quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

mentes brilhantes

Em certos os casos, quanto mais nobre o génio, menos nobre o destino.
Um pequeno génio ganha fama,
um grande génio ganha descrédito,
um génio ainda maior ganha desprezo;
um deus ganha crucificação.
Pessoa dixit

Nunca entendi essa forma nacional aberrante de massacrar todos os que conseguem aprender, sequer, aviltando-os como se fossem eles os errados, pois a mediania do dézinho é que se pretende, neste país…
Já nos meus tempos de pós-6.º ano, em que já tinha alguma consciência de mim, me vi obrigada a descer notas para não ser agredida pelos colegas… E os professores, lá, como agora… promovem o tal de dézinho, buscando, avidamente, erros-de-aluno no mais perfeito dos trabalhos – porquê? – acho que têm uma necessidade compensatória de status (status que deveriam ter de outra forma! e a estúpida sociedade em que vivemos não dá à classe…) que se reflete na não-aceitação de competências em alunos/estudantes…
Se todos são diferentes, muitos, como eu, apenas conseguiam sentir que não valia/vale a pena… - e, em última instância, não vale, mesmo, a pena lutar por notas! - Vale a pena lutar pelo saber!
Se, aparte este desvio ao mundo dos que não considero génios ou sobredotados, sequer – mas apenas normais que não se deixaram ir na leva de ignorantes, pensarmos nos que veem um pouco mais além, por, efetivamente, terem uma aptidão, por vezes absolutamente excecional, para uma qualquer arte ou área, então… vemo-los serem agredidos como são os outros excluídos por uma qualquer deficiência. (Diria, num outro aparte, que nenhuns deveriam ser excluídos, pois a sociedade somos todos nós.)
Se perder qualquer um é mau, quando falamos de mentes brilhantes como é possível? Como é possível achincalhá-los, pisá-los, empurrá-los para um outro país, apenas porque sabem pensar?
 

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