domingo, 9 de março de 2014

Eros ou Agape?



Não sei.
Revejo os amares que escrevi há um tempo atrás e, reafirmo ou reformulo? – Sim, há a força do sentir, mas, o sentir pode enganar-se?
Diria que sim, diria que não.
Os gregos achavam que Eros é fútil ou efémero demais, mas intenso e Agape implica escolha e compromisso, mas não tem paixão…
Essa paixão não pode ser, também, o toque de almas certas? Ou tem de ser só o reflexo de patologias descritas pelos teóricos dos erros de amar?*
Li, finalmente, um desses livros com um título que me fazia fugir a mil pés e que etiqueta* os erros de amar das mulheres… É simplista, simplista demais, digo já sem chegar a meio… É certo que o nosso percurso de vida afeta o comportamento, é ele que o molda, mas… para além dos erros que cometemos, sujeitando-nos a relações (amorosas ou não) pouco saudáveis, nada mais existe?
Afinal, fomos moldados em formas talhadas, apertadas, erradas e, depois, se nos soltamos das formas, podemos ficar qual chinesinha sem pés que apoiem o andar… Mas, há quem se solte, cresça e seja pessoa, que ser só gente cansa! Há quem seja mais do que dele fizeram e se construa…
Depois, o destino… - chamamos-lhe isso… - nada mais existe que a Física da atração de corpos e a Química da atração de sentidos? Ou estamos destinados? Há pares pré-feitos, relações sublimes e perfeitas? – É que se não há, mais vale tirarmos todos o cavalinho da chuva e implantar muito Erotismo no Agape que escolhemos!

Eros e Agape!

*a autora do livro que menciono “Especializou-se no tratamento de padrões mórbidos de relacionamento amoroso” – isso diz tudo…

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