confiança
onde está essa capacidade de acreditar nas palavras do outro?
não há redes que impeçam o choque da queda
desfizeram-se, no afastamento de dias forçados
não se teceram, por falta de aulas práticas de tecelagem
não há fé
cada passo é expectante de queda
é fé desconfiada
é confiança descrente
dei as mãos
dei-as, pousadas, confiantes
quando mas pediram
dei um salto de fé
fé nas palavras sãs
de um ser que cruzou o seu caminho com o meu
temerosa dos descrentes que nos cercam
mas confiante nas mãos que se estendem
ainda que seja um momento só
dois
três
sem certeza (ou esperança) na continuidade das conversas bonitas
encontradas
pacificadoras de um coração meu, que de dor é oprimido
por falta de conversas
sãs
confiantes
sem sentidos tortos
mas apenas sentidos
de caminhos abertos e de sentimentos
...

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