa, sem membro andar?; para a de olhos divergentes ver?; para qualquer uma delas ser consciente, pensar, viver, SER FELIZ – ou vocês não pensam, e fazem parte do monte de energúmeros incapazes anormais que não aceitam as diferenças?

É, a tradição de fechar em casa os “diferentes da norma” foi passando, mas a visão que se tem e faz de cada ser humano com diferença não passa!
E, haja um qualquer deficit, serão sempre as diferenças “visíveis” que provocam a exclusão por incompreensão.

Vá lá… PENSE, e não seja "anormal"!!!!!!

Alguém que é coxo, cego ou seja lá o que for, é alguém que não pode levar etiquetas de quem o não conhece – como dizia a uma amiga com deficiência motora (porque, também ela, pela sua juventude, se apresentava como “deficiente”): deficiência não é identidade – faz parte de quem a tem, mas não é a sua principal caraterística!

Porque o normal é Ser* humano! [*verbo]

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A mobília da entrada.

Hoje, substituí uma colega num posto de atendimento/receção e 100% das pessoas que passaram (funcionários, dada a hora) me disseram "Boa tarde" e/ou fizeram um sorriso! - Isto é absolutamente espetacular!*
Já me aconteceu, em situações anteriores, e até por períodos de dias ou semanas, ocupar "receções", e constatei que quem passa ignora, a maior parte das vezes - pura e simplesmente -   o colega que está nessa posição...
Os rececionistas são tratados como mobília, como parte do equipamento fixo, e sem pingo de respeito.
Discutindo este assunto com as colegas que desempenham habitual e continuadamente a função, constatei ser a realidade dos seus dia-a-dias.
Ora, oferecesse-me perguntar: Os filhos da puta** não veem os colegas? - distração é algo casual, quando deixa de ser pontual, é má educação pura e crua!
Euzinha, que sempre achei que a imagem de uma entidade ou empresa está, exatamente, nas mãos de quem atende o público, dou a importância merecida a quem desempenha essa função (e não foi por os substituir que abri os olhos - a minha postura não mudou, pude foi constatar que a postura da maioria é aberrante!).
E se algo mais lamento, é a falta de capacidade dos decisores para prestarem a devida atenção a estes postos de trabalho (dando formação adequada a quem os ocupa, para melhorarem o seu desempenho, por exemplo, ao invés de deixar nas suas mãos, mais ou menos hábeis, a autoformação).
Ora, pense bem... - como tratou o/a rececionista/telefonista/porteiro da última vez que passou por ele(a)?
Vá lá, abra os olhos! (Nem que tenha de ser pelo egoísmo da importância - real - destes funcionários.***)

alma minha
 
* Pareço o meu amigo M :)... 
**...com o devido respeito às suas mãezinhas, entenda-se este epíteto no seu uso coloquial.
*** Agora conhecidos (os funcionários) por "colaboradores" (como se o nome que lhes é dado mudasse a postura de quem o verbaliza/escreve!!!).

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Licenciados II


Ao longo da minha vida, fui conhecendo inúmeras pessoas que, tendo um curso superior, se revelavam absolutamente impreparadas para a vida, sendo a sua visível lacuna de formação, muitas vezes, em aspetos fundamentais para o desempenho da função para a qual, supostamente, tiveram formação superior.

Confesso que só há curtos dias consciencializei, efetivamente, que a culpa não era deles!

Não, não foi o Marinho Pinto que me abriu os olhos… - conheci, sim, muitos docentes do ensino superior, e pude avaliar as suas (in)capacidades e, acima de tudo verificar como a forma de avaliar alunos é… incompleta, inconsistente, inválida, muitas vezes - e pelo facilitismo a que esses docentes se permitem, para que o tempo que perdem a exercer a sua profissão não incomode a sua vidinha…

No nosso país tudo falha pela falta de capacidade de levar em frente as grandes ideias que temos; legislamos, e, depois, com aquele complexo do tempo da outra senhora, não fiscalizamos o cumprimento, porque verificar se se cumpre a lei é feio, é ser pidesco, etc.

No professorado, vive-se entre a chaga da perda de estatuto de intocável (o desrespeito indevido de alguns por uma profissão tão importante), e a chaga da infelicidade da sua manutenção, à custa de incautos alunos (e pais, se falamos do EBS) que não sabem exigir o cumprimento dos seus direitos!

Quando um aluno torna visível uma falha – automaticamente é abusado pelo espírito maligno do professor que defende a sua posição de alto de pedestal, com a arrogância dos incompetentes! – penalizando, desmotivando, marcando para a vida,…

Ora eu, não entrei para a faculdade com 17 anos… (mas nessa idade já tinha raciocínio q.b.!), e surpreende-me, mais do que a incapacidade de alguns professores, o facto de outros, que poderiam ser bons profissionais do ensino, serem umas maria-vai-com-as-outras, e deixarem de fazer bem, perpetuando e agravando a incompetência da classe! – Para esses o meu pedido: cumpram!

Não posso esquecer que as palavras que um dia uma (efetivamente) professora me disse: que eu poderia fazer o curso que quisesse… – sabe, estou infeliz por saber que sim…Por um lado, perdi anos, e já poderia fazer [quase]todos os que me agradavam e me deixaram indecisa; por outro… o saber que os posso fazer sem grande esforço… deixa-me… insatisfeita.

Licenciados I


A organização social atual está estruturalmente desregulada!

Nós, seres sociais, fomos aprimorando as estruturas sociais – sendo, na atualidade, os organismos estatais e as autarquias locais entidades institucionais que, talvez longe de aprimoradas, são máquinas pesadas, onde, na grande maioria dos casos, um funcionário não sabe informar sequer o que se faz na sala ao lado – são desreguladas por terem poeira do tempo nas engrenagens, por falta de chefias competentes que os rentabilizem.

Agora, em plena crise financeira, as autarquias – ou seja, aquelas entidades que deveriam trabalhar na prossecução do bem-estar das populações, são um verdadeiro risco para estas, pois, há falta de fundos e, então, todas aquelas licenças que são tantas vezes ridículas, pelo trabalho que dão, sem qualquer benefício, são exigidas e, se algum cidadão incauto não sabe de cor que tudo é regulamentado e passível de licenciamento – lá incorre em coimas, por vezes muito para lá do que lhe seria possível pagar – sendo que (cereja no topo do bolo), na atualidade, contribuindo para a crise, as autarquias procuram resolver a sua própria crise de financiamento com uma verdadeira caça à coima…

E você, está licenciado?

quarta-feira, 21 de março de 2012

Os Media em Portugal


Vivo neste país à beira mar mal plantado, e, confesso, não consumia muita televisão… Era mais o acompanhamento das lides caseiras, e, quando a alma ou o corpo exigiam à falta de tempo, uma série do 2.º canal, um dos bons documentários; mais certo, só mesmo um serviço noticioso… - mas… estou seriamente tentada a considerar a falta de televisão como elemento importante na incapacidade de me situar na semana de que tenho sofrido!

E isto para introduzir essa catástrofe nacional: em tempo de grande crise económica, todos os portugueses que quiseram continuar a ver televisão (e ainda não estavam no magote dos que não passam sem a sporttv, e por isso já tinham cabo) foram forçados a um gasto extra para isso!

Ora eu, que já tava tão fraca de tempo… não fui por aí; mas, aparte a manobra de má fé, que, ao invés de preparar uma transição para nova tecnologia, preparou uns quantos amigos para disponibilizarem os serviços adequados de adaptação aos pacóvios dos portugueses, sinto, sobretudo, que não devo pagar esse tributo! – Quanto aos “amigos”, enchem o bolso; e, atrás deles vão alguns empresários liberais que tiveram olho para a coisa… porque isto é o aparelhosinho, o cabinho axialzinho que já tava sequinho, a antena que, coitadinha, de bacalhau passou a chifre de veado (p’r’aí!), o amplificadorzito… e, tantas vezes, tudo isso só encheu bolsos porque, no fim, lá se foi ao cabo, que outra solução não dava!

Ora, país bom para enriquecer!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

engulho da humanidade

por mais que se dê a volta ao tacho, é sempre a mesma rodela de chouriço que vem à colher…
conheço mais como eu, pessoas que se preocupam em caminhar para um horizonte feliz; alguns são fortes, criaram pele de paquiderme, resistem às cargas dos destruidores da humanidade, outros vão balançando, mais ou menos atingidos por farpas de pseudosseres desumanos…

quase todos têm de parar, de vez em quando, para respirar, ganhar forças para o que não devia ser uma batalha contra a maré, mas um remar conjunto a bem da humanidade…

e é essa a rodela que a colher de pau traz… o engulho do maior problema da humanidade: a desumanidade de tantos!

Como abrir os olhos a essas coisas que por aí circulam, espalhando ódio, motivados por uma modelagem contínua de más práticas, movidos pela sua insegurança, pelo jugo de poder?...

Alguém sabe?

…ou vamos tentando?

até porque… quem é humano, não o é por escolha, é personalidade mesmo… queremos o bem de todos porque… ser assim é normal… só, já não é habitual!

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Ética

Ética é teoria…
Pois, não poderia deixar de ser, direi com um sorriso…
Somos bons a teorizar, mas, e a Moral?

Apregoamos ética, mas não cumprimos a prática…
Portugal, como tantas vezes disse, é o melhor país do mundo… no papel…
Teorizamos na perfeição… o cumprir…

…desculpas; ou culpas: todos são culpados, o “eu”, é inocente, um inocente perfeito que se escusa de qualquer participação… - até quando?
Enaltecemos uma democracia desejada, mas, esquecemos que os nossos direitos são deveres, que os nossos deveres são direitos…

E os poucos, os que levantam a voz para bem de todos, são deixados à deriva na bóia que resfolega nas ondas onde os tubarões mordem…
…os idealistas morrem: de morte matada, de morte morrida, de morte vivida!
…os justos, não desistem – por vezes param, exaustos…
…mas, assim que recuperam os sentidos, retomam essa batalha, que sentem, quantas vezes, perdida (por falta de comparência da humanidade)!

Que sejam, de vez, bem aventurados OS QUE PENSAM!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Educação em Portugal

Nós, portugueses, temos a temível tendência de nos nivelar abaixo de tudo o que está além fronteiras, num espírito derrotista e de inércia-abaixo-da-língua; e temos o hábito de ir buscar os exemplos retrógrados, para amarrar qualquer progresso que tente fazer luzir as nossas cores!


Quando iremos perceber que urge pensar grande? Pensar completo!

e-escolas? – Era bom, mas não assim.

Imaginem num país onde se compram tantos carros – o que aconteceria se não fossem usados devidamente, se os estacionássemos à porta e apenas nos sentássemos neles, fingindo dar passeios? Em que contribuiria isso para… fosse o que fosse?

Salvo as poucas exceções de crianças e jovens que sabiam para que servia um computador, ou tinham pais ou conhecidos (ou professores!) que os ajudassem nisso, quem é que ficou mais rico por comprar/ter um pc no programa e-escolas? – Olhem, eu tenho uma daquelas senhas de compra, ainda por aí… nunca usei… - para que queria eu um pc enorme, desatualizado e CARO? – quando comprei um daquele tamanho, comprei por um terço do preço, e sem mensalidadezinhas-obrigatoriazinhas-que-ninguém-percebe-que-é-prestação! Quando quis um p o r t á t i l, comprei um portátil, não um chaimite!

Antes desta onda de vamos-pôr-pc-na-mão-de-toda-a-gente, vi muitos computadores de mesa ficarem ao canto das salas de aula, porque ninguém os sabia usar, e, se algum aluno sabia, não podia, e era repreendido, pois… era uma ameaça para os professores. (Imagine-se! um aluno que sabe “mais” de qualquer coisa que um professor!)

Mas, vimos muita “miudagem” agarrada a eles… pois vimos! – a jogar, em fóruns de conversação… Quando pedi a um miúdo, que passa todo o tempo em que o vejo agarrado ao portátil, que me encontrasse o número de telefone de uma instituição… ele… NÃO SABIA COMO FAZER!!!!!!!!!

Não adiantou dar só as ferramentas, era necessário dar a cultura: explicar o como usar, para que usar – perdeu-se uma importante ferramenta educacional, por deixar incompleto um grande projeto – não se cumpriu a parte menos onerosa!

Todos sabemos que o sistema de ensino não está bem (aliás nunca pode estar, porque o mundo está em constante evolução, porque a velocidade de mudança tem sido elevada), mas, para além das pequeninas mudanças que lhe vamos fazendo, urge PENSAR, equacionar, decidir como o estruturar.

Dar bases a todos – sim, tudo certo…

Adequar a cada um – sem dúvida, somos todos diferentes!

(Não me venham cá com as totozices das NEE! – diferentes, somos todos! E diversidade cultural? - é normal, habituem-se!)

O aluno é o centro, o objeto e o fim da tarefa!

Idade? Quê? – APRENDIZAGEM AO LONGO DA VIDA – SEMPRE! – Se os mais novos até precisam de lenga-lengas, instrução, disciplina; depois há que aprender a aprender; depois… há que SER – sempre mais e melhor!

Abram os olhos, pensem grande, pensem certo!

E… aprender não é sinónimo de estar numa sala retangular, com mesas retangulares, cadeiras de tampos mais ou menos retangulares, quadros retangulares e… professores retangulares – PRECISAMOS de CURVAS/ Ângulos obtusos/ linhas de mil formas…
 

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

anticonstitucionalissimamente

Somos cidadãos de um país, parte integrante de um estado, com leis que nos ajudam a manter a organização e a paz, contudo, lamentavelmente, escassos são os que dedicam, um pouco que seja do seu tempo, a saber quais são as regras pelas quais é suposto guiarmo-nos.
Se elas não agradam – mudem de nacionalidade! Mas, se ficam por cá, têm de saber adaptar a sua forma de viver aos fundamentos do estado! Afinal fazem parte dos valores com os quais somos criados, com a nossa cultura.
Não sei porque não se introduz a CRP (Constituição da República Portuguesa) na escolaridade básica. Fazia todo o sentido! E os jovens do secundário deviam estudá-la aprofundadamente!
Fico siderada pela ignorância dos que protestam quando alguém debilitado lhes “passa à frente” numa fila de atendimento! E mais, seria necessário haver Lei Fundamental que o preveja? Que é feito do bom senso?
Na realidade, esta ignorância generalizada pelas regras de vivência em comum afeta situações várias. Desde uma fila, ao funcionamento de uma associação de pais, a um condomínio…
Exemplo flagrante de falta de civismo (e, para este, haja lei, que paciência escasseia!): estou a escrever este texto numa sala de espera do Hospital de Pulido Valente, onde existem inúmeras cadeiras vazias, pelo que me sentei numa, e coloquei a mala e o blazer na do lado – mas, lá veio uma senhora que só gostou da cadeira ao lado da minha, e mal me deu tempo de tirar as coisas antes de sentar o seu dito!... Será difícil facilitarmos a vida aos outros? Porque há pessoas que escolhem sempre a hipótese que incomoda alguém?
Existe ainda uma faceta que acho inusitada: os agentes da lei, que deveriam fiscalizar  sua aplicação, não terem conhecimento de algumas bem básicas, e de regulamentos simples sobre situações do dia a dia! - Acredito que, tal como qualquer cidadão, embora com menor desculpa, os agentes da lei não saibam de cor todos os diplomas legais… mas, não deveriam ter umas luzes?
Pois, mas isso não invalida que, todos nós, temos obrigação de saber "com que linhas nos cosemos" nesta coisa de viver em comunidade...

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Condutores

Todos nós temos episódios de trânsito!
Não pensem os só-condutores que me refiro a apitadelas estridentes e impropérios janela fora, com a respetiva sinalética associada…

Estou falando na ótica do que anda a pé, e está tantas vezes a milímetros de ser “passado a ferro”, ter as “arestas limadas”, ou efetuar alterações pontuais à cor da pele e órgãos adjacentes!
É isso… Raros são os dias, em que não presencio, ou vivencio, um “caso de estrada”.

Quando se ouve que o carro é usado como arma, a maioria dos condutores distancia-se, não tem sequer a noção de alguns perigos que faz os outros correr; na segurança da sua viatura, passam sinais “verde-maduro”, aceleram para passar laranjas, esquecem regras que “não precisam de cumprir” porque “são bons condutores” e “dominam o carro”… (e, geralmente, é sempre “o outro gajo” que faz alguma coisa mal!)

Porque não param para pensar?

Estou certa que, até o mais convencido das suas capacidades (desde que tenha Q.I., e, sobretudo, Q.E. q.b.) irá descobrir uma situaçãozinha em que devia ter agido “não bem assim”! – Sejam conscientes p.f.!

Quando estou prestes a ser atropelada, dou por isso tão em cima do momento, que até o choque (emocional) demora a chegar… São momentos em que confio, e depois acontece o inesperado…
Até agora safei-me…

Já vi “voar” pessoas, já vi condutores anormais a agredir outros condutores ou transeuntes (a punho, ou armados com o seu carro!), mas, aparte essas situações, digo o que mais me chateia nos chicos-espertos atrás do volante:

Eh pá…………………… Aquela cena que me fizeram hoje ao fim da tarde de novo – não param na passadeira, mas têm tempo para pôr a mãozinha de fora e pedir desculpa!
Ora # *&/@#!
Se têm tempo para isso, também tinham tempo para travar!!!!!!!!!!!!!!!!!!