sábado, 9 de novembro de 2013

Quando somos pequeninos...


Quando somos pequeninos,ninguém nos diz como é viver…

Ninguém nos ensina a precaver o sofrimento, as dores que, mais do que de crescimento, são dores do errado acercando-nos e corroendo as luzes que teimam em brilhar no nosso pensamento. Aquele sorriso que temos, fruto de cada descoberta, de cada passo dado num mundo maravilhoso, tropeça na malvivência alheia e transforma-se num esgar de sofrimento, em cada minuto em que somos confrontados com a consagração do malfeito.

Se, numa transição para o mundo-dos-grandes, ainda nos permitem brados de insatisfação, quando lá ficamos, somos açoitados de cada vez que vemos um arco-íris – sacrilégio, almejar ao belo! 

Cada desenho tem de ser casa branca de telhado vermelho – ainda que não os haja à vista, com chaminé de há dois séculos, ladeada de árvore de copa redonda e verde  e com uma nuvem de algodão a bordar um céu celeste…

Cada casa tem de ter as mesmas paredes, o mesmo quadrado, as mesmas janelas…

E, depois, todos vemos e vivemos esse quadro feio, onde já ninguém sorri.


Muito menos os que pensam, e podiam salvar o mundo…

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