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segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quando a luz promete iluminar-nos

hoje lancei três cartas para saber do meu caminho…
(acho que a febre me dificulta ver além do nevoeiro)

de um projeto pessoal, pedi esclarecimento do mais próximo
saiu o carro:
o triunfo nas minhas mãos e o limpar olhos para bem ver os que me rodeiam – lembrando-me que há quem veja em mim todos os bons valores, vontades e poderes; que os que entre si resfolegam têm de ser controlados a bem de valores maiores; que tenho de controlar a minha vida!

de progresso num objetivo profissional, outro
saiu a roda da fortuna:
lembrando-me de tomar rédeas nos meus projetos!

de um elixir básico de suporte de vida, o terceiro
o SOL mostrou-se em todo o seu esplendor!

Não há sombras, haverá alegrias!

e… como AINDA duvidada,
lancei uma carta a questionar do sucesso do meu projeto pessoal…

e sai o MUNDO! o símbolo máximo do sucesso.
 
 

quinta-feira, 6 de julho de 2017

saltos de fé

confiança
onde está essa capacidade de acreditar nas palavras do outro?

não há redes que impeçam o choque da queda
desfizeram-se, no afastamento de dias forçados
não se teceram, por falta de aulas práticas de tecelagem

não há fé
cada passo é expectante de queda
é fé desconfiada
é confiança descrente


dei as mãos
dei-as, pousadas, confiantes
quando mas pediram
dei um salto de fé

fé nas palavras sãs
de um ser que cruzou o seu caminho com o meu

temerosa dos descrentes que nos cercam
mas confiante nas mãos que se estendem

ainda que seja um momento só
dois
três
sem certeza (ou esperança) na continuidade das conversas bonitas
encontradas
pacificadoras de um coração meu, que de dor é oprimido
por falta de conversas
sãs
confiantes
sem sentidos tortos
mas apenas sentidos
de caminhos abertos e de sentimentos
...

terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

terça-feira, 30 de agosto de 2016

amigos

a amizade é um lugar especial, onde se juntam duas pessoas e se partilha vida - alegrias, tristezas, vitórias, derrotas, se recebe e se dá força...

é um poço largo, um lago de águas límpidas, onde nunca se perde o pé

se algum dia a água se turva, há que purgar as impurezas... tarefa de dois. se um se escusa ao desejo, não haverá moeda que o faça cumprir!

os que prezam a amizade podem tentar limpar as águas a solo, mas, não terão força... se insistirem demasiado, pode não haver quem acorde com o som desse esbracejar...

pode perder-se um amigo, asfixiado pelas impurezas que se deixam criar no poço, por mais límpido que ele tenham sido...

...
e tu?
vais (deixar) afogar alguém?
...
 
ter um amigo é coisa rara; ser amigo de alguém, poderá ser mais fácil, depende de ti, dos teus desejos e capacidade de te dares, mas, amizade, é raríssima - é quando coexistem as duas dádivas
estima-a

terça-feira, 5 de abril de 2016

perdidos

perdidos
estamos todos
perdidos
no meio
de um enleio
no fundo
de poço liso
 
perdidos
 
dá as mãos
encontra
outras mãos
gestos sãos
usa os calos
escava socalcos
sobe o poço

terça-feira, 19 de agosto de 2014

TouchScream


Oiço gritos no silêncio
que ecoa
neste mundo ensurdecedor

Oiço gritos aflitivos
atrás de sorrisos feitos-perfeitos
em rostos prestes a desabar

Vejo sombras
temores de noites perdidas
de tão profunda ser a dor

Vejo esquecimento
no des-hábito instituído
de não lembrar

Vejo medo
nunca reconhecido
em todos e cada um

Vejo fácil
o caminho que fazem difícil
e não levará a lugar algum




domingo, 27 de julho de 2014

ti ti ti ti ti ti ti

Olá, ...
Foi a ti que liguei,
quando estava desesperada por uma voz.
Exausta de muito, sôfrega de companhia.
Liguei, e fui estupidamente benévola em fazê-lo...
Afinal, ligas-me em pranto tantas vezes 
e despedes-me de falas com um depois ligo-te - seja trivialidade ou socorro que me leva a ligar-te...
E prometo, tantas vezes, que vou esquecer quem só me usa como ombro e já deixou de ser amigo-de-conversa-por-conversa e, muito menos, voz-de-ser-humano-que-acompanha... mas, lembro-me das conversas do tempo em que nos conhecemos e recomeçámos vidas de esperança... Do acreditar nas pessoas, do dar sempre uma oportunidade aos amigos...
É estranho... tão estranho que, quando me ligas em pranto, por não teres mais em quem confiar e com quem falar, já nem te oiço com mais que compaixão.
Felicidades...
...e vou continuar a procurar Pessoas...
...elas devem existir...
...eu é que ainda não encontrei o caminho...
Talvez faça um manual de comportamento, para guiar os que querem ser humanos e não sabem o caminho...
...é como a condução... ...não basta ter carro e saber conduzir... ... também há regras de comunidade a seguir, ou chocam a cada manobra... ...também há vias certas...

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

dia de paz

hoje foi natal - pois, se o natal é paz, hoje tive paz... a paz de ocupar o dia sem horários, pressões, chateações... 

felizmente, “o natal” da praxe acabou antes, até, da meia-noite de 24, e voltei para o meu ninho, onde estavam os meus e onde conversei mais um pouco e recuperei das obrigações, que me levaram a momentos de sofrimento para as cumprir e me deram tão pouco...
não sei, afinal, porque nos mantemos todos tão relutantes, nas "festas" ou nos dias que fazem, realmente, a nossa vida, tão ligados ao deve de ser! - perdemos tanto...
aquela célebre conversa que temos com os amigos na adolescência-de-olhos-fixos-no-ideal, de que “a família” são os amigos, de que é possível planear uma consoada feliz com um grupo de amigos, com uma família formada de micro-famílias e até famílias-de-um-só, não se cumprirá nunca?
tarde na noite, espreitei um lugar público, para ver que almas penadas lá estavam – estariam a espreitar uma janela do mundo ou estavam tão sós que nem dormiam?
esses, talvez, estariam felizes se tivessem tido o natal perfeito – em dia em que nos obrigam a tê-lo, ou em dia que se faz natal, só porque sim…