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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

agentada


cheguei a casa e fiz o que não pude evitar… - pousar compras, abrir a torneira ao gato,… - foi breve, era desta que ia descansar… despi-me, dei uma refrescadela e vesti um pijama… deitei-me…
pensei por uns minutos, os pensamentos voaram… levantei-me e fui ver de jantar… arrumei e comi, já no pc, a despachar uns pedidos…
animei umas pessoas e, depois, vi-me caída no rame-rame dos outros dias, pensando que, agora, a crise de domingo às 18 chegava em todos os dias da semana, mais vazios de pessoas, apesar do dia mergulhada no meio de gente…
o cansaço é o pior inimigo do Ser… é com ele que nos dominam e nos fazem gente, impedindo que pensemos…
exausta, hesito entre o sono (que será) interrompido (se começado!) e a tentativa de encontrar nessa coisa a que chamam televisão, algo mais do que o que me acompanha, em fundo, no pc… (a horas de gente [com aspiração a (voltar a ser) pessoa])
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domingo, 27 de julho de 2014

pedaço de mim

amo-te
amo-te demais
amo-te de menos
demais, porque mais que tudo
de menos, porque mais ainda te amarei

estou cá
estarei sempre cá

o teu sorriso faz-me sorrir
a tua tristeza trespassa o meu coração

amo-te
sempre te amei
sempre te amarei

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

mentes brilhantes

Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,
um grande génio ganha descrédito,
um génio ainda maior ganha desprezo;
um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit

Nunca entendi essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender, sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho é que se pretende, neste país…
Já nos meus tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores, lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente, erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes, pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área, então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois a sociedade somos todos nós.)
Se perder qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los para um outro país, apenas porque sabem pensar?