quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

dia de paz

hoje foi natal - pois, se o natal é paz, hoje tive paz... a paz de ocupar o dia sem horários, pressões, chateações... 

felizmente, “o natal” da praxe acabou antes, até, da meia-noite de 24, e voltei para o meu ninho, onde estavam os meus e onde conversei mais um pouco e recuperei das obrigações, que me levaram a momentos de sofrimento para as cumprir e me deram tão pouco...
não sei, afinal, porque nos mantemos todos tão relutantes, nas "festas" ou nos dias que fazem, realmente, a nossa vida, tão ligados ao deve de ser! - perdemos tanto...
aquela célebre conversa que temos com os amigos na adolescência-de-olhos-fixos-no-ideal, de que “a família” são os amigos, de que é possível planear uma consoada feliz com um grupo de amigos, com uma família formada de micro-famílias e até famílias-de-um-só, não se cumprirá nunca?
tarde na noite, espreitei um lugar público, para ver que almas penadas lá estavam – estariam a espreitar uma janela do mundo ou estavam tão sós que nem dormiam?
esses, talvez, estariam felizes se tivessem tido o natal perfeito – em dia em que nos obrigam a tê-lo, ou em dia que se faz natal, só porque sim…

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