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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

um dia, outro dia,...

passam os dias e raros são os pensamentos se concretizam...
não os desejos, não, os pensamentos, o que a lógica (e o coração) nos diz(em) ser caminho certo...
as pedras acumulam-se, porque não há tempo para lhes dar forma de castelo! (casa, covil, ninho,...)
não sobra tempo para pensar e damos por nós a não cumprir o ser
não somos quem somos, não estamos nós e acabamos por nunca o conseguir ser
Depois, a esperança vai-se esgotando...
 
faltam... despertadores
pessoas de bem que abracem a vida e despertem quem os rodeia!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quando a luz promete iluminar-nos

hoje lancei três cartas para saber do meu caminho…
(acho que a febre me dificulta ver além do nevoeiro)

de um projeto pessoal, pedi esclarecimento do mais próximo
saiu o carro:
o triunfo nas minhas mãos e o limpar olhos para bem ver os que me rodeiam – lembrando-me que há quem veja em mim todos os bons valores, vontades e poderes; que os que entre si resfolegam têm de ser controlados a bem de valores maiores; que tenho de controlar a minha vida!

de progresso num objetivo profissional, outro
saiu a roda da fortuna:
lembrando-me de tomar rédeas nos meus projetos!

de um elixir básico de suporte de vida, o terceiro
o SOL mostrou-se em todo o seu esplendor!

Não há sombras, haverá alegrias!

e… como AINDA duvidada,
lancei uma carta a questionar do sucesso do meu projeto pessoal…

e sai o MUNDO! o símbolo máximo do sucesso.
 
 

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mal te lembro, flor...


 
 
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
Porque não flori
Perguntei porquê
Ninguém respondeu 

E o caminho
Escurece
Tudo esquece 

Onde estás abril?
Quando vais chegar?
Só nos sobra a dor
Já não há sonhar

Mal te lembro, flor…

segunda-feira, 16 de abril de 2018

zero

zero interação
zero envolvimento
zero crescimento
zero evolução
zero humanidade
...


 
=> porquê?

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

balanço de um ano sem

 
as últimas horas foram de extravasamento da necessidade de escrever uma carta a ninguém | a alguém que sejam os meus amigos, na certeza ou esperança de que a leiam ou não leiam…
caros amigos,
aproxima-se o fim de um ano e, por hábito ou necessidade, costumamos aproveitar a quadra para rever o feito e não feito e listar desejos ou promessas de mudança…
quase todos os dias foram doridos. os maus dias fizeram o corpo quebrar, de aviso e de impotência. alguns dias não consegui mexer-me, outros arrastei-me – em dores contínuas e cansaço constante. foram dias de trabalho-porque-tem-de-ser e desmaio até ter-de-ser de novo…
costumo dizer que o corpo manifesta o afastamento entre o que somos e o que nos vamos obrigando a ser… e que todos precisamos de amigos – ora a distância foi grande em ambos
sei que sou das pessoas mais fortes do mundo – ou não estaria, ainda, viva
apesar de tudo
o não-entendimento do curso que a maioria todos dão à vida (por opção ou imitação), dando importância ao que nunca a irá ter e descurando a simplicidade que nos faz feliz ainda não está ultrapassado. nem toda a serenidade necessária foi alcançada
quebram-me as obrigações (mais que os hábitos) o curso
desejos? há um bem precioso que gostaria de ter – algo que nunca se pede. elixir do suporte de vida
analgésicos para a dor de não compreender, aceitando, embora, os afastamentos de promessas desse elixir
respiro
crio prumo para a vida que – ainda – não chegou a ser a minha
o meu elixir espalho
a vós, amigos, em especial: não lembro a última vez que falaram comigo sem ser para pedir algo, vangloriar (LOL) de quilos perdidos ou, em instância breve e de espaçamento crescente, dar um olá-consegui-isto-na-vida, sem pachorra para partilhas bidirecionais de tristezas ou alegrias.
estou
desejo que possa o início de hoje ser feliz e permissor de caminhos sólidos.
que a força esteja comigo
(mereço! – digo eu com um sorriso rasgado…)
(e sempre vos desejarei que convosco esteja)


domingo, 5 de novembro de 2017

na linha do horizonte


paragem

dia anormal de mulher que insiste em ser normal (qb)
se a coragem não me faltasse para manter um diário,
se o tempo fosse fatiado à minha medida e sobrasse para mais do que as (a)normalidades impostas,
acho que escreveria
(sempre o soube exercício saudável)

levantei-me quando a noite já tinha caído. o dia foi passado em transe, numa tentativa de não forçar cabeça nem corpo - esquecendo deveres, imposições e prazos... o foco foi sobreviver - dores, frio, cansaço e...nem ouso dizer o que faltava mais, apesar de... não, digo: falta de colo, de toque, de quem faça por nós e nos permita descansar e recuperar

e escrevo porque acho que poucos vão ler
e os que reconhecerem a mente vão respeitar a dor

do chá do meio-dia ao arroz aquecido à noite, foi esforçado comer
ligar pc para conversa necessária e desejada, ainda que breve e trocar o som do rádio pelo da tv, tentando visualizar a pouca comicidade disponível no espectro da mais de centena de canais disponíveis... (não sei se aguento, talvez tenha de voltar ao transe...)
esperava que não voltasse a exaustão, ainda que os motivos imponham a sua permanência - horários, desrespeitos, loucuras sociais e falta de sentido desse correr de (des)vida...
corpo e raciocínio gritam por mudanças...
...as mudanças parecem não ser possíveis e as metas de retorno vão sendo passadas
gritando o corpo pelas paragens... que se adiam e adiam e adiam, até................
depois,
há a solidão
a fuga dos sorrisos quando já espremeram todo o sumo, espezinhando casca, folhas, flores, ramos,... não tendo gota de suor que pudesse servir de rega quando a planta seca (mas voltando pelo suor alheio a cada vez que têm necessitudes...)
e aquele meu preceito de que amizade precisa de proximidade revela-se certo quando todos se afastam de todos na corrida do tempo sem nexo... como se mandar um "feliz natal" em dezembro expiasse os afastamentos que permitimos...
stop
pena que seja só qb
...
.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

eclipse

é nos momentos mais aflitos que testamos oráculos, atentamos a prenúncios e tentamos encontrar resposta iluminada para a escuridão onde nos sentimos afogar…
 
procurei uma resposta e saiu-me a carta perfeita para anunciar a luz
 
a pergunta, ensandwichada entre prozac e xanax, era se havia porta para um caminho e força para o passo – quando nem para rastejar sobrava energia.
 
veio.
 
cumpra-se!
 
quando não há luz ficamos cegos e os tropeços enrolam o tato, dificultando o encontrar dos caminhos.
 
de mãos dadas abrange-se mais terreno. mas…
esse medo contagioso de tocar o próximo deixa sós e cegos cada vez mais de nós.
 
apalpando – sem interruptores, mãos ou velas – busco o destapar do astro-rei, depois de um eclipse demorado demais.
 
e continuo a sorrir, no meio da sandwich e até ao avistar de apoio ao desmaio a que leva o esforço que essa máscara diária exige – é pesada a capa
e o super-herói tem voado baixinho
 
diz-me a carta que tudo vai correr bem, no que perguntei e em tudo o mais
 
respiro
crendo nas sortes e na sua aproximação ao merecimento…
 
cumpra-se!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

saltos de fé

confiança
onde está essa capacidade de acreditar nas palavras do outro?

não há redes que impeçam o choque da queda
desfizeram-se, no afastamento de dias forçados
não se teceram, por falta de aulas práticas de tecelagem

não há fé
cada passo é expectante de queda
é fé desconfiada
é confiança descrente


dei as mãos
dei-as, pousadas, confiantes
quando mas pediram
dei um salto de fé

fé nas palavras sãs
de um ser que cruzou o seu caminho com o meu

temerosa dos descrentes que nos cercam
mas confiante nas mãos que se estendem

ainda que seja um momento só
dois
três
sem certeza (ou esperança) na continuidade das conversas bonitas
encontradas
pacificadoras de um coração meu, que de dor é oprimido
por falta de conversas
sãs
confiantes
sem sentidos tortos
mas apenas sentidos
de caminhos abertos e de sentimentos
...

terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

domingo, 26 de fevereiro de 2017

desAlmada

Sinto-me desalmada.
O tempo corre e não ouço a minha alma, tal é o ruído.
Queria poder pensar. Estou cansada. O tempo esvai-se num cumprir de ridicularias impostas por incapazes. Fico exaurida.
Depois, não sei viver sem pessoas e elas já não se encontram em lugar algum... Só chocam. De trombas. Envenenadas de inveja. Incendiárias de raivas. Explodidoras  de alicerces de mundo. Odiando arquitetos de vida, porque sim. Num mar de nãos em que escolhem viver.
E, agora, digo eu NÃO, não queria existir assim. ...MAS..., confino-me à inutilidade imposta, perdendo o mundo o que nele construiria, se me fosse permitido viver.
...
Vale a pena?

 

domingo, 29 de janeiro de 2017

lágrimas


as lágrimas que me caem
não são de tristeza
é cansaço que me dói 

as dores que hoje sinto
são, com certeza,
de um incumprir que corrói 

alma presa sem fiança
alegrias sem festejo 

sorrisos curtos, sem esperança
no cumprir de um desejo

 
 

terça-feira, 30 de agosto de 2016

amigos

a amizade é um lugar especial, onde se juntam duas pessoas e se partilha vida - alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, se recebe e se dá força...

é um poço largo, um lago de águas límpidas, onde nunca se perde o pé

se algum dia a água se turva, há que purgar as impurezas... tarefa de dois. se um se escusa ao desejo, não haverá moeda que o faça cumprir!

os que prezam a amizade podem tentar limpar as águas a solo, mas, não terão força... se insistirem demasiado, pode não haver quem acorde com o som desse esbracejar...

pode perder-se um amigo, asfixiado pelas impurezas que se deixam criar no poço, por mais límpido que ele tenham sido...

...
e tu?
vais (deixar) afogar alguém?
...
 
ter um amigo é coisa rara; ser amigo de alguém, poderá ser mais fácil, depende de ti, dos teus desejos e capacidade de te dares, mas, amizade, é raríssima - é quando coexistem as duas dádivas
estima-a

segunda-feira, 6 de junho de 2016

às vezes

...às vezes apetece só escrever [- só - mas, na verdade, escrever apetece quase todos os dias - pode, às vezes, faltar a energia, mas a inspiração não é algo estranho, é algo entranho, entranhado, normal] - não escrever é sufocante...

Caio de sono -  não será um sono de dormir, já, mas um sono de corpo a pedir descanso, num dia desviado de planos. Os planos clamam atenção, o dia corre e os outros correm atrás dele.

Estranho, sempre, essa corrida. Queria, mais, contemplar a vida, toda - esse mundo que me rodeia e perco o tempo sem ver.

Vou correr, um pouco mais, e, depois, deixar o corpo vencer, pousar e levar a cabeça com ele, ao repouso.

E falha a energia, escrevo pouco - vou consumir a que resta noutras escritas, de corrida - querida, mas sofrida...

sábado, 16 de abril de 2016

muro da felicidade

O que é, para ti, ser feliz?
 
Partilha a receita no muro da felicidade!
 
http://padlet.com/wall/qitqefx8hcyz
 
(clica na imagem para escreveres)
(podes participar anonimamente, assinar ou usar o teu perfil no padlet;
cada um poderá editar os seus contributos)

quarta-feira, 13 de abril de 2016

máscara


Se pudesse, chorava
mas são proibidas, as lágrimas…
Se pudesse, gritava
para dar voz às, presas, mágoas… 

Mas, neste mundo, não posso
ser pessoa é proibido.
Põe-se uma máscara de bicho
vive-se a vida escondido… 

Olho os olhos que espreitam
procuro uma luz lá no fundo…
mas almas não se vislumbram
nem por um breve segundo…

terça-feira, 5 de abril de 2016

perdidos

perdidos
estamos todos
perdidos
no meio
de um enleio
no fundo
de poço liso
 
perdidos
 
dá as mãos
encontra
outras mãos
gestos sãos
usa os calos
escava socalcos
sobe o poço

sábado, 6 de fevereiro de 2016

onde páras, alma?...


 
onde estás, que não te sinto
ao alcance da minha mão
num sentir de te agarrar
e aconchegar no coração 

onde estás, que não te sinto
num sentir de entender
a que não consigo chegar
para cumprir um viver 

escapas, pelas folgas dos dedos
sem outras mãos para ajudar 

escapas, por entre os segundos
num ritmo que nos vai matar

quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Como podes ter uma vida feliz?


Quando um livro para maiores de sete anos nos explica as coisas da vida...

O que é a vida? é o nome de um livro maravilhoso de Oscar Brenifier com ilustrações de Jérôme Ruillier, publicado pela Dinalivro e que faz parte da coleção "Filosofia para crianças".

Escolhi esta ilustração pela caricatura que representa para nós, adultos - mas o livro é uma delícia e aconselho a leitura a todos. Para os que têm prendas atrasadas para a quadra natalícia é uma sugestão!

Esta coleção traz interrogações e leva as crianças e jovens* a pensar sobre muitas temáticas fundamentais.

* e não só :D



Não resisto a partilhar mais umas páginas, 

mas deixo a nota de que os livros têm várias perspetivas de cada questão!


domingo, 8 de março de 2015

...o importante vai ficando invísivel aos olhos?

A minha família é como as outras, o lugar onde moro, trabalho, convivo, é como o dos outros - igual ou diferente, a cada pormenor, mas com condicionalismos globais semelhantes... Afinal, vi os mesmos programas televisivos que os outros, tive curriculum escolar igual e tive pais, vizinhos, professores, colegas, amigos que eram uns pensadores de coração outros mais moldados por exemplos de exclusão. 
Sempre achei "normal" a "diferença".
Como todos (?) temo ferir suscetibilidades quando me deparo com algum tipo de deficiência com alguma pessoa com deficiência e não sei se devo oferecer ajuda e qual...
Se me parece que alguém tem dificuldades, opto por lhe dizer, discretamente, que diga se precisar de algo. Se não percebo a forma como fala, digo-lhe exatamente isso: que estou com dificuldade em entendê-la e peço que tenha paciência comigo e tente explicar-me melhor/de novo.
No início dos meus tempos, os "aleijadinhos" ou "maluquinhos" ficavam em casa, escondidos; depois, tiveram direito a "instituições" crescentemente mais educativas, mas vi muito surdo passar por "atrasado mental" (termo usado, sempre, de forma pouco própria e que ficou enraizado no nosso léxico - eu própria o uso como insulto, escapa..., faz parte da língua que aprendi...), muitos e muitos com paralisia cerebral ficarem esquecidos como vegetais...

Este vídeo mostra o resultado de uma vida de coração fechado, de premissas erradas, de atitudes que vão doer nos corações de quem sente e é pessoa...
e...
bem-aventurados os pobres de espírito,
que terão um reino reservado (onde, certamente, as deficiências/diferenças existirão).
Será pobre o espírito que nem vê o mal nos olhos alheios?
Será pobre o espírito que já não vê o importante de cada um de nós?
.