segunda-feira, 16 de setembro de 2013

o rasto do progresso

Confesso que nunca gostei do José Cid...
Escreveu canções lindas, é verdade, mas... porque não ficou por aí, em vez de se pôr a esganiçar no palco?
Mas, não venho aqui para fazer críticas musicais, apenas para constatar como as nossas realidades mudam, e de tal forma que nem os >40 notam, por vezes...
A rosa que te dei 
não foi criada no jardim
por isso tinha mais
significado para mim
Ora, ó Zé... Hoje, é exatamente ao contrário: uma rosa criada no jardim tem mais valor, pois, da estufa, vêm ela aos magotes!
E a Enid Blyton... Ó mulhéri, tu hoje não te safavas... Sabes, é que os livros continuam interessantes, mas, se a Zé estiver caída no buraco de uma gruta, a malta pensa logo: porque raio não levou ela o telemóvel!? Ora, agora, fica-me ali, à espera do Tim... (não, não é do tipo dos Xutos...)
Tudo evolui e algumas coisas boas perdem o sentido (falo da Enid e das rosas, porque tu, Zé-dos-cavalos, nunca me convenceste como cantor...).
Há uns dias, pela manhã, ouvi esta constatação (Rádio Comercial): os jovens que são este ano chamados para o serviço militar (ou seja, para o dia da defesa nacional), nunca viveram sem internet!!!!!!
Imaginem... Eles não fazem ideia do que é ter de ir ver no jornal qual o filme que passa no cinema, consultar um tijolo-dicionário, usar uma cabine telefónica... ou o que era um telemóvel, aliás telefone móvel, nos inícios: um tijolo, maior que o dicionário!
E nem sequer que, os telemóveis eram uma coisa com antena e tinham de se colocar num suporte para carregar...

E...
sabem...
Não foi assim há tanto tempo, mesmo!

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