sábado, 3 de setembro de 2011

Amizade

Olhei para a mão, o pulso, o braço…
tentei imaginar como tatuar a palavra NÃO
num local bem visível,
onde a visse à primeira tentativa,
sempre que se me quebrasse a vontade
de não mais incomodar os que estimo,
com a preocupação sobre o seu bem estar…

Cravar as letras seria útil,
mas demasiado vistoso…
Pensei, então,
em fazer uma pulseira sem fecho,
com um bem visível NÃO bordado em contas,
impossível de retirar,
para que me lembrasse sempre,
de cada vez que não resisto a falar
a alguém de quem sou amiga,
de que não devo fazer o que sinto,
o que eles me dizem também estar certo,
mas que sempre sou eu a fazer:
preocupar-me, sentir, estender a mão
…e temer incomodar…

Gostaria de rasgar a pele
para sentir essa decisão,
mas, passadas horas curtas
um sábio conselho me chega
tão igual aos que penso,
(e ouvi de quem estimo… e não cumpre…)
não se deve desistir de pessoa alguma, muito menos de um amigo
…e voltou a vontade de ser eu,
de insistir,
de ser Amiga
SEMPRE

(Fico feliz sempre que descubro alguém que ainda acredita nos outros.
Obrigada, Carlos)

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