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terça-feira, 5 de abril de 2016

perdidos

perdidos
estamos todos
perdidos
no meio
de um enleio
no fundo
de poço liso
 
perdidos
 
dá as mãos
encontra
outras mãos
gestos sãos
usa os calos
escava socalcos
sobe o poço

sábado, 27 de setembro de 2014

amor é...


elixir que te completa
limpa todos os teus males
integra todos os sorrisos
x que marca o teu centro
imensidão de paz
rastilho de coragem


amor é
mais do que tudo
ou será em si o tudo
revolução de plenitude


imagem de:  thepastorswifespeaks.blogspot.pt

domingo, 13 de abril de 2014

telegrama

Quando eu era pequena, há um molho de anos, as mensagens importantes eram enviadas por telegrama.
Comunicava-se um nascimento, uma morte e pouco mais faziam os cidadãos normais sem grandes recursos financeiros.

A coisa funcionava assim: ia-se aos correios* e escrevia-se a mensagem num impresso – como era pago à palavra, as mensagens eram encurtadas, por vezes até à incompreensão! – ou ditava-se à menina dos correios que, lá dava uns bitaites e, como devem calcular, era a fonte mais bem informada de cada terrinha. No fim de cada frase, escrevia-se ‘stop’, pois não se usava pontuação, como se os tempos do telégrafo se tivessem mantido até final do século XX!

No fundo, para os mais novinhos, podem ter a experiência: experimentem mandar um FAX numa estação de correios – é uma anedota monumental! Até há uns anos, em vez de irmos aos correios, podíamos ir aos CTT-dos-telefones, que eram no mesmo edifício, geralmente, e enfiar uma folha numa telecopiadora (o que chamávamos FAX, o aparelho) e enviar e pagávamos o tempo de chamada usado (quanto mais folhas, mais tempo demorava e mais caro era). Mas…………………… os ‘correios’ entendem que, nem que seja para mandar a fatura da compra do carro ao contabilista (que até temos na pasta e estamos fora de portas e ao lado dos CTT…) temos de preeeeeeeeeeencher um impresso, que é a folha de rosto e tem de ser e, para além de pagar mais (e há um valor mínimo a pagar!!!), AINDA temos de perder tempo a escrever a coisinha!

Ora, pôooooooooooooooo…

 
Isto tudo
para dizer
que,
às vezes,
o mais simples é dizer direto, simples, verdadeiro

amo-te stop
(por exemplo ; ( : ))

 
(*depois passou a poder fazer-se por telefone)

domingo, 9 de março de 2014

Eros ou Agape?



Não sei.
Revejo os amares que escrevi há um tempo atrás e, reafirmo ou reformulo? – Sim, há a força do sentir, mas, o sentir pode enganar-se?
Diria que sim, diria que não.
Os gregos achavam que Eros é fútil ou efémero demais, mas intenso e Agape implica escolha e compromisso, mas não tem paixão…
Essa paixão não pode ser, também, o toque de almas certas? Ou tem de ser só o reflexo de patologias descritas pelos teóricos dos erros de amar?*
Li, finalmente, um desses livros com um título que me fazia fugir a mil pés e que etiqueta* os erros de amar das mulheres… É simplista, simplista demais, digo já sem chegar a meio… É certo que o nosso percurso de vida afeta o comportamento, é ele que o molda, mas… para além dos erros que cometemos, sujeitando-nos a relações (amorosas ou não) pouco saudáveis, nada mais existe?
Afinal, fomos moldados em formas talhadas, apertadas, erradas e, depois, se nos soltamos das formas, podemos ficar qual chinesinha sem pés que apoiem o andar… Mas, há quem se solte, cresça e seja pessoa, que ser só gente cansa! Há quem seja mais do que dele fizeram e se construa…
Depois, o destino… - chamamos-lhe isso… - nada mais existe que a Física da atração de corpos e a Química da atração de sentidos? Ou estamos destinados? Há pares pré-feitos, relações sublimes e perfeitas? – É que se não há, mais vale tirarmos todos o cavalinho da chuva e implantar muito Erotismo no Agape que escolhemos!

Eros e Agape!

*a autora do livro que menciono “Especializou-se no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso” – isso diz tudo…

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

amei?

Ó céus!
nunca amei ninguém?
Sim, porque o senti,
o quis
o achei ter encontrado
Não, porque o não tive,
se o não vivi
que só dois constroem o céu
E dois, ainda que face-a-face
podem estar tão longe
que, ainda que se sintam
se não veem
se não decidem
a viver o que merece
sempre
ser escolhido
Ora,
quão cegos somos,
por querer
Não vale mais viver?