terça-feira, 29 de janeiro de 2019

um dia, outro dia,...

passam os dias e raros são os pensamentos se concretizam...
não os desejos, não, os pensamentos, o que a lógica (e o coração) nos diz(em) ser caminho certo...
as pedras acumulam-se, porque não há tempo para lhes dar forma de castelo! (casa, covil, ninho,...)
não sobra tempo para pensar e damos por nós a não cumprir o ser
não somos quem somos, não estamos nós e acabamos por nunca o conseguir ser
Depois, a esperança vai-se esgotando...
 
faltam... despertadores
pessoas de bem que abracem a vida e despertem quem os rodeia!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

quando a luz promete iluminar-nos

hoje lancei três cartas para saber do meu caminho…
(acho que a febre me dificulta ver além do nevoeiro)

de um projeto pessoal, pedi esclarecimento do mais próximo
saiu o carro:
o triunfo nas minhas mãos e o limpar olhos para bem ver os que me rodeiam – lembrando-me que há quem veja em mim todos os bons valores, vontades e poderes; que os que entre si resfolegam têm de ser controlados a bem de valores maiores; que tenho de controlar a minha vida!

de progresso num objetivo profissional, outro
saiu a roda da fortuna:
lembrando-me de tomar rédeas nos meus projetos!

de um elixir básico de suporte de vida, o terceiro
o SOL mostrou-se em todo o seu esplendor!

Não há sombras, haverá alegrias!

e… como AINDA duvidada,
lancei uma carta a questionar do sucesso do meu projeto pessoal…

e sai o MUNDO! o símbolo máximo do sucesso.
 
 

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

muro

muro
não sei quando se ergueu essa barreira que me impede de te tocar, de chegar ao teu coração e dizer que te amo, de chegar ao teu ser que pensa e fazer-te sentir que estou aqui, lembrar quem sou e que nada mudou…
…na verdade, não sei, pois, apesar de todas as pedras, sempre me ergui, sempre construi paisagens nas margens e sempre te abri as janelas, para que visses a beleza que te rodeia…

somos ilhas… eu sei… ilhas rodeadas de um mar revolto, pejado de piranhas e tubarões daqueles que os filmes pintam de ferozes… e esse muro de coisas más é o lixo que cria a ilha onde tentamos erguer-nos e onde, por vezes, nos esquecemos que o mar também pode ser sereno, que há sol e sorrisos e que, mesmo quando entramos no mar e ele fica revolto, temos de erguer a mão e gritar, para que outros olhos limpos passem o muro e agarrem a mão que grita

murro
que derrube o muro e te mostre o céu azul e o sol e o brilho nos olhos dos que são humanos e te estendem a mão

derrubada
eu, sem conseguir que vejas para além do muro
que mur(r)o!

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mal te lembro, flor...


 
 
Quis saber quem sou
O que faço aqui
Quem me abandonou
Porque não flori
Perguntei porquê
Ninguém respondeu 

E o caminho
Escurece
Tudo esquece 

Onde estás abril?
Quando vais chegar?
Só nos sobra a dor
Já não há sonhar

Mal te lembro, flor…

segunda-feira, 16 de abril de 2018

zero

zero interação
zero envolvimento
zero crescimento
zero evolução
zero humanidade
...


 
=> porquê?

domingo, 17 de dezembro de 2017

licor amargo




Já estava cansada de tanto anúncio de perfumes, todos iguais e sem sentido para quem tem uma vida normal e não voa em traves, não faz desaparecer paredes e não pulveriza os genitais com produtos que nem são feitos para pénis, nem devem dar-lhe muita saúde...

...e eis que chega a desgraça anual do licor beirão!

Depois de achar que o licor Beirão tinha percebido que visibilidade é diferente de bom gosto, com o anúncio de natal do ano passado, eis que nos chega um segundo ano de achincalhamento do natal e do hábito de trocar presentes.



2016:


"Anda cá ó..." / 2017:

 
Provavelmente, os "criativos" que viram estas ideias aceites devem ser testemunhas de Jeová ou membros de alguma seita que odeie, como eles, a tradição social de festejar nesta altura, de partilhar momentos em família e trocar presentes.
 
Se os presentes não são o centro das festividades (ou não deviam ser), é muito reles incitar ao descarte dos mesmos ou ao presentear para consumo próprio...
 
 

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

: ) sejam felizes ( :


balanço de um ano sem

 
as últimas horas foram de extravasamento da necessidade de escrever uma carta a ninguém | a alguém que sejam os meus amigos, na certeza ou esperança de que a leiam ou não leiam…
caros amigos,
aproxima-se o fim de um ano e, por hábito ou necessidade, costumamos aproveitar a quadra para rever o feito e não feito e listar desejos ou promessas de mudança…
quase todos os dias foram doridos. os maus dias fizeram o corpo quebrar, de aviso e de impotência. alguns dias não consegui mexer-me, outros arrastei-me – em dores contínuas e cansaço constante. foram dias de trabalho-porque-tem-de-ser e desmaio até ter-de-ser de novo…
costumo dizer que o corpo manifesta o afastamento entre o que somos e o que nos vamos obrigando a ser… e que todos precisamos de amigos – ora a distância foi grande em ambos
sei que sou das pessoas mais fortes do mundo – ou não estaria, ainda, viva
apesar de tudo
o não-entendimento do curso que a maioria todos dão à vida (por opção ou imitação), dando importância ao que nunca a irá ter e descurando a simplicidade que nos faz feliz ainda não está ultrapassado. nem toda a serenidade necessária foi alcançada
quebram-me as obrigações (mais que os hábitos) o curso
desejos? há um bem precioso que gostaria de ter – algo que nunca se pede. elixir do suporte de vida
analgésicos para a dor de não compreender, aceitando, embora, os afastamentos de promessas desse elixir
respiro
crio prumo para a vida que – ainda – não chegou a ser a minha
o meu elixir espalho
a vós, amigos, em especial: não lembro a última vez que falaram comigo sem ser para pedir algo, vangloriar (LOL) de quilos perdidos ou, em instância breve e de espaçamento crescente, dar um olá-consegui-isto-na-vida, sem pachorra para partilhas bidirecionais de tristezas ou alegrias.
estou
desejo que possa o início de hoje ser feliz e permissor de caminhos sólidos.
que a força esteja comigo
(mereço! – digo eu com um sorriso rasgado…)
(e sempre vos desejarei que convosco esteja)


domingo, 5 de novembro de 2017

na linha do horizonte


paragem

dia anormal de mulher que insiste em ser normal (qb)
se a coragem não me faltasse para manter um diário,
se o tempo fosse fatiado à minha medida e sobrasse para mais do que as (a)normalidades impostas,
acho que escreveria
(sempre o soube exercício saudável)

levantei-me quando a noite já tinha caído. o dia foi passado em transe, numa tentativa de não forçar cabeça nem corpo - esquecendo deveres, imposições e prazos... o foco foi sobreviver - dores, frio, cansaço e...nem ouso dizer o que faltava mais, apesar de... não, digo: falta de colo, de toque, de quem faça por nós e nos permita descansar e recuperar

e escrevo porque acho que poucos vão ler
e os que reconhecerem a mente vão respeitar a dor

do chá do meio-dia ao arroz aquecido à noite, foi esforçado comer
ligar pc para conversa necessária e desejada, ainda que breve e trocar o som do rádio pelo da tv, tentando visualizar a pouca comicidade disponível no espectro da mais de centena de canais disponíveis... (não sei se aguento, talvez tenha de voltar ao transe...)
esperava que não voltasse a exaustão, ainda que os motivos imponham a sua permanência - horários, desrespeitos, loucuras sociais e falta de sentido desse correr de (des)vida...
corpo e raciocínio gritam por mudanças...
...as mudanças parecem não ser possíveis e as metas de retorno vão sendo passadas
gritando o corpo pelas paragens... que se adiam e adiam e adiam, até................
depois,
há a solidão
a fuga dos sorrisos quando já espremeram todo o sumo, espezinhando casca, folhas, flores, ramos,... não tendo gota de suor que pudesse servir de rega quando a planta seca (mas voltando pelo suor alheio a cada vez que têm necessitudes...)
e aquele meu preceito de que amizade precisa de proximidade revela-se certo quando todos se afastam de todos na corrida do tempo sem nexo... como se mandar um "feliz natal" em dezembro expiasse os afastamentos que permitimos...
stop
pena que seja só qb
...
.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

eclipse

é nos momentos mais aflitos que testamos oráculos, atentamos a prenúncios e tentamos encontrar resposta iluminada para a escuridão onde nos sentimos afogar…
 
procurei uma resposta e saiu-me a carta perfeita para anunciar a luz
 
a pergunta, ensandwichada entre prozac e xanax, era se havia porta para um caminho e força para o passo – quando nem para rastejar sobrava energia.
 
veio.
 
cumpra-se!
 
quando não há luz ficamos cegos e os tropeços enrolam o tato, dificultando o encontrar dos caminhos.
 
de mãos dadas abrange-se mais terreno. mas…
esse medo contagioso de tocar o próximo deixa sós e cegos cada vez mais de nós.
 
apalpando – sem interruptores, mãos ou velas – busco o destapar do astro-rei, depois de um eclipse demorado demais.
 
e continuo a sorrir, no meio da sandwich e até ao avistar de apoio ao desmaio a que leva o esforço que essa máscara diária exige – é pesada a capa
e o super-herói tem voado baixinho
 
diz-me a carta que tudo vai correr bem, no que perguntei e em tudo o mais
 
respiro
crendo nas sortes e na sua aproximação ao merecimento…
 
cumpra-se!

quinta-feira, 6 de julho de 2017

saltos de fé

confiança
onde está essa capacidade de acreditar nas palavras do outro?

não há redes que impeçam o choque da queda
desfizeram-se, no afastamento de dias forçados
não se teceram, por falta de aulas práticas de tecelagem

não há fé
cada passo é expectante de queda
é fé desconfiada
é confiança descrente


dei as mãos
dei-as, pousadas, confiantes
quando mas pediram
dei um salto de fé

fé nas palavras sãs
de um ser que cruzou o seu caminho com o meu

temerosa dos descrentes que nos cercam
mas confiante nas mãos que se estendem

ainda que seja um momento só
dois
três
sem certeza (ou esperança) na continuidade das conversas bonitas
encontradas
pacificadoras de um coração meu, que de dor é oprimido
por falta de conversas
sãs
confiantes
sem sentidos tortos
mas apenas sentidos
de caminhos abertos e de sentimentos
...

domingo, 4 de junho de 2017

mundo roto

Uma semi-mulher conhecida pelas poses... de exibição com cariz sexuado (pronto, não vou arranjar termo que substitua na perfeição o termo inicial: de puta) - sejam tidas de moto próprio ou forçadas por agentes de máquina de lançamento de vedetas-para-queimar - tem a sorte de um tarado se fazer explodir num concerto seu, dando-lhe a visibilidade que nem as posses e os agentes conseguiram...
Triste.
Mais triste haver emissões interrompidas para mostrar a parte II.
Caridade?
...
Caridade era ensinar aos pais que deixaram as suas filhas pré-adolescentes ir assistir a um concerto de alguém que assume e exibe conduta pouco normal - exagerada, de cariz impróprio para quem está a formar a sua personalidade e bebe comportamentos de modelos, que é errado compactuar com isso, é irresponsável, é estúpido.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

trabalhar para o sucesso!

? quantos de nós trabalhamos para tentar alcançar uma vida melhor
e, tantas vezes, sentimos que nunca lá chegaremos ?

Hoje li um título - que a notícia nem vale a pena ler! - que anunciava mais um daqueles subsídios a fundo perdido, compensatórios de vento, chuva, calor ou outra qualquer ocorrência mais ou menos natural (cheia, seca; tempestade, bonança a mais...)...
Desta vez eram as bananas...
 
E vem sempre a tristeza de ver quem tem ser compensado por perder e quem não tem não ter compensação nem ajuda...
 
Ainda que as compensações sejam atribuídas após fiscalização devida da veracidade dos factos, porque tem direito o senhor 'X' a ser compensado por ter perdido o hectar de cenouras, quando o senhor 'Y' não é compensado ao ter perdido o único par de sapatos que tinha para ir trabalhar? ao ter perdido as duas galinhas que lhe davam ovos para o prato? ao...
 
Porque se 'compensam' umas perdas - de quem tem dinheiro para ter as terras, o gado, as culturas, e não se compensam as perdas de outros, que nunca puderam comprar as terras onde chova demais ou de menos; plantar as cenouras que sequem ou afoguem;...
 
...As palavras contadas de frente, há uns anos, não se apagam: a indemnização pelas cenouras perdidas que nunca foram plantadas, a outra, pelas vacas 'adoecidas' que nunca foram compradas,... e as casas construídas 'à conta' dos subsídios/indemnizações por tudo o que nunca existiu... pior assim...

terça-feira, 25 de abril de 2017

nome do meio: solidão

Cada vez mais o vejo e o sinto... e até há quem o diga, mas, depois, as ideias que se trocam não passam de meras intenções sem concretização tentada...
Vive-se Existe-se, cada vez mais, em solidão. Uma solidão que não se esquece com os dias de obrigação no trabalho - apenas se adormece; uma solidão que cada vez mais sentem, mas escondem; uma solidão filha do "afasta-te de quem está mal", como se deixar de ser solidário fosse a solução para todos os males; uma solidão de pseudo-amizades à distância, em que escassos momentos são ilustração da amizade sem sumo...
 
Tenho dificuldade em aceitar esses afastamentos, não os considero normais, nem acho que me valha de algo uma amizade-de-às-vezes...
Também não acredito que todos queiram viver longe da vida, na corrida sem meta alegre; que tantos queiram continuar a esconder quem são, pelo que anseiam,... e continuem a fingir, apesar de já saberem que a vida é finita...
Tentarei, até que a alma me doa e tenha de pausar; depois insistirei, quando a alma se erguer um pouco - escondendo as dores minhas, para afagar cabeça alheia; fugindo de sombras que me destemperam a vida, só porque não sabem ser pessoas... Tentarei ajudar a escolher portas e ajudar a abri-las.
 
venha a luz - iluminem-se bons caminhos

domingo, 16 de abril de 2017

?

Acordei com a informação:
"Coreia do norte lançou um míssil..."
"o míssil explodiu poucos segundos depois do lançamento..."
"Trump..."
De tudo aquilo percebi que as crianças grandes que brincam às guerras tinham dado um passo que podia não ser reversível. ...
Levantei-me e fui pensando como é ridículo ocuparmos o tempo com coisas tão mesquinhas e que, num momento só, podemos ter de passar a dar importância à vida, ao sobreviver - não como essa corrida para cumprir metas que nada nos dizem e nos prendem até morrermos, mas em corrida para as necessidades básicas que agora cumprimos mecanicamente (que descuramos outras - como viver, em vez de existir nessa corrida)...
Em dia dedicado à paz e à família, pela maioria das pessoas, a guerra podia ter explodido...
Liguei a TV e procurei um canal de notícias.
Não entendi. Não entendi porque falavam de trivialidades...
Depois lá veio a frase "a Coreia do Norte já tinha feito vários lançamentos e este só prova que continuam a fazer testes... a investir no nuclear..."
.
OK
é grave
Contudo, gostaria de saber se é reversível essa nojenta via de uma profissão - que já foi válida, importante, e que tinha profissionais cultos (que não davam notícias erradas por ignorância) - que apenas faz parangonas enganosas para chamar cliques e leitores ou telespetadores, sem dar qualquer valor à vida, à humanidade, à verdade.
Pensem.
Pensem todos, mas todos os que espalham a palavra têm obrigação de, ainda mais, PENSAR e contribuir para manter a humanidade em bom caminho.
Porquê dar voz e letra apenas a terrores, escrever terrores caçando letras até chegar a eles, mesmo que as letras soltas possam construir palavras belas, momentos serenos, vida...?...
Informem,
informem mais
- mas enquadrem, sejam honestos, sejam cultos e não vis caçadores de seguidores...

domingo, 26 de fevereiro de 2017

porque hoje é sexta...

porque hoje é sexta,
queria estar sentada no sofá
porque hoje é sexta,
queria abrigar-me no ninho sereno da família
abraçada,
encostada,
quieta - num sentir de estar, sem precisar
dizer, fazer ou forçar
qualquer passo
desse estar,
só estar
um estar de ser,
apenas ser
sem dever
depois de mil horas
de fazer um desfazer de vida
queria poder
mas não vai ser


desAlmada

Sinto-me desalmada.
O tempo corre e não ouço a minha alma, tal é o ruído.
Queria poder pensar. Estou cansada. O tempo esvai-se num cumprir de ridicularias impostas por incapazes. Fico exaurida.
Depois, não sei viver sem pessoas e elas já não se encontram em lugar algum... Só chocam. De trombas. Envenenadas de inveja. Incendiárias de raivas. Explodidoras  de alicerces de mundo. Odiando arquitetos de vida, porque sim. Num mar de nãos em que escolhem viver.
E, agora, digo eu NÃO, não queria existir assim. ...MAS..., confino-me à inutilidade imposta, perdendo o mundo o que nele construiria, se me fosse permitido viver.
...
Vale a pena?

 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

da comida às memórias...

...ou uma receita de esparguete :)

Hoje fazia esparguete e, nas pressas de fazer almoço entre tarefas mais prementes, debati-me com o "enfiar o esparguete" na água, quando o tacho escolhido tinha um diâmetro menor que o comprimento da "pasta"...
...aguardei, segurando o esparguete com uma ponta mergulhada, até que amolecesse e vergasse, e fui correndo a memória dos esparguetes da minha mãe...
Ora, ela tinha o hábito de partir o esparguete em pedaços, tornando a refeição num exercício de escorrega daqui, escorrega dacolá que dava nódoas certas! Eu detestava aquilo, mas nunca a consegui convencer que o esparguete se comia a enrola-garfo e não dava para enrolar se fosse partido.
E foi assim a receita de hoje:

azeite, 1/2 cebola e 3 alhos,
1 pimento pequeno, vermelho, 1 tomate,
um pedacinho de gengibre e ervas & cheiros (coentros, alho, pimenta, piri-piri [pequenino, pois foi triturado], um toque de açafrão e louro [quando foi apurar, depois de triturada a mistura])
e duas mãos de soja grossa demolhada (por preguiça de abrir o pacote da fina).

Uma concha em cima do prato de esparguete cozido em água simples.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

O ruído dos incompetentes

Há uns dias falava com uma amiga que me contava uma versão de uma história que, tristemente, conheço… :  Resolveu aprender mais, está a estudar, e é sistematicamente pressionada a não o fazer. É só mais um de muitos episódios dessa saga nacional.

(Só) Evoluímos enquanto sociedade (humanidade, país, concelho, empresa,…) se cultivarmos o conhecimento, o aperfeiçoamento de cada um de nós – isso é que vai enriquecer o todo. Contudo, neste país parece ser crime querer aprender mais.

Não sei como deixamos que sejam incompetentes a progredir e a arrasar a vida dos que procuram ganhar mais competências!

Não duvido que é a incompetência e insegurança de miseráveis pobres de espírito, sem capacidades sociais e humanas (mas com “esperteza”, que os faz fazer vingar essa última palavra dos Lusíadas*) que provoca estas atitudes.

Mas, em instância final, somos todos que perdemos!
 
As penas para quem quer estudar vão do “mal olhar” o usufruto de dias legalmente concedidos para formação (míseros!) à marcação de reuniões e trabalhos “inadiáveis” em dias que foram previamente marcados para estudo ou provas de avaliação. Tudo isto com atitudes de exclusão e de cerceio da evolução profissional. Muitos deixam de poder executar trabalhos que executavam anteriormente, pois o medo de que possam ser considerados competentes aflige os colegas de trabalho – sendo excluídos exatamente por serem os mais bem preparados para a função!

Na verdade, os mais incompetentes são os chefes/diretores/dirigentes que, devendo impedir o bullying contra qualquer funcionário, ainda se juntam aos bullies. Se fossem competentes, não o fariam!

Uma conhecida dizia-me que os dirigentes escolhiam “burros” para chefias intermédias, para que não pudessem fazer-lhes sombra… É estranho… referia-se a autarcas eleitos e, para além do conceito de político (aquele que trabalha para o bem da polis!), serão eles a mostrar menos obra feita se rodeados de incompetentes… E são eles e outras chefias os culpados pelo perpetuar desta pequenez de espírito.
 
Um apontamento: a amiga lá do primeiro parágrafo, como muitas pessoas que, felizmente, conheço, "estudam" por amor ao conhecimento e não para usar o "canudo" como escada...

 

*bem, já todos devem saber que é INVEJA!