Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta amor. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de março de 2013

plenitude

onde estás?
não te encontro
como cheiras?
reconhecerei o teu odor
como dávida dos céus
num elixir supremo
que completa as asas
quebradas
que não me deixam voar

sem asas
somos nada
só com elas
alcançamos
a plenitude do viver
sem medos
com caminhos abertos
num céu imenso
e todo o mundo é nosso

quarta-feira, 13 de março de 2013

quando os tempos torcem as linhas

Hoje vivi um daqueles dias em que pensei sobre os caminhos que seguimos e os encontros (e desencontros) que temos, e, confesso, cheguei a pensar, num caminho que me (a)pareceu aberto: se é para acontecer, então, destino, faz com que aconteça!
O céu poderá escrever caminhos, mas a vida, forçada, sofrida, corrida, arranca-nos a pele de pessoas e faz-nos pedaços de um sistema inválido há muito, incapaz e desconexo, um caminho para lado nenhum, onde nos perdemos sem nos encontrar...
Nem a nós reconhecemos no espelho, como podemos (re)conhecer alguém que deva ser um bom amigo, um parceiro de projeto, e, até, um amor?
Quando te olhaste no espelho pela última vez
te olhaste, mesmo, e te viste?...
Não falo de uma mirada fugaz, mas de ver os traços e a alma, que dos nossos e todos os olhos transborda...
 
Esses, os olhos com que nos cruzamos, e os que vemos no espelho, são tristes, quase todos, ou inexpressivos de vida vazio em corrida sem destino válido... 
 

sábado, 2 de março de 2013

à beira da morte



mil vezes escrevi, mil vezes pensei
medo de ser mim, medo de ser visível aos outros
que se lixe
que se lixe a visibilidade
as vergonhas, a exposição às maldades
aí ao lado pensam uns: é ela!
pensam saber quem sou, enganados por recomendações, certos por palavras sãs, dedutores sem certezas
os que o sabem também sabem que os excomungaria da minha vista se o revelassem, que não perdoaria que ao mundo me expusessem...
mas
arriscarei
ainda que alguns saibam
e outros saibam sem saber
e outros, não saibam, por saber
libertarei a alma que grita
sôfrega de vida
exausta de solidão
à beira da morte por falta de vida!
não quero
não posso
não sobreviverei
um dia mais que seja
sem elixires que me acordem nesta vida

nota: ID censurada à posteriori


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Sou?



Porque dizes que sou linda?
será que me descobriste a alma
e eu, nem dei por isso?
Porque me achas bonita?
se me sinto um farrapo...
Porque me sentes misteriosa?
se tenho a alma na boca...
serei alguma dessas coisas?
Saberás quem eu sou,
escondida como estou
num corpo que me magoa,
numa alma de mágoas repleta?
Não sei...
Se nem estou quem sou
Se nem te vislumbro a alma...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

carta de amor, carta de amizade



Meu Amor,
escrevo-te porque me apetece libertar a alma. Não sei se já te disse que te aceitaria tudo, ainda que loucura fosse a razão… Quando amamos, aceitamos essas razões…
Aceitaria até que não me amasses, e continuaria a ser a tua melhor amiga (no silêncio da injustiça da vida).

Meu Amigo,
nunca usei a tua amizade como precisava – estavas tão necessitado da minha, que a dei até à exaustão; até nos dias em que tinha dores físicas ou de alma tão fortes, que precisava de um amigo como do ar que respiro… (mais!)
Mas não, embora fosses a primeira pessoa a quem confiaria o que à minha sombra não confio, não usei, não pratiquei esse outro sentido da amizade – de aí para aqui… Só deixei fluir toda a amizade que me enche o coração para ti… Estavas tu com mazelas, dei-te a força que não tinha e inventei, na minha eterna missão de ajuda ao próximo… Como podia pôr-te nos ombros pesos ou partilhas (sequer)?
Não deste por ser egoísta, pois não? …não faz mal, foi minha a decisão de te não pesar…
Ainda não entendo porque a amizade tropeçou na única pergunta que te fiz – é estranho que não sentisses que podias contar-me esse segredo maior que atormenta a tua vida… Afinal, confessaste-o a quem não merecia, e sofres até hoje, e sempre, por isso não é?
Como é perder a melhor amiga do mundo?
Do fundo da escuridão de uma solidão sem fim,
o abraço do colo que não tens
e eu nunca te poderei dar
s