domingo, 5 de maio de 2013

ser

Hoje vi uma apresentação/perfil em que alguém dizia que não costuma ver segundas intenções nas palavras... E pensei logo: como seria tão fácil viver, se todos agissem e acreditassem, primeiro na verdade, e só depois duvidassem... (se fosse o caso de haver motivo...)
Já repararam como todos desconfiam de todos?
É, eu sou assim, acredito no que me dizem, pois não vejo motivo para a mentira... Por que raio será necessário mentir?
É certo, pensam já alguns, que não podemos mostrar tudo, mas, será que não era mais fácil viver se começássemos pela verdade?
Quantas confusões se geram pelo medo de mostrar quem somos?
E quantas mais por dizermos algo diferente do que acreditamos, do que é real?
Se alguém me disser “comprei um Ferrari ao meu filho”, eu acredito completamente, a menos que a pessoa, de seguida diga algo como: “estou a brincar, né... comprei só um carrito!”. (*)
Alguns mentem por desejar mostrar ser alguém, supostamente, mais importante, rico, conhecido... outros, para esconder quem são...
À partida, espero sempre a verdade – se deteto mentira nas palavras de alguém... acabou-se o acreditar... e muito difícil será confiar de novo em alguém que engana o próximo.
Existem, claro, níveis diferentes de gabarolice ou de mascaração da vida – não deixei de ser amiga de alguém que tinha tantas divisões na casa que me fazia sentir uma pedinte, até que lá fui e vi que a sala, o quarto e o corredor eram tão polivalentes e que, mesmo com o resto da casa, não chegavam à área do meu pobre casebre! – Algumas pessoas falam de si com uma lata de verniz ao lado, outras, são humildes. (Faço parte deste grupo mas, peco, porventura, pela exagerada simplicidade com que me aprecio e aos meus bens...)
Complicamos a vida, quando ela podia ser simples...
Mas, é certo, muitas vezes me vi olhada com desdém, julgada ignorante, pobre, desimportante – por não me vangloriar do que tenho e sou... Porque os maus hábitos fazem que se olhe o próximo como um produto de teres e haveres, de palavras ditas e quantas vezes vãs...
Não é possível conhecer alguém, apenas? Ouvir o que diz, ver o que faz – saber quem é? Isso, apenas, sem máscaras ou floreados!

(*...e disse, muitas vezes, em brincadeira, que tinha um Testarossa... mas,
de imediato o mostrava: lindo, à escala, e um maravilhoso porta-chaves...)

Sem comentários:

Enviar um comentário