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segunda-feira, 1 de maio de 2017

trabalhar para o sucesso!

? quantos de nós trabalhamos para tentar alcançar uma vida melhor
e, tantas vezes, sentimos que nunca lá chegaremos ?

Hoje li um título - que a notícia nem vale a pena ler! - que anunciava mais um daqueles subsídios a fundo perdido, compensatórios de vento, chuva, calor ou outra qualquer ocorrência mais ou menos natural (cheia, seca; tempestade, bonança a mais...)...
Desta vez eram as bananas...
 
E vem sempre a tristeza de ver quem tem ser compensado por perder e quem não tem não ter compensação nem ajuda...
 
Ainda que as compensações sejam atribuídas após fiscalização devida da veracidade dos factos, porque tem direito o senhor 'X' a ser compensado por ter perdido o hectar de cenouras, quando o senhor 'Y' não é compensado ao ter perdido o único par de sapatos que tinha para ir trabalhar? ao ter perdido as duas galinhas que lhe davam ovos para o prato? ao...
 
Porque se 'compensam' umas perdas - de quem tem dinheiro para ter as terras, o gado, as culturas, e não se compensam as perdas de outros, que nunca puderam comprar as terras onde chova demais ou de menos; plantar as cenouras que sequem ou afoguem;...
 
...As palavras contadas de frente, há uns anos, não se apagam: a indemnização pelas cenouras perdidas que nunca foram plantadas, a outra, pelas vacas 'adoecidas' que nunca foram compradas,... e as casas construídas 'à conta' dos subsídios/indemnizações por tudo o que nunca existiu... pior assim...

terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

domingo, 16 de abril de 2017

?

Acordei com a informação:
"Coreia do norte lançou um míssil..."
"o míssil explodiu poucos segundos depois do lançamento..."
"Trump..."
De tudo aquilo percebi que as crianças grandes que brincam às guerras tinham dado um passo que podia não ser reversível. ...
Levantei-me e fui pensando como é ridículo ocuparmos o tempo com coisas tão mesquinhas e que, num momento só, podemos ter de passar a dar importância à vida, ao sobreviver - não como essa corrida para cumprir metas que nada nos dizem e nos prendem até morrermos, mas em corrida para as necessidades básicas que agora cumprimos mecanicamente (que descuramos outras - como viver, em vez de existir nessa corrida)...
Em dia dedicado à paz e à família, pela maioria das pessoas, a guerra podia ter explodido...
Liguei a TV e procurei um canal de notícias.
Não entendi. Não entendi porque falavam de trivialidades...
Depois lá veio a frase "a Coreia do Norte já tinha feito vários lançamentos e este só prova que continuam a fazer testes... a investir no nuclear..."
.
OK
é grave
Contudo, gostaria de saber se é reversível essa nojenta via de uma profissão - que já foi válida, importante, e que tinha profissionais cultos (que não davam notícias erradas por ignorância) - que apenas faz parangonas enganosas para chamar cliques e leitores ou telespetadores, sem dar qualquer valor à vida, à humanidade, à verdade.
Pensem.
Pensem todos, mas todos os que espalham a palavra têm obrigação de, ainda mais, PENSAR e contribuir para manter a humanidade em bom caminho.
Porquê dar voz e letra apenas a terrores, escrever terrores caçando letras até chegar a eles, mesmo que as letras soltas possam construir palavras belas, momentos serenos, vida...?...
Informem,
informem mais
- mas enquadrem, sejam honestos, sejam cultos e não vis caçadores de seguidores...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

desAlmada

Sinto-me desalmada.
O tempo corre e não ouço a minha alma, tal é o ruído.
Queria poder pensar. Estou cansada. O tempo esvai-se num cumprir de ridicularias impostas por incapazes. Fico exaurida.
Depois, não sei viver sem pessoas e elas já não se encontram em lugar algum... Só chocam. De trombas. Envenenadas de inveja. Incendiárias de raivas. Explodidoras  de alicerces de mundo. Odiando arquitetos de vida, porque sim. Num mar de nãos em que escolhem viver.
E, agora, digo eu NÃO, não queria existir assim. ...MAS..., confino-me à inutilidade imposta, perdendo o mundo o que nele construiria, se me fosse permitido viver.
...
Vale a pena?

 

domingo, 15 de janeiro de 2017

suicídio assistido

"faltou às aulas, porque é estúpida!...
foi para o hospital...
tomou sete comprimidos para dormir...
e mais... o que apanhou..."
Ouvir isto a uma jovem adolescente, em conversa de fim do dia com a mãe, que perguntava se a colega que estava a faltar à escola estava melhor (em semana de reunião de pais, em que vão sabendo destes pormenores...) é...

Triste!

As adolescentezinhas não pararam para pensar que a colega precisará de ajuda e que a sua atitude conta, enquanto pessoas que com ela convivem.

Numa situação em que deviam ser solidárias, adotam uma posição de bullies, que nem sequer reconhecem e que contribuirá para agravar os problemas da "suicida".

Assistem.

Criticam achincalhando.

Alguém terá procurado ajudar?

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

sexta-feira, 13...

...e os gatos pretos.


 
O tema é triste...
Haver almas perturbadas que sacrificam animais indefesos para obterem supostas benesses...

Achei correta a decisão de muitas associações de proteção de animais, que pululava pela net na última sexta-feira, 13 de que me lembro: 
  • fechar adoções de gatos pretos nas semanas anteriores a estas sextas-feiras; 
  • desencorajar particulares a fazê-lo (dar gatos pretos para adoção).
É com espanto que este fevereiro (e com nova sexta-feira, 13 a espreitar, em março) vejo campanhas exatamente no sentido contrário:

ai, ai, os gatinhos pretos são lindos, não quer levar um para casa?
NÃO GOSTEI!

Não gostei porque parece estar esquecida a chacina de gatos pretos, a necessidade de serem protegidos - tudo bem, façam campanha - para pretos, brancos, malhados... MAS não especificamente para pretos nestas datas, por favor!
legenda da foto: humpf - diz o MEU gato preto...

sábado, 13 de dezembro de 2014

5 ovos

Há umas horas, em conversa com uma colega, comentávamos o exibicionismo de uma "oferta" de bens essenciais feita perto de nós - com pompa e circunstância, exibindo as carências da "beneficiária" e "exigindo" um agradecimento à prole-de-"dadores" em filinha... 

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2871737/What-difference-week-makes-Cop-let-starving-mother-caught-stealing-eggs-just-hug-delivers-two-truckloads-food-feed-family-Christmas.htmlAliás, filinha sorridente que incluía as pessoas que, ao ser informadas que se pensava fazer um avio solidário, responderam violentamente que "não estavam para isso", que "não podiam andar a ajudar toda a gente"...
A ideia foi assim: cada um dava o que pudesse (tentando selecionar bens alimentares, entre todos) para provir o essencial, para ajudar uma colega com dificuldade em dar de comer à família... Confesso, jamais pensei que a ação se transformasse no espetáculo que foi e que só não foi mais aberrante pela simplicidade extrema e personalidade subserviente da colega que, felizmente, parece não ter sentido humilhação...
Lembrei, agora, por ver a notícia do roubo dos cinco ovos e a forma humana como um agente policial a resolveu... (cliquem na foto, para ver mais imagens e vídeo, assim como artigo no dailymail online).
Todos nós, por mais pobres que sejamos, podemos dar meia dúzia de ovos, um pacotinho de massinhas, uma embalagem de bolachas... ou um abraço, a quem precisa! E, um pequeno grupo (colegas de trabalho, vizinhos,...) pode fazer as lágrimas de alguém passarem de sofrimento a alegria e alívio. [com recato, por favor]
Não costumo dar alimentos para grandes IPSS, precisamente pelo "grandes", pela impessoalidade* desses sistemas e por saber que, tal como a colega que procurámos ajudar numa situação de crise, quem precisa não tem ajuda, neste país, sem apresentar primeiro um rol de documentos, que implicam deslocações, gastos, faltas ao precário trabalho que se tenha, para usufruir de... ajuda. É o sistema: precisa? então morra para provar que tem fome - depois ajudamos*.
Isto aplica-se a qualquer "benefício" (quem inventou que se aplicava este termo devia estar bêbado, cof, alcoolizadinho ou sofrer de handicap social idêntico ao das tias que fazem "voluntariado" cego-de-vida-real), seja "subsídio", bolsa-de-estudo ou outras coisas que tais.
(*)Compreendo as necessidades de regulação, o evitar de abusos, mas, há por aí muita gente de mão estendida a usufruir de apoios, gastando depois em luxos descarados como tabaco, canal desportivo, cabeleireiro, (quando não mais escandalosos, ainda)... enquanto outros não têm como provar que precisam e, efetivamente, estão desesperados, sem um ovo para dar aos filhos! Há uma coisa que se chama "bom senso". E a impessoalidade será boa, apenas se evitar humilhações ou que cada pão dado seja cobrado em desprezo... - Contudo... sei quanta arrogância pode estar no trato de uma assistente-socialzinha-que-só-se-borra-de-medo-de-etnias-ameaçadoras e trata "todo" o resto como desperdício humano!...
Quanto ao exibicionismo... poder-se-á dizer que o polícia da foto viu o seu ato publicitado e a situação exibida, mas, acho que (embora preferisse que a senhora não fosse identificada) o que passa a história é que já não estamos no tempo de Dumas, e não se prende alguém por roubar pão para a boca!

Le voleur avait jeté le pain, mais il avait encore le bras ensanglanté.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Olá, Heloísa :)


 
Sabes, Heloísa, ainda não entendo porque não é absolutamente normal tu teres direito a ser pessoa...
Diferente?
Ora bolas, claro!
Não somos todos diferentes?
 
http://porqueheloisa.blogspot.com.br/


domingo, 27 de julho de 2014

ti ti ti ti ti ti ti

Olá, ...
Foi a ti que liguei,
quando estava desesperada por uma voz.
Exausta de muito, sôfrega de companhia.
Liguei, e fui estupidamente benévola em fazê-lo...
Afinal, ligas-me em pranto tantas vezes 
e despedes-me de falas com um depois ligo-te - seja trivialidade ou socorro que me leva a ligar-te...
E prometo, tantas vezes, que vou esquecer quem só me usa como ombro e já deixou de ser amigo-de-conversa-por-conversa e, muito menos, voz-de-ser-humano-que-acompanha... mas, lembro-me das conversas do tempo em que nos conhecemos e recomeçámos vidas de esperança... Do acreditar nas pessoas, do dar sempre uma oportunidade aos amigos...
É estranho... tão estranho que, quando me ligas em pranto, por não teres mais em quem confiar e com quem falar, já nem te oiço com mais que compaixão.
Felicidades...
...e vou continuar a procurar Pessoas...
...elas devem existir...
...eu é que ainda não encontrei o caminho...
Talvez faça um manual de comportamento, para guiar os que querem ser humanos e não sabem o caminho...
...é como a condução... ...não basta ter carro e saber conduzir... ... também há regras de comunidade a seguir, ou chocam a cada manobra... ...também há vias certas...

Manifesto (0)

 
ninguém 
pode dizer 
que não deu por isso...  
             Estão a matar Portugal.
E pergunto eu, 
já meio demente:  
                                                          vamos deixar?

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

mentes brilhantes

Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,
um grande génio ganha descrédito,
um génio ainda maior ganha desprezo;
um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit

Nunca entendi essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender, sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho é que se pretende, neste país…
Já nos meus tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores, lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente, erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes, pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área, então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois a sociedade somos todos nós.)
Se perder qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los para um outro país, apenas porque sabem pensar?